Namíbia

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Republic of Namibia
República da Namíbia
Bandeira da Namíbia
Brasão de armas da Namíbia
Bandeira Brasão de armas
Lema: "Unity, Liberty, Justice"
(em português: Unidade, Liberdade, Justiça)
Hino nacional: Namibia, Land of the Brave
("Namíbia, terra dos bravos")
Gentílico: namibiano[1] [2] , namíbio[carece de fontes?]

Localização  Namíbia

Capital Windhoek
Língua oficial Inglês
Língua não-oficial Africâner, alemão, damara/nama, hereró, kwangali, oshiwambo, setswana e silozi
Governo República presidencialista
 - Presidente Hifikepunye Pohamba
 - Primeiro-ministro Hage Geingob
 - Presidente do Conselho Nacional Asser Kuveri Kapere
 - Presidente da Assembleia Nacional Theo-Ben Gurirab
 - Presidente do Supremo Tribunal de Justiça Peter Shivute
Independência da África do Sul 
 - Data 21 de Março de 1990 
Área  
 - Total 825 418 km² (33.º)
 Fronteira Angola, África do Sul, Botswana, Zâmbia
População  
 - Estimativa de 2007 2 020 916 hab. (143.º)
 - Densidade 2,2 hab./km² (203.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ 10,646 bilhões (138.º)
 - Per capita US$ 5 249 (100.º)
IDH (2013) 0,626 (127.º) – médio[3]
Gini (2003) 0,70
Moeda Dólar Namibiano (NAD)
Fuso horário (UTC+1)
Org. internacionais ONU, União Africana, Comunidade das Nações, SADC, CPLP (observador)
Cód. Internet .na
Cód. telef. ++264

Mapa  Namíbia

Namíbia, oficialmente República da Namíbia (em inglês: Republic of Namibia; em alemão: Republik Namibia; em africâner: Republiek van Namibië) é um país da África Austral limitado a norte por Angola e Zâmbia, a leste pelo Botswana, a sul pela África do Sul e a oeste pelo Oceano Atlântico. Embora não faça fronteira com o Zimbabwe, menos de 200 metros da fronteira com a Zâmbia e Botswana separa-os em seus pontos mais próximos. O país ganhou a independência da África do Sul em 21 de março de 1990, após a Guerra de Independência da Namíbia. Sua capital e maior cidade é Windhoek. A Namíbia é um país membro da Organização das Nações Unidas (ONU), da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana (UA) e da Commonwealth.

O território da Namíbia foi habitado desde os tempos antigos pelos povos Khoisan, Damaras e Namaqua, com uma notável imigração de Bantos a partir do século XIV, no que ficou conhecido como Expansão Banta. A maior parte do território tornou-se um protetorado do Império Alemão em 1884, tendo permanecido como colônia alemã até o final da Primeira Guerra Mundial. Em 1920, a Liga das Nações transferiu sua administração para a África do Sul, que impôs suas leis ao novo território e, consequentemente, sua política de Apartheid a partir de 1948. O porto de Walvis Bay e as Ilhas do Pinguim, que haviam sido anexadas pela Colônia do Cabo sob a coroa britânica em 1878, tornou-se parte integrante da nova União Sul-Africana em sua criação em 1910.

As crescentes demandas levantadas por líderes africanos levaram a ONU a assumir a responsabilidade direta sobre o território do país. Assim, a Organização do Povo do Sudoeste Africano (SWAPO) foi reconhecida como representante oficial do povo da Namíbia em 1973. A Namíbia, no entanto, permaneceu sob a administração da África do Sul durante este tempo, sendo administrada como África do Sul-Oeste. Após guerrilhas e conflitos internos, com grande participação da SWAPO, a África do Sul instalou uma administração interina na Namíbia em 1985. Cinco anos depois, em 21 de março de 1990, a Namíbia obteve a independência total da África do Sul, com exceção de Walvis Bay e as Ilhas do Pinguim, que permaneceram sob controle sul-africano até 1994.

Com um população de 2,1 milhões de habitantes, o país é um dos menos povoados do mundo. Seu regime político consiste numa democracia parlamentarista multipartidária, tendo Hifikepunye Pohamba, da SWAPO, como presidente desde 2005. A agricultura, o turismo e a indústria de mineração - incluindo a mineração de diamantes, urânio, ouro, prata e metais comuns - formam a base da economia da Namíbia.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros europeus a desembarcarem e explorarem as suas costas foram os navegadores portugueses Diogo Cão em 1485 e Bartolomeu Dias em 1486, mas a região não foi reclamada pela coroa portuguesa.

Na sequência da Conferência de Berlim, em 1885, a Alemanha passou a administrar o território do Sudoeste Africano até a sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Nessa altura, a União Sul-Africana obteve o mandato da Liga das Nações para administrar aquele território, mas não o substituiu por um mandato da ONU, em 1946, ficando a ocupar o território como se fosse uma quinta província.

