Naufrágio

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Naufrágio (do latim naufragiu) ou soçobro é a perda de uma embarcação que sofreu um acidente, afundando ou ficando presa em recifes ou baixios.[1]

O SS American Star, naufragado nas Canárias

Causas habituais de naufrágios[editar | editar código-fonte]

As causas podem ser muito variadas, mas as mais comuns são:

  • má administração por parte de armadores, responsáveis maiores das embarcações, que não levam em conta os efeitos de más condições atmosféricas (tempestades, aquecimento dos mares e seus efeitos) nas embarcações;
  • perfuração do casco, o que permite a entrada de água na parte submersa;
  • instabilidade: inclinação do navio até um extremo que impede que este volte a estabilizar.
  • causa meteorológica: a precipitação e fenómenos meteorológicos podem provocar a instabilidade do navio, assim como causar o seu impacto contra sólidos que provocarão danos no casco, e que podem favorecer as condições para as causas de via aquática.
  • falha de navegação: erro de origem humana ou tecnológica que possibilita a colisão do navio contra rochas submersas (agulhas de mar), icebergs ou contra outros navios.
  • danos provocados: destruição intencional do navio, que, normalmente, está motivada pela existência de uma guerra ou conflito. Neste caso, os danos podem ser causados por uma variedade de motivos, desde a sabotagem até ao impacto de projéteis, mísseis e torpedos.

Naufrágio segundo os armadores e o seguro[editar | editar código-fonte]

Um barco que encalhe na costa não é considerado como vítima de naufrágio enquanto permanece no local até ser dado como perda total pelos Armadores e/ou pelas Companhias Seguradoras, quando o preço do reparo do chamado "Sinistro" for superior ao preço da embarcação nova.

Barco pesqueiro naufragado por falha de navegação em Pontal do Sul

Atração turística[editar | editar código-fonte]

Os lugares de naufrágios são, muitas vezes, motivos de atração turística, como é o caso do SS American Star frente a Fuerteventura, nas Ilhas Canárias; o naufrágio do Napo na costa do Chile; ou o do SMS Dresden no arquipélago Juan Fernández (Chile). No entanto, o naufrágio trágico do RMS Titanic (por colisão, em 1912) é o mais célebre da história recente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 183.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Silva, Libório Manuel (2010), A Nau Catrineta e a História Trágico-Marítima: Lições de Liderança, ISBN 978-989-615-090-7, Centro Atlântico, Portugal.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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