Namárië

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    Namárië é o maior texto em Quenya em O Senhor dos Anéis, escrito por J.R.R.Tolkien. Junto com o poema Markirya, é o principal exemplo de um texto em Quenya "maduro" ou no estilo O Senhor dos Anéis. Entre os estudantes de élfico, a canção é quase que invariavelmente chamada de Namárië, "Adeus", este sendo o título que Tolkien usou para ele em The Road Goes Ever On. Contudo, ele também é conhecida como Lamento de Galadriel, ou "Namárie, Alteriello Nainië Lóriendesse", "O lamento de Galadriel em Lórien."
    O poema, largamente divulgado pelo mundo, diz o seguinte:

    Ai! laurië lantar lassi súrinen,
    Yéni únótimë ve rámar aldaron!
    Yéni ve lintë yuldar avánier
    mi oromardi lissë-miruvóreva
    Andúnë pella, Vardo tellumar
    nu luini yassen tintilar i eleni
    ómaryo airetári-lírinen.
    Sí man i yulma nin enquantuva?
    An sí Tintallë Varda Oiolossëo
    ve fanyar máryat Elentári ortanë
    ar ilyë tier undulávë lumbulë
    ar sindanóriello caita mornië
    i falmalinnar imbë met, ar hísië
    untúpa Calaciryo míri oialë.
    Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!
    Namárië! Nai hiruvalyë Valimar!
    Nai elyë hiruva! Namárië!

    Tradução portuguesa[editar | editar código-fonte]

    Ah! Como ouro caem as folhas ao vento,
    Longos anos inumeráveis como as asas das árvores!
    Os longos anos passaram como goles rápidos do doce hidrómel
    Em grandiosos salões para lá do Ocidente,
    Sob as abóbadas azuis de Varda
    Onde as estrelas tremem no canto
    Da sua voz sagrada e majestosa.

    Quem me voltará a encher a taça?

    Pois agora a Acendedora, Varda, a Rainha das Estrelas,
    Do Monte Sempre Branco, ergueu as mãos como nuvens
    E todos os caminhos ficaram profundamente imersos em sombra;
    E vinda de uma região cinzenta, a escuridão assenta
    Nas ondas espumosas entre nós
    E a névoa cobre para sempre as jóias de Calacirya.
    Agora perdida, perdida está Valimar para os do Leste!

    Adeus! Talvez encontres Valimar.
    Talvez tu mesmo a encontres. Adeus!

    Tradução brasileira[editar | editar código-fonte]

    Ah! Como ouro caem as folhas ao vento,
    Longos anos inumeráveis como as asas das árvores!
    Os longos anos se passaram como goles rápidos do doce hidromel
    Em salões altos além do oeste,
    Sob as abóbadas azuis de Varda
    Onde as estrelas tremem na canção
    De sua voz de Santa e Rainha.

    Quem agora há de encher-me a taça outra vez?

    Pois agora a Inflamadora, Varda, a Rainha das Estrelas,
    do Monte Semprebranco, ergueu suas mãos como nuvens
    E todos os caminhos mergulharam fundo nas trevas;
    E de uma terra cinzenta a escuridão se deita
    sobre as ondas espumantes entre nós
    E a névoa cobre as jóias de Calacirya para sempre .
    Agora perdida, perdida para aqueles do Leste está Valimar!

    Adeus! Talvez hajas de encontrar Valimar.
    Talvez tu mesmo hajas de encontrá-la. Adeus!

    Tradução luso-brasileira literal[editar | editar código-fonte]

    Ah! Douradas caem as folhas devido ao vento;
    Séculos incalculáveis como as asas das árvores.
    Os séculos como doces goles passaram,
    Em salões altos, de um doce hidromel,
    Além do Poente, de Varda sob as
    Abóbadas azuis, onde faíscam as estrelas
    Por meio da canção de sua voz de Rainha Santa.

    Agora, quem a taça para mim reencherá?

    Pois ora a Inflamadora, Varda, do Semprenevado
    Como nuvens suas mãos a Rainha das Estrelas ergueu;
    E todos os caminhos engoliu a treva.
    E, de um reino cinzento, repousa a escuridão
    Sobre as muitas ondas entre eu e ela.
    E a névoa encobre as jóias de Calacirya na eternidade.
    Agora oculta está, do Leste oculta, Valimar!

    Adeus! Seja que encontres Valimar...
    Que tu encontre-la! Adeus!

    Glossário[editar | editar código-fonte]

    Para compreender melhor o poema, veja uma breve explicação dos termos em negrito:

    • Varda, intitulada "a Rainha das Estrelas" e "a Inflamadora" (ou "a Acendedora"): Varda era uma Valië, a maior entre elas, e ela era a Senhora que inflamava as estrelas e as colocava acima do céu, numa região chamada Ilmen.
    • Monte Semprebranco (ou Sempre Branco; ou ainda Semprenevado): era a maior montanha entre as Pelóri, e em élfico era chamado de Oiolossë. O nome original é Taniquetil, a torre sobre a qual ficam os palácios de Varda e Manwë.
    • Calacirya: quando foram erguidas as Pelóri, a luz das estrelas foi bloqueada, então foi feita esta fenda, a “Fenda da Luz”, para deixar passar a luz das estrelas que os elfos amavam. Lá estava Túna, uma colina sobre a qual nasceu Tirion.
    • Valimar: em Valinor os Valar construíram uma cidade, e ela foi chamada de Valmar, ou Valimar. No poema Namárië acima, Valimar equivale a Valinor.

    Ver também[editar | editar código-fonte]