Netnografia

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Netnografia é o ramo da Etnografia que analisa o comportamento de indivíduos na Internet. Acredita-se que o termo foi empregado pela primeira vez por R.V.Kozinets (1997).

Estudos acadêmicos[editar | editar código-fonte]

A liberdade de expressão na Internet oferece aos perquisadores dados vindos de milhões de indivíduos. Também permite que os pesquisadores colham dados das interações que ocorrem na grande rede. A Netnografia é uma técnica de perquisa de marketing que possibilita uma análise do consumidor. Em sentido mais amplo, é uma etnografia realizada em comunidades online e dedicada a tópicos relevantes do marketing, orientada ao mercado ou a fenômenos sociais, como por exemplo a Wikipédia[1] . Como método, ela é mais rápida, simples e menos onerosa que a etnografia e mais natural e menos invasiva que o grupo focal ou a entrevista.

Tipos de comunidades[editar | editar código-fonte]

Quatro tipos de comunidades online foram classificadas. Embora esses formatos evoluam com o tempo, adequando-se a novos contextos comunicacionais, eles foram descritos para permitir uma netnografia orientada ao mercado (veja Kozinets 1999 para mais detalhes):

  1. Fórum de discussão - Funciona como "quadros de aviso" (às vezes chamados de grupos de notícias - news groups em inglês). São organizados em torno de certos produtos, serviços ou outros assuntos particulares, que têm aspectos importantes para as pesquisas em geral, particularmente interessantes para certos grupos de consumidores ou clientes (por exemplo, McDonalds, Sony Playstation, Cerveja, viagens para europa, esportes, etc). Muitos Newsgroups têm mais de cem mil leitores e alguns têm milhares (Reid, 1995). Atualmente, o Google tem um exelente search engine de Newsgroups, adquirido da deja.com.
  2. Página web - Assim como os Webrings, alguns sites representam comunidades online para troca de informações entre consumidores ou clientes. O Yahoo oferece uma lista de sites independentes úteis e tem um excelente diretório de webrings[2] .
  3. Lista de discussão -
  4. Sites de relacionamento e Salas de chat -

Mercado[editar | editar código-fonte]

A decisão de compra de determinado produto e a escolha das marcas estão cada vez mais fundamentadas nas informações colhidas via Internet.

Além de sites corporativos ou individuais, os consumidores estão usando comunidades virtuais e outros formatos online para compartilhar idéias e estarem em contato com outros consumidores, que são vistos como fontes de informação mais objetiva.

Comunidades reais[editar | editar código-fonte]

Os grupos que discutem modelos e marcas da Internet são chamados de comunidades virtuais (Rheingold 1993). No entanto, como defendido por Jones (1995), o termo "virtual" poderia implicar a falsa idéia que essas comunidades são menos reais que as comunidades do mundo físico.

Porém, Kozinets (1998, p. 366) assinala que "esses grupos sociais têm participantes reais e assim têm efeitos consequentes em muitos aspectos do comportamento, incluindo o comportamento de consumidor [3] ".

Tipos de participação[editar | editar código-fonte]

Dados sugerem que as pessoas que discutem na Internet marcas e produtos tendem a compartilhar sua percepção sobre eles. Existe a crença de que o grau de conhecimento dessas pessoas supera o próprio conhecimento dos desenvolvedores daqueles produtos. Isso vale também para as discussões na Internet sobre serviços de Companhias aéreas, Serviços bancários, Seguradoras, etc.

Influência[editar | editar código-fonte]

Almquist and Roberts (2000, p. 18) defendem que o principal fator que influencia positivamente o brand equity de um produto em comparação a outro é uma Manifestação do consumidor[4] . As comunidades online são lugares onde os consumidores geralmente discutem com propósito de informar e influenciar outros consumidores sobre os produtos e marcas (Kozinets 1999, Muniz and O’Guinn 2001).

Serviços[editar | editar código-fonte]

As pesquisas sobre essa área começaram nos anos 90 no meio acadêmico e somente no início do século XXI foram lançados os primeiros serviços de netnografia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Etnografia virtual

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Elisa Bonacini, 'Nuove tecnologie per la fruizione e valorizzazione del patrimonio culturale', Aracne Editrice, Roma, 2011
  • Entendendo a Comunidade na Era da Informação.[5] .
  • Want to Believe: A Nethnography of the'X-Philes' Subculture of Consumption [6]
  • On Netnography: Initial Reflections on Consumer Research Investigations of Cyberculture[7] .
  • Brand Community[8] .
  • The Virtual Community: Homesteading on the Electronic Frontier[9]
  • Sensitive research topics: netnography revisited[10]
  • The real value of on-line communities[11]
  1. As organizações no ciberespaço: o caso da estruturação e da manutenção de uma comunidade virtual não-monetária - Pietro Roveri/USP
  2. Diretório de web rings do Yahoo
  3. Muniz and O’Guinn 2001
  4. Almquist, Eric and Kenneth J. Roberts (2000), “A ‘Mindshare’ Manifesto,” Mercer Management Journal, 12, 9-20
  5. Jones, Stephen G. (1995), “Understanding Community in the Information Age,” in Cybersociety: Computer-mediated Communication and Community, ed. Stephen G. Jones, Thousand Oaks, CA: Sage, 10-35
  6. Kozinets, R (1997): Want to Believe: A Nethnography of the'X-Philes' Subculture of Consumption RV Kozinets - Advances in Consumer Research.
  7. Kozinets, Robert V. (1998), “On Netnography: Initial Reflections on Consumer Research Investigations of Cyberculture,” in Advances in Consumer Research, Volume 25, ed., Joseph Alba and Wesley Hutchinson, Provo, UT: Association for Consumer Research, 366-371
  8. Muniz, Albert, Jr. and Thomas C. O’Guinn (2001), “Brand Community,” Journal of Consumer Research
  9. Rheingold, Howard (1993), The Virtual Community: Homesteading on the Electronic Frontier, Reading, MA: Addison-Wesley.
  10. Roy Langer, Suzanne C. Beckman, (2005) Sensitive research topics: netnography revisited Volume:8 Issue:2 Page:189 - 203
  11. Armstrong, A. and Hagel, J. (1996). The real value of on-line communities. Harvard Business Review May–Jun, pp. 134–141