Nacionalismo negro

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Nacionalismo negro (em inglês: Black nationalism - BN) é um conceito que defende uma definição racial (ou redefinição) da identidade nacional, em oposição ao multiculturalismo. Existem diferentes filosofias nacionalistas indígenas, mas os princípios de todas as ideologias nacionalistas negras são a unidade e a autodeterminação ou independência da sociedade europeia. Martin Delany, um abolicionista negro norte-americano, é considerado o avô do nacionalismo negro. Entre as personalidades relacionadas ao movimento estão Malcolm X, os Panteras Negras e o Exército de Libertação Negra (em inglês: Black Liberation Army).[1]

Inspirados pelo aparente sucesso da Revolução Haitiana, as origens do nacionalismo negro, africano e indígena entraram no pensamento político durante o século XIX, com pessoas como Marcus Garvey. A repatriação de escravos afro-americanos para a Libéria ou Serra Leoa era um assunto comum entre os nacionalistas negros do século XIX. A Associação Universal para o Progresso Negro, de Garvey e que existiu entre os anos 1910 e 1920, era o mais poderoso movimento nacionalista negro a época, reivindicando cerca de 11 milhões de membros.[1]

Normalmente, organizam-se em pequenos grupos, que aceitam somente indivíduos negros, pois acreditam que a liberdade racial depende exclusivamente dos próprios negros. É comum reafirmarem a existência de raças no sentido genético, da mesma maneira que os geneticistas da Alemanha nazista pregavam a supremacia de uma suposta raça ariana. Martin Delany, um abolicionista negro norte-americano, é considerado o pai do nacionalismo negro. Entre outros ideólogos do nacionalismo negro estão Malcolm X, Marcus Garvey. Entre suas principais organizações, estão o Black Panther Party, o Black Liberation Army (Exército de Libertação Negra).[1] Do nacionalismo negro surgiu a proposta de organização dos Estados Unidos da África (United States of Africa), uma federação que reuniria 55 países soberanos da África.[2] [3]

Pessoas como Marcus Garvey, inspirado na Revolução Haitiana, defendia a repatriação de escravos afro-americanos para a Libéria e a Serra Leoa, o que era um assunto comum entre os nacionalistas negros do século XIX. A Associação Universal para o Progresso Negro, de Garvey, existiu entre 1910 e 1920 e era o mais importante movimento nacionalista negro na época.

Apesar de serem nacionalistas racialistas, os nacionalistas negros não se opõem ao nacionalismo branco ou de quaisquer outros povos que lutem pela igualdade, preservação e pela libertação racial.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Moses, Wilson. Classical Black Nationalism: From the American Revolution to Marcus Garvey (1996) excerpt and text search
  • Price, Melanye T. Dreaming Blackness: Black Nationalism and African American Public Opinion (2009) excerpt and a text search
  • Taylor, James Lance. Black Nationalism in the United States: From Malcolm X to Barack Obama (Lynne Rienner Publishers; 2011) 414 pages
  • Van Deburg, William. Modern Black Nationalism: From Marcus Garvey to Louis Farrakhan (1996)