Neem

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Como ler uma caixa taxonómicaNeem
Azadirachta indica

Azadirachta indica
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Meliaceae
Género: Azadirachta
Espécie: A. indica
Nome binomial
Azadirachta indica
A. Juss.

Neem (Azadirachta indica) é o nome de uma árvore da família Meliaceae, única no seu género botânico. O seu nome científico faz referência à sua origem, a Índia.

É uma planta que pertence à família do mogno e do cedro. São árvores de grande porte, podendo atingir até 30m de altura e 2,5m de diâmetro. Nativa de todo o subcontinente indiano e resistente a seca. Além de fornecer madeira, é muito conhecida por suas propriedades medicinais e terapêuticas encontradas nas sementes, folhas e casca.

Importância socioeconômica[editar | editar código-fonte]

Também conhecida como nim ou amargosa, é uma árvore cujas folhas, frutos, sementes, casca e madeira têm diversas aplicações, tanto como fonte de materiais usados pela medicina, veterinária, cosmética, como na produção de adubos e no controlo de pragas. Nesse último quesito, tem chamado a atenção por ser excelente no controle biológico de diversas pragas e doenças que atacam plantas e animais no campo.

A pasta resultante da prensagem das sementes de nim vem se mostrando um adubo orgânico promissor, desde que misturado a outras fontes mais solúveis de nitrogênio. Essa ressalva é válida porque, sendo antimicrobial, a torta de nim reduz a população de bactérias nitrificadoras (que captam o nitrogênio do ar e o disponibilizam para a planta): apenas cerca de 56% do nitrogênio livre é processado pelos micro-organismos do solo, após a colocação da pasta de nim. Por retardar o processo que disponibiliza o nitrogênio no solo, o uso da pasta de nim está sendo recomendado para ser misturada com fontes de nitrogênio altamente solúveis, como os fertilizantes sintéticos utilizados na agricultura convencional, diminuindo as perdas de nitrogênio pelo ar ou pelo escorrimento juntamente com as águas no interior ou na superfície dos solos. Entretanto, o uso desse material na agricultura orgânica, que se vale de adubos orgânicos pouco solúveis não é recomendado, visto que o mesmo retarda o processo de disponibilização de nitrogênio que já ocorre de forma equilibrada e numa velocidade menor que em sistemas convencionais.

Riscos ambientais[editar | editar código-fonte]

Porém por ser uma árvore exótica com características que a torna invasora, especialistas alertam para o potencial de destruição da flora nativa da Caatinga por tais plantas invasoras, com consequente prejuízo também sobre a fauna local[1] [2] . Estudos demonstraram capacidade tóxica em variados graus do pólen de Nim sobre "abelha europeia", sendo ainda desconhecido seu potencial tóxico sobre as espécies de abelha nativas[3] .

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. FABRICANTE, J.R. & FILHO, J.A.D.S.. Plantas Exóticas e Exóticas Invasoras da Caatinga. Florianópolis:Bookess, 2013. 978-85-8045-559-5.
  2. http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/ambientalistas-alertam-contra-cultivo-do-nim-1.243149
  3. "TOXICIDADE DO NIM (Azadirachta indica A. Juss.: Meliaceae) PARA Apis mellifera E SUA IMPORTÂNCIA APÍCOLA NA CAATINGA E MATA LITORÂNEA CEARENSE". Obtido em: http://www.zootecnia.ufc.br/wa_files/tese2010_jose_20everton_20alves.pdf