Nacionalismo negro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Nacionalismo negro (Black Nationalism - BN) é uma filosofia política pro-raça negra que defende uma reafirmação racial para criação de identidade nacional e Estado-nação exclusivo entre indivíduos negros, em oposição ao multiculturalismo, miscigenação, integração racial. É uma posição política de cunho separatista, de dissidência política com intenções de formação ou recriação de um Estado-nação por indivíduos pertencentes a raça negra dispersos do continente africano. Os princípios da ideologia do Nacionalismo Negro é a unidade, autodeterminação, e independência da sociedade pro-branca da qual eles vivem, da influencia ocidental e do judaísmo cristão e ainda, fortalecer sócio-economicamente nações africanas unindo-as sob um mesmo bem comum nos com propósito de transformar sua realidade racial para um futuro do qual eles julgam ter dignidade, liberdade, honra, orgulho e sobrevivência racial perante seus semelhantes e outros povos e etnias conquistando assim aquilo que eles creem como sendo a glória nacionalista sócio-racial de todos os povos negros. Normalmente, são pequenos grupos não muito significante devido a sua semelhança com os mesmo propósito do nacionalismo nazista. São grupos que aceitam somente indivíduos negros nessa luta pois acreditam que a liberdade racial é algo que depende exclusivamente deles. É comum reafirmarem a existência de raças no sentido genético, similar da mesma maneira em que 'geneticistas' do tempo da Alemanha nazista quando pregavam a supremacia racial da pseudo raça ariana. Martin Delany, um abolicionista negro norte-americano, é considerado o pai do nacionalismo negro. Entre outras paternalidade da ideologia do Nacionalismo Negro ao movimento estão Malcolm X, Marcus Garvey, Black Panther Party, Black Liberation Army (Exército de Libertação Negra),e Estados Unidos da África.[1]

Pessoas como Marcus Garvey, inspirado na Revolução Haitiana defendia a repatriação de escravos afro-americanos para a Libéria e Serra Leoa, o que era um assunto comum entre os Nacionalistas Negros do século XIX. A Associação Universal para o Progresso Negro, de Garvey e que existiu entre os anos 1910 e 1920, era o mais importante movimento Nacionalista Negro na época.

Apesar de serem nacionalistas racialistas, não se opõem ao nacionalismo branco ou de qualquer outros povos que lutam pela igualdade, preservação e libertação racial.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Encyclopædia BritannicaBlack nationalism. Página visitada em 23 de abril de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Moses, Wilson. Classical Black Nationalism: From the American Revolution to Marcus Garvey (1996) excerpt and text search
  • Price, Melanye T. Dreaming Blackness: Black Nationalism and African American Public Opinion (2009) excerpt and a text search
  • Taylor, James Lance. Black Nationalism in the United States: From Malcolm X to Barack Obama (Lynne Rienner Publishers; 2011) 414 pages
  • Van Deburg, William. Modern Black Nationalism: From Marcus Garvey to Louis Farrakhan (1996)