Nasar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Nasar (Νάσαρ), batizado originalmente Basílio (em grego: Βασίλειος)[1] [2] , foi um importante líder militar bizantino durante as guerras bizantino-árabes da segunda metade do século IX.

História[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe sobre a família de Nasar. Ele tinha um irmão chamado Barsanes e seu pai, Cristóvão, detinha o alto posto de magistro[1] . Sob o imperador Miguel III, o Ébrio (r. 842–867), foi nomeado estratego do Tema Bucelário, um dos maiores e mais importantes dos temas do Império Bizantino. Nesta função, juntamente com o patrício Petronas, ele participou da Batalha de Lalacão em 863, na qual os bizantinos infligiram uma decisiva derrota sobre Omar, o emir de Melitene[1] . Ao retornar para Constantinopla, os dois generais celebraram um triunfo no Hipódromo[3] .

Em 879 ou 880, Nasar substituiu Nicetas Orifa como o drungário da marinha bizantina e foi enviado pelo imperador Basílio I, o Macedônio para lutar contra a frota tunisiana que estava atacando as ilhas Jônicas[4] . Esta frota tinha 140 (de acordo com as fontes árabes) ou 45 (de acordo com as bizantinas) naus. Um motim entre os remadores forçou-o a aportar por um tempo em Methoni até que a disciplina fosse restaurada. Então ele seguiu adiante e obteve uma importante vitória numa batalha noturna contra os sarracenos[2] . Nasar então passou a atacar a Sicília, capturando muitos navios árabes e enchendo os porões de mercadorias e saques. Por conta disso, relata-se que o preço do óleo de oliva em Constantinopla caiu abruptamente[2] . Nasar em seguida passou a apoiar as operações do exército bizantino sob os generais Procópio e Leão Apostyppes no sul da península Itálica e derrotou outra frota sarracena na costa de Punta Stilo; ao mesmo tempo, outro esquadrão bizantino conseguiu uma importante vitória em Nápoles. Estas vitórias foram cruciais para a recuperação do controle bizantino na região (que seria a base do futuro Catapanato da Itália), compensando, em parte, a perda da Sicília após a queda de Siracusa em 878[2] [4] .

Referências

  1. a b c Winkelmann et al. 2000, p. 335.
  2. a b c d Kazhdan 1991, p. 1439.
  3. Winkelmann et al. 2000, p. 336.
  4. a b Pryor & Jeffreys 2006, pp. 65–66.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]