New York Cosmos

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Nome New York Cosmos
Alcunhas The Mo's
Cosmos
Fundação 10 de dezembro de 1970 (44 anos)
Estádio James M. Shuart Stadium
Capacidade 11.929
Presidente Estados Unidos Seamus O'Brien
Treinador Venezuela Giovanni Savarese
Patrocinador =Emirados Árabes Unidos Emirates Airlines
Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição Campeonato Estadunidense (NASL)
Website Site oficial
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
alternativo
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New York Cosmos, ou simplesmente Cosmos, é um clube de futebol dos Estados Unidos.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

A ideia da criação do New York Cosmos partiu dos irmãos Nesuhi Ertegün e Ahmet Ertegün, ambos nascidos em Istambul, Turquia. Os irmãos Ertegün foram os fundadores da Atlantic Records e depois que a gravadora foi comprada pela Warner Communications, atual Time Warner, sugeriram a Steve Ross, presidente da companhia, a criação de um clube de futebol por acreditarem na viabilidade econômica da North American Soccer League (NASL). O Cosmos se uniu à NASL em 10 de dezembro de 1970. A primeira partida dele foi em 17 de abril de 1971, contra o Saint Louis Stars com vitória do Cosmos por 2 a 1.

O nome[editar | editar código-fonte]

O nome do clube foi idealizado pelo inglês Clive Toye, o primeiro diretor do clube. A inspiração veio do New York Mets, time de beisebol. Da mesma forma que “Mets” era a forma curta de “Metropolitans”, Toye optou por “Cosmos”, como forma curta de “Cosmopolitans” e o clube foi batizado como New York Cosmos.

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Foi também por sugestão de Toye, que as cores iniciais do Cosmos foram o verde e amarelo, em homenagem à seleção brasileira de 1970, campeã da Copa do Mundo no México. O verde e o amarelo permaneceram até 1974, quando foram alterados para o branco e o verde, que foi utilizado até 1979. A partir de 1980, as cores passaram a ser o branco e o azul, permanecendo até 1984, quando o clube foi fechado.

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Franz Beckenbauer (centro) no Cosmos, em um amistoso na Argentina, em 1980

Inicialmente o Cosmos era uma aventura e recebia pouco investimento. Contudo, aos poucos, Steve Ross se empolgou com o projeto e com o dinheiro da Warner, o clube passou a contratar vários jogadores famosos, tais como Pelé, Beckenbauer, Chinaglia, Carlos Alberto Torres, Marinho Chagas e Johan Cruyff, chegando ao ponto de ter um elenco formado por 16 nacionalidades. O poder econômico do Cosmos se refletiu em conquistas esportivas e o clube se tornou a franquia mais famosa e vitoriosa da NASL, conquistando 5 títulos nacionais (1972, 1977, 1978, 1980, 1982) e um vice-campeonato (1981) nos 17 anos de funcionamento da liga. Ainda venceu três Trans-Atlantic Cup (1980, 1983, 1984).

Durante seus anos de existência, o Cosmos teve sempre uma das melhores médias de público da NASL e entre 1977 e 1982 teve a maior média entre todas as franquias da NASL. Dos 20 jogos de maior público da história da NASL, 18 deles são em jogos do Cosmos, sendo que a partida de maior público foi em 14 de agosto de 1977, na partida do playoff contra Fort Lauderdale Strikers com um público de 77.691.

O Fim[editar | editar código-fonte]

O clube encerrou suas atividades em 15 de setembro de 1984, quando realizou sua última partida. Em seus quatorze anos de existência, o Cosmos disputou 359 partidas na NASL, vencendo 221, empatando 18 e perdendo 120 partidas, marcando 844 gols e sofrendo 569. O baixo número de empates se devia à regra implantada na NASL a partir de 1975, onde os empates foram abolidos, existindo uma prorrogação de 15 minutos e uma disputa de tiro livres em caso de empate na prorrogação.

O Retorno[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2009, o ex-diretor da equipe inglesa Tottenham Hotspur, o britânico Paul Kemsley, comprou a equipe de Pinton por uma valor não divulgado e pretende fazer o Cosmos voltar à ativa[1] [2]

Em setembro de 2010, Pelé, principal jogador da história do clube nos anos 70, anunciou o retorno da equipe, porém apenas com as divisões de base. A equipe ainda planeja retornar a Major League Soccer, campeonato nacional dos Estados Unidos. O objetivo dos novos donos é em breve conseguir uma franquia para entrar na MLS.

Em 19 de janeiro de 2011, o Cosmos surpreendeu o mundo esportivo quando anunciou oficialmente o ex craque da Seleção da França e do Manchester United, o francês Eric Cantona como seu diretor de futebol.[3] [4] Em março desse ano, Cantona, Pelé e o ex-craque do Los Angeles Galaxy e da Seleção dos EUA, Cobi Jones, fizeram juntos uma excursão à Ásia na função de embaixadores do Cosmos para divulgar o retorno da equipe naquela região[5] .

