Nelson Hoineff

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Nelson Hoineff é jornalista, produtor e diretor de televisão.

Em televisão, dirigiu o departamento de Programas Jornalísticos da Rede Manchete e foi diretor de programas jornalísticos no SBT, Rede Bandeirantes, GNT, TV Cultura e TVE do Rio, onde também atuou como consultor de programação.

Especializou-se em HDTV e novas tecnologias de distribuição de TV em Nova York - onde fez seu mestrado e doutorado - e Tóquio. Entre as séries e programas mais conhecidos que dirigiu está o Documento Especial Premiado várias vezes no Brasil (e também em Monte-Carlo e Berlim), o programa revolucionou a linguagem, o universo temático e a forma de abordagem do telejornalismo brasileiro. Foi ao ar pela Rede Manchete (1989 - 1992), SBT (1992 - 1995) e Band (1996 - 1997). Desde 2008 vem sendo reprisado pelo Canal Brasil (em versões ligeiramente reduzidas de 45 para 30 minutos), onde em janeiro de 2009 iniciou sua terceira temporada.

Entre os muitos outros programas de televisão que dirigiu figuram o Primeiro Plano (GNT depois Cultura, sobre as vanguardas artisticas brasileiras), Programa de Domingo (Manchete), Realidade (Band), Curto-Circuito (TVE) e Celebridades do Brasil, que estreou em junho de 2009 no Canal Brasil.

Através de sua produtora, a Comunicação Alternativa (Comalt), participou da produção de séries para o Discovery Channel e Discovery Kids. Realizou o primeiro filme brasileiro inteiramente gravado, editado e exibido em sistema de Alta-Definição (HDTV), ...Antes: uma viagem pela pré-história brasileira, exibido durante todo o ano de 2000 na Mostra do Renascimento (Brasil+500) no Ibirapuera, S.Paulo, onde foi visto por mais de 1,8 milhão de pessoas. Para tal exibição, criou o Cinecaverna , cinema digital temático para 450 espectadores, que se constituiu em um doa módulos da exposição.

Ao todo dirigiu até hoje mais de 700 documentários, seja na forma de séries de televisão ou como produtos isolados. Entre os mais conhecidos estão O Século de [[Barbosa Lima Sobrinho]], TV Ano Zero, O Filtro da Imprensa (sobre a modernização da imprensa brasileira a partir do final dos anos 40) e O Homem Pode Voar , documentário de longa-metragem sobre a obra de Alberto Santos-Dumont, que teve como roteirista o físico brasileiro Henrique Lins de Barros. O filme foi lançado comercialmente nos cinemas em 2006 pela Riofilmes e depois distribuido em DVD pela Editora Abril. Em televisão, foi exibido pelo History Channel, TVE, Canal Brasil e outras emissoras. No mesmo ano, foi curador de uma grande retrospectiva do videoartista Nam June Paik no Oi Futuro, no Rio de Janeiro. Criou em 2007 alguns dos primeiros mobisodes (séries em episodios para telefones celulares) brasileiros.

Em 2008, dirigiu dois documentários de longa-metragem: Um deles, Alô, Alô, Terezinha! , fala sobre a obra de Abelardo "Chacrinha" Barbosa. O filme destrncha a cerreira de mais de 25 chacretes e outros tantos artistas populares e calouros muitas vezes bizarros que passaram pelos programas de Chacrinha. "Alô, Alô, Terezinha" teve sua primeira exibição pública no Festival de Cinema do Recife, Cine PE, em maio de 2009 e levantou os premios de melhor filme do juri oficial, melhor filme do juri popular, melhor montagem e o trofeu Gilberto Freire. O outro filme, Caro Francis, é sobre a vida, a veia transgressora e as polêmicas de Paulo Francis, um dos mais influentes jornalistas brasileiros do século 20. Caro Francis foi filmado no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York. No formato DVD, com 95 min de duração, foi lançado em 9 de dezembro de 2008, durante a entrega do Prêmio Esso de Jornalismo no Rio de Janeiro. A versão para cinema, ligeiramente maior, tem lançamento previsto para outubro de 2009. Em junho de 2009 começou a filmagem de um novo documentário de longa-metragem: "Começaria tudo outra vez", sobre o cantor Cauby Peixoto, com lançamento previsto para 2010.

