Neopaganismo

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Três mulheres druidas na manhã do solstício de verão em Stonehenge, após o nascer do sol. Eles vestem roupas marrons e verdes em solidariedade com a Mãe Terra.
Uma cerimônia neopagã em Avebury, na Inglaterra, que ocorreu durante o Beltane, em 2005.

Neopaganismo, por vezes referido simplesmente como paganismo,[1] é um termo utilizado para identificar uma grande variedade de movimentos religiosos modernos, particularmente aqueles influenciados pelas crenças pagãs pré-cristãs da Europa.[2] [3] Os movimentos religiosos neo-pagãos são extremamente diversificados, com uma vasta gama de crenças, incluindo o politeísmo, o animismo, o panteísmo e outros paradigmas. Muitos neopagãos praticam uma espiritualidade que é completamente moderna em sua origem, enquanto outros tentam reconstruir precisamente ou reviver, religiões étnicas como os encontrados em fontes históricas e folclóricas.[4]

A maior parte das religiões neopagãs são tentativas de reconstrução, ressurgimento ou - mais comumente - adaptação de antigas religiões pagãs, principalmente as da antigüidade pré-cristã européia, mas não restritas a estas, sem perder de vista as experiências e as necessidades apresentadas pelo mundo contemporâneo. Alguns neopagãos enfatizam sua conexão com formas antigas do paganismo, em uma forma de continuidade histórica marginal (à margem da religião que se auto-afirmava como única verdade no Ocidente, a cristã).

O neopaganismo está principalmente presente nos países desenvolvidos, encontrados em especialmente nos Estados Unidos e Reino Unido, mas também na Europa continental (Europa de língua alemã, na Escandinávia, Europa eslava, Europa latina e noutros países europeus) e no Canadá. A maior religião neopagã é a Wicca, apesar de existiram outros grupos neopagãos de porte significativo, como o neodruidismo, o neopaganismo germânico e o neopaganismo eslavo.

Terminologia e uso[editar | editar código-fonte]

Este uso tem sido comum desde o renascimento neopagão na década de 1970, e agora é usado por acadêmicos e adeptos tanto para identificar novos movimentos religiosos que enfatizam o panteísmo e a veneração da natureza, e/ou que procuram reviver ou reconstruir os aspectos históricos do politeísmo. Cada vez mais, escritores eruditos preferem o termo "paganismo contemporâneo" para cobrir todos os novos movimentos religiosos politeístas, um uso favorecido pela publicação The Pomegranate: The International Journal of Pagan Studies.[5]

O termo "neopagão" proporciona um meio de distinguir entre pagãos históricos de culturas politeístas antigas e/ou tradicionais e os adeptos de movimentos religiosos modernamente constituídos. A categoria das religiões conhecidas como "neopagãs" inclui desde abordagens sincréticas ou ecléticas como a Wicca, o Neodruidismo, o Dianismo e o Neoxamanismo a abordagens mais ligadas a tradições culturais específicas, como as muitas variedades de reconstrucionismo politeísta (Helênico, Nórdico, etc). Nesse sentido, alguns reconstrucionistas rejeitam o termo "neopagão", porque pretendem criar uma abordagem historicamente orientada para além do neopaganismo mais eclético e geral.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos estão cerca de um terço de todos os neopagãos em todo o mundo, representando cerca de 0,2% da população do país, figurando como a sexta maior denominação não-cristã, depois do judaísmo (1,4%), islamismo (0,6%), budismo (0,5%), hinduísmo (0,3%) e o Unitário-Universalismo (0,3%).[6]

Na Islândia, os membros do grupo neopagão Ásatrúarfélagið representam 0,4% da população total do país.[7] Na Lituânia, muitas pessoas Romuva, uma versão reconstruída da religião pré-cristã do país. A Lituânia foi uma das últimas áreas da Europa a ser cristianizada.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Harvey, Graham (2007). Listening People, Speaking Earth: Contemporary Paganism (Second Edition). London: Hurst and Company. p. 01-02. ISBN 978-1-85065-272-4
  2. Lewis, James R. The Oxford Handbook of New Religious Movements (Oxford University Press, 2004). p. 13. ISBN 0-19-514986-6.
  3. Hanegraaff, Wouter J. New Age Religion and Western Culture: Esotericism in the Mirror of Secular Thought (Brill Academic Publishers, 1996). p. 84. ISBN 90-04-10696-0.
  4. Adler, Margot. Drawing Down the Moon: Witches, Druids, Goddess Worshippers and Other Pagans in America. New York, NY: Penguin Books, 1979, revised and updated 1986, 1996, 2006. 3–4 (1986 ed.) pp. ISBN 0143038192.
  5. http://www.equinoxjournals.com/ojs/index.php/pom
  6. ARIS 2001 figures.
  7. Statistics Iceland – Statistics >> Population >> Religious organisations
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