Neuza Amaral

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Neuza Amaral
Nome completo Neusa Gouveia da Silva do Amaral
Nascimento 1 de agosto de 1930 (84 anos)
São José do Barreiro, SP
Ocupação Atriz, Vereadora
IMDb: (inglês)

Neusa Gouveia da Silva do Amaral, conhecida como Neuza Amaral (São José do Barreiro, 1 de agosto de 1930) é uma atriz e vereadora brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Neuza Amaral nasceu em 1 de agosto de 1930 numa cidade do interior do Rio de Janeiro. Filha de pais analfabetos, começou a trabalhar já aos 12 anos, entregando marmitas. “Quando cheguei ao Rio de Janeiro, aos 4 anos, não tinha nem cama para dormir. Usava um monte de jornais para quebrar a friagem do chão. Foi assim, uma luta bem grande”, conta.

Iniciou sua carreira de atriz na década de 50 na capital trabalhando na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde enfrentou muitas dificuldades. Transferiu-se, então, para São Paulo e, num belo dia, passando com uma amiga pela porta da Rádio Record, resolveu entrar para ver como funcionava uma rádio. O fato é que saiu dali contratada: pediram para a atriz ler uns textos e gostaram tanto que, dois dias depois, ela já estava no ar.“Fazia locução, programa de auditório, tudo, declara ela[1] . O trabalho na Rádio Record impulsionou a sua vida e o seu trabalho[2] .

Com o corte de pessoal na rádio, Neuza foi convidada para estrear na televisão. A atriz recorda:"Depois veio a televisão. Era 1957. ‘Quem sabe fazer televisão aqui?’ E a enxerida aqui, a ambiciosa, disse: ‘Eu.’ Nunca tinha visto um aparelho de televisão. Em 27 de setembro, eu estava no ar – doidinha de pedra, mas lá. E daí foi tudo acontecendo. Comecei como atriz e anunciadora”[1] . E, assim, em 1957 estreou na paulista Rede Record nas novelas Alma da Noite e A Mansão dos Daltons. Em seguida, foi para a TV Excelsior onde participou da primeira telenovela diária da televisão, 2-5499 Ocupado, em 1963, ao lado de Tarcísio Meira, Glória Menezes e Lolita Rodrigues. Sobre a trama, conta:“Naquela época valia tudo, até varrer o estúdio. Porque era para desbravar mesmo”[1] . Seguiram-se outros sucessos na emissora com as novelas As Solteiras (1964), A Moça Que Veio de Longe (1964), O Céu É de Todos (1965) e Pecado de Mulher (1965).

Voltou a morar no Rio, em 1967 e por meio de um amigo comum, foi apresentada a Boni, que a convidou para trabalhar na Globo[1] na novela A Sombra de Rebecca. Na emissora, consolidou sua carreira com personagens memoráveis como a primeira grande vilã da televisão Veridiana Albuquerque Medeiros de A Grande Mentira (1968), onde relembra emocionada: "Ela era ruim que nem uma cobra. Era rica, mas tinha uma origem de manicure. Então, punha aquela coisa em cima de todo mundo. Realmente, foi o meu maior trabalho em televisão. A novela teve como diretor Fabio Sabag e Marlos Andreucci, que morreu dirigindo uma cena”; a determinada Maria Clara Taques em Os Ossos do Barão, que lhe rendeu o Troféu APCA de melhor atriz; a sensível Nara de Fogo Sobre Terra(1974); a austera Fabiana di Lorenzo de Bravo! (1975), novela na qual submeteu-se a uma operação plástica, que foi levada ao ar como sendo uma situação vivida pela personagem. "Eu sugeri: ‘Janete, se você me enrola toda a cara e põe bandagem, quando tirar, vou ter a mesma cara. Por que não fazemos uma plástica?’ ‘Você não acha ruim, não?’, ela quis saber. ‘Eu não. E ainda vou ganhar uma cirurgia. Duas vantagens, porque vou ser a primeira do mundo, numa novela de Janete Clair. Você documenta isso e, se eu morrer na operação, será um documento da morte de Neuza Amaral’, argumentei. Janete Clair resolveu fazer, e assim foi feito”, diverte-se[1] ; a doce Emerenciana em Cabocla (1979); a rica e insegura Bruna em Plumas & Paetês (1980) e a divertida Zefa em Paraíso (1982).

Estreou na carreira cinematográfica em 1967 no filme A Lei do Cão. No cinema, atuou em cerca de vinte produções nacionais, muitas das quais foram sucesso de crítica e público como Memórias de um Gigolô (1970), Os Machões (1972), Como É Boa a Nossa Empregada (1973), Quem Tem Medo de Lobisomem? (1975), Dedé Mamata (1987) e O Que é Isso, Companheiro? (1997)[2] .

Nos anos 90, Neuza Amaral foi eleita vereadora na cidade do Rio de Janeiro e se afastou, gradativamente, dos trabalhos na televisão, resumidos a pequenas participações. Vive há cerca de dez anos no município de Araruama e trabalha como controladora geral da cultura da cidade[3] .

Nos últimos anos, lançou dois livros de memórias, Deixa Comigo (2008) - cuja renda foi revertida para o Lar de São Francisco, asilo de idosos de Araruama - e Isso Eu Vivi (2012), onde destaca a sua trajetória na TV, as passagens pela política brasileira, a conversão ao judaísmo, a luta pela hemofilia e pelos direitos dos idosos[3] .

Trabalhos na Televisão[4] [2] [editar | editar código-fonte]

Participações

Trabalhos no Cinema[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o

Referências

  1. a b c d e Memória Globo. Memória Globo: Trajetória - Neuza Amaral Memória Globo.. Página visitada em 20 de fevereiro de 2014.
  2. a b c Museu da TV: Neuza Amaral Museu da TV.. Página visitada em 23 de dezembro de 2013.
  3. a b Aos 82 anos, Neuza Amaral lança segunda biografia Revista Época.. Página visitada em 23 de dezembro de 2013.
  4. Memória Globo: Trabalhos na TV Globo - Neuza Amaral Memória Globo.. Página visitada em 20 de fevereiro de 2014.
  5. Cinemateca Brasileira, A Lei do Cão [em linha]
  6. Cinemateca Brasileira, Café na Cama [em linha]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um ator é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.