A volta às competições oficiais e título[editar | editar código-fonte]

O Cosmos anunciou oficialmente sua volta às competições oficiais em 2013, na nova liga NASL.[6] [7] Sobre se juntar à MLS, a principal liga de futebol estadunidense, segundo o site esportivo brasileiro Trivela, "Para se tornar a franquia nova-iorquina, no entanto, o clube terá que pagar uma taxa à liga. Além disso, também deverá construir um estádio, com a opção de usar um campo temporário por até três anos".[8] O presidente da MLS, Don Garber, disse que o Cosmos continua em vista como uma possível equipe de expansão da liga.[9] Em seu retorno, o Cosmos venceu, em 9 de novembro de 2013, o Soccer Bowl, a grande final da NASL, ao derrotar a equipe do Atlanta Silverbacks por 1x0, gol marcado pelo brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna[10] [11] Em 2014, participou da US Open Cup, a mais tradicional competição de futebol dos EUA, chegando até a quinta rodada, quando foi eliminado pelo Philadelphia Union por 2x1.[12]

Elenco de 1977[editar | editar código-fonte]

A camisa utilizada por Franz Beckenbauer, em 1977


Goleiros
Jogador
1 Estados Unidos Shep Messing
19 Estados Unidos Yasin Özdenak
Defensores
Jogador Pos.
2 Canadá Bruce Twamley Z
4 Estados Unidos Werner Roth Z
6 Alemanha Franz Beckenbauer Z
12 Estados Unidos Bobby Smith Z
17 Escócia Charlie Aitken Z
20 Inglaterra Mike Dillon Z
23 Brasil Rildo Z
25 Brasil Carlos Alberto Z
26 Canadá Paul Hunter Z
Meio-campistas
Jogador Pos.
3 Jugoslávia Vitomir Dimitrijević M
5 Irlanda do Norte Dave Clements M
7 Inglaterra Tony Field M
8 Inglaterra Terry Garbett M
14 Brasil Nelsi Morais M
15 Peru Ramon Mifflin M
33 Estados Unidos Chris Agoliati M
Atacantes
Jogador
9 Itália Giorgio Chinaglia
10 Brasil Pelé
11 Inglaterra Stephen Hunt
16 Israel Mordechai Spiegler
18 Jugoslávia Jadranko Topić
21 Estados Unidos Gary Etherington
22 África do Sul Jomo Sono
34 Estados Unidos Roberto de Oliveira

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 26 de março de 2015.


Goleiros
Jogador
1 Estados Unidos Jimmy Maurer
12 Estados Unidos Kyle Zobeck
Defensores
Jogador Pos.
2 Estados Unidos Hunter Freeman Z
3 Estados Unidos Hunter Gorskie Z
4 Estados Unidos Carlos Mendes Z
6 Brasil Rovérsio Z
5 Estados Unidos Samuel Cáceres Z
17 Espanha Ayoze Z
Meio-campistas
Jogador Pos.
11 El Salvador Andrés Flores M
13 Estados Unidos Sebastian Guenzatti M
14 Estados Unidos Danny Szetela M
16 Estados Unidos Dane Murphy M
19 BrasilEspanha Marcos Senna M
25 Estados Unidos Hagop Chirishian M
20 Estados Unidos Wálter Restrepo Uribe M
28 Estados Unidos Jimmy Mulligan M
Atacantes
Jogador
7 Espanha Raúl Capitão
18 Noruega Mads Stokkelien
21 Colômbia David Diosa
77 Zimbabwe Lucky Mkosana
Comissão técnica
Nome Pos.
Venezuela Giovanni Savarese T
França Éric Cantona GF

Títulos[editar | editar código-fonte]

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Jogadores Históricos[editar | editar código-fonte]

Pelé chorando na partida entre Santos e Cosmos, que marcou sua despedida oficial. Ele atuou um tempo por cada equipe. Ao seu lado, Carlos Alberto Torres.

Outros jogadores de destaque[editar | editar código-fonte]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

O bermudense Randy Horton, primeiro ídolo do Cosmos, foi artilheiro do primeiro campeonato conquistado pela equipe, em 1972, com 9 gols marcados

Partidas[editar | editar código-fonte]

