Narcisa de Jesús

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Santa Narcisa de Jesús
Santa Narcisa
Virgem
Nascimento 29 de Outubro de 1832 em Nobol, Guayas, Equador
Morte 8 de dezembro de 1869 (37 anos) em Lima, Peru
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 25 de outubro de 1992, Roma por Papa João Paulo II
Canonização 12 de outubro de 2008 por Papa Bento XVI
Principal templo Santuário de Santa Narcisa de Jesús Martillo y Morán
Festa litúrgica 30 de agosto
Gloriole.svg Portal dos Santos

Narcisa de Jesús Martillo y Moran foi uma equatoriana declarada santa pela Igreja Católica.

Vida e obras[editar | editar código-fonte]

Os seus pais foram Pedro Martillo e Josefina Morán, que eram camponeses. Sendo muito pequena perdeu a sua mãe. Ela teve de se encarregar da educação dos seus irmãos mais novos. Dessa época da sua vida é lembrada a sua especial caridade, a sua alegria, o seu grande amor pela oração e a grande importância que atribuía à direcção e aconselhamento espiritual.

Quanto tinha 18 anos faleceu o seu pai e ela muda-se para Guayaquil. Ali trabalha como costureira e começa a trabalhar com Luís Tola, que depois se tornará bispo de Portoviejo. Dedicou muito tempo ao apostolado, especialmente dirigido às crianças, a quem ensinava o catecismo. Trabalhou também com jovens abandonadas e refugiadas na Casa de Acolhimento e visitava doentes e moribundos.[1]

Nunca professou votos religiosos solenes, mas tornou-se leiga dominicana, ingressando na Ordem Terceira de São Domingos (ramo leigo da Ordem dos Pregadores). Depois de sua morte soube-se que fez votos particulares de virgindade perpétua, pobreza, obediência, clausura, vida eremítica, jejum a pão e água, comunhão cotidiana, confissão, mortificação e oração.

Há testemunhas de que entrava frequentemente em estado de êxtase. Entregava-se a formas de devoção e mortificação do corpo de severa austeridade, como o uso de coroas de espinhos, uma alimentação exígua e várias horas por dia dedicadas à oração.[2] Faleceu no convento dominicano de Patrocínio em Lima.

Manteve-se trabalhando como costureira doando parte do ganhava aos pobres e doentes. Manteve sempre um caráter alegre, divertido e amável e não deixava transparecer as privações pelas quais passava e que se submetia livremente. Foi beatificada pelo papa João Paulo II em 25 de outubro de 1992.

A sua canonização ocorreu em 12 de outubro de 2008, sendo a quarta pessoa oriunda da América Latina a ser canonizada pelo papa Bento XVI[3] [4] e a terceira santa equatoriana. Bento XVI referiu-se a Narcisa com as seguintes palavras:

Santa Narcisa de Jesus nos mostra um caminho de perfeição cristã. Oferece-nos um testemunho atraente e um exemplo acabado de uma vida totalmente dedicada a Deus e aos irmãos.
 
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Referências