Neolecta

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa


Como ler uma caixa taxonómicaNeolecta
Neolecta irregularis

Neolecta irregularis
Classificação científica
Reino: Fungi
Subreino: Dikarya
Filo: Ascomycota
Subfilo: Taphrinomycotina
Classe: Neolectomycetes
O.E. Erikss. & Winka 1997[1]
Ordem: Neolectales
Landvik, O.E. Erikss, Gargas & P. Gustaffs. 1993[2]
Família: Neolectaceae
Redhead 1977[3]
Género: Neolecta
Speg. 1881
Espécies

Neolecta é um género de fungos ascomicetes que possuem corpos frutíferos com forma de colunas não ramificadas a lobadas com formato de bastão, lisas e carnosas, com cores que vão do amarelo-vivo, ao laranja e amarelo-esverdeado claro, com altura de até 7 cm.[3] [4] Apesar da sua aparência, são distantemente aparentados com os fungos de Geoglossum e Microglossum.

Neolecta é o único género da família Neolectaceae, que é a única família na ordem Neolectales. Neolectales, por seu lado, é a única ordem na classe Neolectomycetes, a qual pertence ao subfilo Taphrinomycotina de Ascomycota.[5]

Neolecta é encontrado na Ásia, América do Norte, Europa do Norte e Argentina.[4] Vivem associados a árvores, e ao menos uma espécie , N. vitellina, cresce a partir de raízes menores do seu hospedeiro,[6] mas não se sabe se o fungo é parasita, saprófita, ou mutualista[4] . É supostamente comestível.[3]

Neolecta não tem quaisquer parentes próximos. Filogeneticamente, agrupa-se com um grupo bizarro de Ascomycota basais[5] [7] incluindo Taphrina, um género dimórfico, meio levedura, meio fungo filamentoso, parasita de folhas, ramos e amentos; Schizosaccharomyces, um género de leveduras de fissão (p.e. Schizosaccharomyces pombe), e Pneumocystis, um género de parasitas dos pulmões dos mamíferos. Os corpos frutíferos de Neolecta consistem de hifas e um himénio. O himénio carece de paráfises e os ascos carecem de crozier, o que torna este género distinto dos fungos com aparência similar.[3] [4] Neolecta vitellina forma massas de conídios por gemulação, indicando a possibilidade de que também produz um estado de levedura.[3] Contudo, até à data, não se conseguiu cultivar este género, sugerindo que seja parasita ou simbionte obrigatório. Fornece evidências importantes sobre a história evolutiva dos Ascomycota e tem sido chamado um fóssil vivo.[8]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Eriksson, O.E. & K. Winka. (1997). "Supraordinal taxa of Ascomycota". Myconet 1: 1–16 pp..
  2. Landvik, S., et al.. (1993). "Relationships of the genus Neolecta (Neolectales ordo nov., Ascomycotina) inferred from 18S rDNA sequences". Syst. Ascom. 11: 114 pp..
  3. a b c d e Redhead SA. (1977). "The genus Neolecta (Neolectaceae fam. nov., Lecanorales, Ascomycetes) in Canada". Canad J Bot 55: 301–306 pp.. DOI:10.1139/b77-041.
  4. a b c d Landvik S, Schumacher TK, Eriksson OE, Moss ST. (2003). "Morphology and ultrastructure of Neolecta species". Mycol Res 107 (9): 1021–1031 pp.. DOI:10.1017/S0953756203008219.
  5. a b Lutzoni et al.. (2004). "Assembling the fungal tree of life: progress, classification, and evolution of subcellular traits". Amer J Bot 91: 1446–1480 pp.. DOI:10.3732/ajb.91.10.1446.
  6. Redhead SA. (1979). "Mycological observations: 1, on Cristulariella; 2, on Valdensinia; 3, on Neolecta". Mycologia 71 (6): 1248–1253 pp.. Mycological Society of America. DOI:10.2307/3759112.
  7. Landvik S. (1996). "Neolecta, a fruit-body-producing genus of the basal ascomycetes, as shown by SSU and LSU rDNA sequences". Mycol Res 100 (2): 199–202 pp.. DOI:10.1016/S0953-7562(96)80122-5.
  8. Landvik S, Eriksson E, Berbee ML. (2001). "Neolecta—a fungal dinosaur? Evidence from β-tubulin amino acid sequences". Mycologia 93 (6): 1151–1163 pp.. Mycological Society of America. DOI:10.2307/3761675.