  • 1971 - 9 vitórias, 4 empates, 7 derrotas
  • 1972 - 7 vitórias, 4 empates, 3 derrotas (campeão NASL)
  • 1973 - 7 vitórias, 6 empates, 5 derrotas
  • 1974 - 6 vitórias, 14 derrotas
  • 1975 - 10 vitórias, 12 derrotas
  • 1976 - 16 vitórias, 8 derrotas
  • 1977 - 15 vitórias, 11 derrotas (campeão NASL)
  • 1978 - 24 vitórias, 6 derrotas (campeão NASL)
  • 1979 - 24 vitórias, 6 derrotas
  • 1980 - 24 vitórias, 8 derrotas (campeão NASL)
  • 1981 - 23 vitórias, 9 derrotas
  • 1982 - 23 vitórias, 9 derrotas (campeão NASL)
  • 1983 - 22 vitórias, 8 derrotas
  • 1984 - 13 vitórias, 11 derrotas
  • 2013 - 10 vitórias, 4 empates, 1 derrota (campeão NASL)

Médias de público[editar | editar código-fonte]

Estádios[editar | editar código-fonte]

Durante seu primeiro período, o Cosmos nunca construiu um estádio próprio e mandou seus jogos em quatro estádios diferentes. A partir de sua volta às competições, em 2013, irá disputar suas partidas no Hofstra Stadium:

Em 11 de janeiro de 2013, o Cosmos anunciou seu projeto de construção de um estádio próprio com capacidade para 25.000 pessoas na região do Belmont Park.[13]

Recordes[editar | editar código-fonte]

Cosmos e o Brasil[editar | editar código-fonte]

  • Quando Pelé encerrou a carreira em fins de 1974, não tinha a intenção de continuar, entretanto a proposta do Cosmos de três milhões de dólares (uma fortuna bem maior à época) por três temporadas seduziu o Rei. E assim o futebol decolou de vez nos Estados Unidos, alcançando recordes de público. Um dos maiores entusiastas da contratação de Pelé foi o então secretário de estado Henry Kissinger, fã do futebol brasileiro, de Pelé e do Santos FC até hoje. O padroeiro do time é São Cosme e Damião, a pedido de Pelé.
  • O Cosmos enfrentou o brasileiro Santos em duas oportunidades, vencendo ambas por 2 a 1. A primeira foi em 1977, na despedida do Rei Pelé, que atuou um tempo em cada equipe e marcou um dos gols do time americano. A outra foi em 1979, na Vila Belmiro.
  • Em 1980, o Cosmos realizou três amistosos no Brasil. Em Uberlândia-MG, quando empatou contra o Uberlândia por 1 x 1; em Santos-SP, quando venceu o Santos por 2 x 1 e em Manaus, em 09 de março, quando empatou com o Fast Clube por 0 x 0.
  • Nos Estados Unidos, no Giants Stadium, enfrentou outros dois times brasileiros, sendo derrotado duas vezes. Uma por 3 x 1 para o Grêmio, num amistoso em 30 de agosto de 1981, e a segunda de 3 x 2 para o São Paulo FC, pela Transatlantic Cup de 1983, com gols de Bojicevic e Romerito para o Cosmos e três gols de Careca para os visitantes.

Notas[editar | editar código-fonte]

  • Apesar de ser considerado em sua época um dos melhores e mais badalados times de futebol do mundo, o New York Cosmos jamais venceu a U.S. Open Cup, a mais tradicional competição de futebol dos EUA.[14]
  • O maior jogador que os Países Baixos já teve, Johan Cruijff, fez uma única partida pelo Cosmos, em 1978. O adversário era uma seleção formada por jogadores que participaram da Copa do Mundo de 1978 (com exceção dos jogadores da Seleção da Argentina, campeã da competição). O resultado foi 2 a 2 e, além de um golaço marcado pelo italiano Chinaglia, a partida é lembrada pela exibição magnífica de Cruijff, eleito o melhor jogador da partida.
  • O Cosmos era realmente um equipe que não tinha medo de enfrentar ninguém. Em 1979, a Seleção da Argentina, então campeã do mundo e munida de todos os seus titulares - inclusive o seu maior jogador em todos os tempos, Diego Maradona -, realizou um jogo amistoso contra a equipe estadunidense em Nova Iorque. Os argentinos venceram por 1 a 0, com um gol marcado por Daniel Passarella aos 46 minutos do segundo tempo, mas tiveram que suar muito, pois o Cosmos teve uma exibição de gala, principalmente o seu zagueiro (o brasileiro Carlos Alberto Torres), eleito o melhor jogador da partida.
  • Em 7 de julho de 2006, a produtora estadunidense de filmes para o cinema, Miramax Films, passou a exibir nos cinemas dos EUA, um documentário chamado Once in a Lifetime - The Extraordinary Story of The New York Cosmos (Uma Vez na Vida - A Extraordinária História do New York Cosmos, em inglês). Muito elogiado e narrado pelo ator Matt Dillon, este filme - como diz o título - conta a história da legendária equipe de futebol estadunidense.
  • O subtítulo do filme é bem sugestivo: The Untold story of the team that had America at its feet (aproximadamente A história oculta do time que teve a América aos seus pés).
  • O Cosmos inspirou o nome de um time de futebol da África do Sul, o Jomo Cosmos.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]