Ainda em 2009, estará lançando pelo Canal Brasil, dentro da série Retratos Brasileiros, o média-metragem Nilo Machado, sobre a obra de um dos grandes precursores do cinema trash e erótico brasileiro.

Em jornalismo impresso, foi editor-executivo do Jornal do Brasil, além de ter passado, como editor, colunista ou articulista, por veículos como Veja, O Globo, Folha de S.Paulo, Bravo!, Ultima Hora, Diário de Noticias, O Jornal, O Cruzeiro, Observatório da Imprensa, entre muitos outros. No Jornal do Brasil e no Observatório da Imprensa publicou até agora mais de 500 artigos sobre televisão, políticas do audiovisual e cultura brasileira.

Como crítico de cinema, atua desde 1968 em veículos como O Jornal, Diario de Noticias, Ultima Hora, O Cruzeiro, Manchete, Filme Cultura, O Globo, IstoÉ, Veja, A Noticia, O Dia, Jornal do Brasil e criticos.com, entre outros. Em 1984, uniu a crítica carioca ao criar a Associação de Criticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACC-RJ), da qual foi diversas vezes presidente e membro do corpo diretor. Foi crítico e correspondente no Brasil da importante revista especializada Variety, dos EUA. No início da carreira, teve passagem pela imprensa esportiva, como repórter, redator e editor de esportes no O Jornal e Ultima Hora, para onde cobriu seu primeiro evento internacional, a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Nesses veículos e em outros, foi editor de cultura, editor internacional, secretário de redação e editor-chefe.

Autor de vários livros sobre televisão, muitos anos antecipando em anos o advento de vovas tecnologias e discutindo o seu impacto. Neste caso figuram TV em Expansão – Novas Tecnologias, segmentação, Abrangência e Acesso na Televisão Moderna (ed. Record) onde, ainda no final dos anos 80, discute temas como TV por Assinatura e HDTV, e A Nova Televisão – Desmassificação e o Impasse das Grandes Redes (ed. Relume-Dumará), em que debate assuntos como a iminência da convergência digital.

Hoineff estagiou na produção de conteúdo em HDTV analógico na NHK, no Japão, em 1988. É professor de televisão e novas tecnologias de comunicação audiovisual na Faculdade de Comunicação Helio Alonso (Facha) e também no MBA de instituições como a Fundação Getulio Vargas e a Universidade Cândido Mendes, ambas no Rio.

Criou o IETV - Instituto de Estudos de Televisão, do qual é presidente. Desde 2001, o Instituto vem realizando importantes encontros e seminários nacionais e internacionais sobre televisão. De 2001 a 2008, o IETV realizou dezenas de eventos envolvendo a cultura, a economia e a técnica televisiva em muitas cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Belém, Fortaleza, entre elas) e inúmeros cursos de excelência em televisão, com a participação de alguns dos mais importantes pensadores sobre televisão e novas midias do Brasil e do mundo. O IETV promove eventos permanentes como o Festival Internacional de Televisão, o Forum Internacional de TV Digital e o Seminário Esso-IETV de Telejornalismo. Edita também os Cadernos de Televisão, revista quadrimestral de estudos avançados de televisão.

Além de fundador e atual vice-presidente da Associação de Criticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACC-RJU), Hoineff é fundador e membro da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPITV). Participou ainda da fundação do Cntro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB). É membro do Conselho Consultivo da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e membro do Conselho Superior de Cinema da Presidência da República.

Entre mais de 50 juris de que tem participado figuram os do Prêmio Esso de Telejornalismo, Festival Internacional de Televisão de Monte-Carlo, Festival Internacional de Cinema de Tel-Aviv, juri da Fipresci no Festival Internacional de Cinema de Berlim,Festival Internacional de Cinema de Londres (presidente), Festival Internacional de Documentários de Yamagata, Japão, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (presidente), Festival Internacional de Cinema de Sochi (Azerbadjão), além de vários festivais brasileiros, como Rio de Janeiro, Gramado, Brasília, Fortaleza, Recife, Florianopolis, Goiania e outros.

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