Nélson Jacobina

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Nélson Jacobina
Jacobina em 2010, durante show em Natal.
Informação geral
Nome completo Nélson Jacobina Rocha Pires
Nascimento 1953
Local de nascimento Rio de Janeiro
 Brasil
Data de morte 31 de maio de 2012
Local de morte Rio de Janeiro
Gênero(s) MPB
Ocupação(ões) Compositor, arranjador, músico

Nélson Jacobina Rocha Pires, ou simplesmente Nélson Jacobina (Rio de Janeiro, 1953 — Rio de Janeiro, 31 de maio de 2012) foi um compositor, violonista, guitarrista e arranjador brasileiro.

Seu pai, Nelcy Rocha Pires, era oficial de Cavalaria[1] do Exército Brasileiro e faleceu em 1954,[2] quando Nélson tinha apenas um ano. Posteriormente, sua mãe, a tradutora e roteirista Eloá Jacobina, casou-se novamente, com o cineasta Fernando Coni Campos.[3] Nelson tinha três irmãos.[4]

Desde 2002, integrava a big band Orquestra Imperial.[5] O grupo era integrado por figuras notáveis da MPB, como Rodrigo Amarante (do grupo Los Hermanos), Moreno Veloso, Domenico e Kassin, Nina Becker, Thalma de Freitas, Rubinho Jacobina (irmão de Nélson) e o cantor de samba e baterista Wilson das Neves, parceiro de Chico Buarque.

Biografia e carreira[editar | editar código-fonte]

Foi um dos parceiros mais frequentes e profícuos de Jorge Mautner. Na década de 1970, integrou a Banda Atômica, com Mautner, Vinicius Cantuária e Arnaldo Brandão. Desde aquela época, vinha se apresentando frequentemente nos shows e gravações de Mautner, com quem compôs vários sucessos, como "Maracatu Atômico", gravado por Gilberto Gil[5] , e "Lágrimas Negras", por Gal Costa.[6]

No final da década de 1980, lançou o álbum Árvore da Vida, com Mautner. Ainda em parceria com Mautner, participou dos songbooks de Gilberto Gil ("Andar com Fé") e Dorival Caymmi ("Balaio Grande").

Suas composições foram gravadas por Gal Costa, Leo Gandelman, Gilberto Gil, Milton Banana, Chico Science e Nação Zumbi, Amelinha, César Camargo Mariano e, claro, Jorge Mautner.

A Orquestra Imperial tem acompanhado várias revelações da MPB, como Moreno Veloso, Nina Becker, Thalma de Freitas e Kassin. Um mês antes de Jacobina morrer, a banda havia terminado a gravação do segundo álbum de estúdio.[5]

Morte[editar | editar código-fonte]

Nélson morreu de câncer no pulmão,[4] aos 58 anos, no Hospital Pró-Cardíaco, onde havia sido internado quatro dias antes, depois de passar mal durante uma viagem.[6] Nos últimos anos continuava a fazer shows ao lado de Mautner, embora vivesse já há quatro anos com o câncer em processo de metástase. Sua última apresentação foi no dia 27 de maio, em Jacareí, São Paulo, durante uma reunião dos Pontos de Cultura, um programa do Ministério da Cultura.

Referências

  1. [http://www.glin.gov/download.action?fulltextId=87128&documentId=164497 Diário Oficial, 6 de setembro de 1952, p. 14032.
  2. Publicação da promoção do Capitão Nelcy Rocha Pires ao posto de Major, após o seu falecimento, em 15 de outubro de 1954.Diário Oficial, 7 de dezembro de 1954, p. 19384.
  3. Como surgiu e se desenvolveu o roteiro. Transcrição do encontro, ocorrido em 25 de outubro de 1988, entre colaboradores de Joaquim Pedro de Andrade, e sua mulher Ana Maria Galano, sobre o processo de criação de O Imponderável Bento Contra o Crioulo Voador. Transcrição de Carlos Sussekind; edição final de Carlos Calil. Publicado no livro O Imponderável Bento Contra o Crioulo Voador, ed. Marco Zero.
  4. a b Jacobina morre no Rio - Parceiro de Mautner nos últimos 40 anos, artista compôs Maracatu Atômico. Estadão, 1º de junho de 2012.
  5. a b c Morre aos 58 anos Nelson Jacobina, autor de "Maracatu Atômico" (em pt). Rolling Stone Brasil (31/5/2012). Página visitada em 31/05/2012.
  6. a b GRANJEIA, Luciana; PRETO, Marcus (31/5/2012). Músico Nelson Jacobina morre aos 58 anos. Folha de S.Paulo. Página visitada em 31/05/2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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