Em 1966, a SWAPO (South-West Africa People's Organisation), um movimento independentista, lançou uma guerra de guerrilha contra as forças ocupantes, mas só em 1988 o governo sul-africano acedeu a terminar a sua administração do território, de acordo com um plano de paz das Nações Unidas para toda a região.

A Namíbia tornou-se independente da África do Sul em 1990.

A Faixa de Caprivi, território estreito e longo a leste do país, foi anexada através do Tratado de Helgoland-Zanzibar, assinado entre o Reino Unido e a Alemanha em 1890.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Namíbia é um país predominantemente desértico; ali podemos encontrar o deserto do Namibe junto à costa e o Kalahari numa parte do seu interior.

A sua costa marítima é limitada ao norte pela foz do rio Cunene e, a sul, pelo rio Orange.

Alguns pontos extremos:

Demografia[editar | editar código-fonte]

A Namíbia é um país com cerca de 1 500 000 habitantes, concentrados sobretudo no Norte e na zona da capital. A densidade populacional é reduzida ou mesmo zero, como no caso da região da Costa dos Esqueletos. A taxa de natalidade é alta, mas a percentagem de indivíduos soropositivos atinge os cerca de 15%, pelo que não se espera grande crescimento nos próximos anos. Em relação à taxa de mortalidade infantil, esta situa-se nos 72 por cada 1000 crianças, sendo a esperança média de vida de apenas 39 anos.

A língua oficial é o inglês, embora o africâner e o alemão, além de uma profusão de línguas autóctones, também sejam falados. Em virtude da proximidade com Angola, cerca de 4-5% da população total é lusófona.[4]

Religião[editar | editar código-fonte]

Segundo a Agência Central de Inteligência, a população está distribuída da seguinte forma:[5]

Religião na Namíbia[5]
Religião Porcentagem
Luteranismo
  
50%
Outros cristãos
  
30%
Religiões tradicionais africanas
  
10%
Sem religião
  
7%
Islã
  
3%

Conclui-se que a maioria da população da Namíbia é seguidora do Cristianismo (80%).

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

A Namíbia é uma democracia presidencialista, em que o governo é eleito a cada 5 anos.

O parlamento é bicameral, formado por:

  • Conselho Nacional (National Council), com 26 assentos ocupados por dois membros escolhidos de cada Conselho Regional para mandatos de 6 anos;
  • Assembleia Nacional com 78 lugares, dos quais 72 são eleitos e 6 sem direito a voto, escolhidos pelo presidente; todos têm mandatos de 5 anos.

Disputas internacionais[editar | editar código-fonte]

A Namíbia está envolvida em diversas disputas internacionais menores, incluindo:

  • Disputas residuais pequenas com Botswana ao longo do Faixa de Caprivi, incluindo as regiões pantanosas de Situngu e especificamente a ilha de Kasikili ou de Sedudu;
  • Uma disputa dormente sobre os limites territoriais de Namíbia, Botswana, Zâmbia e Zimbabwe;
  • Disputa sobre os rebeldes angolanos e refugiados na Namíbia.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Namíbia está subdividida em 13 regiões:

  1. Caprivi
  2. Erongo
  3. Hardap
  4. Karas
  5. Kavango
  6. Khomas
  7. Kunene
  8. Ohangwena
  9. Omaheke
  10. Omusati
  11. Oshana
  12. Oshikoto
  13. Otjozondjupa

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista aérea do centro financeiro de Windhoek.

A base da economia da Namíbia está na extração e processamento de minerais. A mineração compreende 20% do PIB do país e faz da Namíbia o quarto maior exportador de minerais não-combustíveis da África e o quinto maior produtor de urânio do mundo.

Aproximadamente metade da população depende da agricultura para viver, dos quais a maior parte pratica a chamada agricultura de subsistência. Embora o PIB per capita da Namíbia, cerca de 4500 USD (2005), seja cinco vezes maior do que a média dos países mais pobres da África, a maioria do povo da Namíbia vive na pobreza, principalmente por causa do desemprego em grande escala e da má distribuição de renda, fazendo com que a maior parte do poder econômico esteja nas mãos da minoria branca. A Namíbia possui a pior distribuição de renda do mundo. Seu coeficiente de Gini é de 0,70 (2003)[6] .

Turismo[editar | editar código-fonte]

A Namíbia geralmente atrai ecoturistas a maioria para experimentar os climas diferentes e variados, além das paisagens geográficas naturais como o Deserto do Kalahari e as planícies orientais. Nestes lugares existem alojamentos e reservas para que os turistas passem a noite bem acomodados.

A Namíbia é também um destino comum para os interessados na caça esportiva[7] . Fora das reservas e de parques ambientais a caça é permitida e geralmente ocorre em latifúndios de colonos de origem europeia, principalmente de origem alemã [8] . A carne de caça é muito apreciada na Namíbia, sendo servida em restaurantes locais [9] ou consumida diretamente pelos próprios caçadores.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete Namíbia.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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