Newton Braga

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações.
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
Rubem Braga (esquerda) com o irmão Newton Braga (direita) em 1932

Newton Braga (Cachoeiro de Itapemirim, 11 de agosto de 1911Rio de Janeiro, 1 de junho de 1962) foi um jornalista, advogado e poeta brasileiro.

Newton Braga é irmão do cronista Rubem Braga.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Sua vida e sua obra[editar | editar código-fonte]

Newton nasce em 1911 na fazenda do Frade, que era administrada por seu pai, no município de Cachoeiro de Itapemirim, cidade sul – capixaba. Seus pais foram Francisco de Carvalho Braga (primeiro prefeito de Cachoeiro de Itapemirim) e d. Rachel Coelho Braga. Fez seus primeiros estudos na cidade natal e completou-os no colégio Pio Americano, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como colega Carlos Lacerda.

Em 1929 transfere-se para Belo Horizonte para tratamento de saúde e lá inicia o curso de Direito, formando-se no final do ano de 1931, tendo como colega de curso, Ciro dos Anjos e Tancredo Neves. Paralelamente aos estudos começa a trabalhar nos jornais mineiros dos Diários Associados e escreve seus primeiros poemas com fortes tendências ao modernismo. Assim como o irmão Rubem Braga, Newton faz pequenas contribuições ao jornal da família, fundado em 1928, o Correio do Sul.

Em 1932, em virtude da ausência do pai (falecido em dezembro de 1930) e já formado como bacharel em Direito, retorna para Cachoeiro para cuidar do cartório da família e também advogar. Como advogado exerce a profissão por pouquíssimo tempo, pois neste mesmo ano assumiu como redator chefe do Correio do Sul. Sob seu comando o jornal ganhou identidade local sendo ele o responsável por movimentos cívicos como a criação do ”Dia da Cachoeiro” em 1939.

Aficionado futebolista, Newton participou ativamente de um dos clubes da cidade; o Estrela do Norte, como jogador e também foi presidente da Liga Desportiva de Cachoeiro de Itapemirim.

Paralelamente a todas as atividades em sua cidade natal, também contribuía para a imprensa carioca, com uma coluna de crítica literária e outra de casos e epigramas.

Em 1937 casou-se com Isabel Curcio.

Em 1958, por insistência dos filhos, mudou-se para o Rio de Janeiro. Na cidade carioca trabalhou no Mundo Ilustrado, fazendo revisões para Ibrahim Sued, e trabalhou como redator de publicidade e de jornalismo na TV Tupi. Também foi chefe do Serviço de Relações Públicas da Secretaria de Saúde do Estado e trabalhou na Rádio Ministério da Educação. Nas revistas “Chuviscos”, “Publicidade e Negócios” e “Senhor”, contribuiu com pequenos artigos.

Suas principais obras literárias[editar | editar código-fonte]

Newton teve as seguintes obras publicadas:

  • "Lirismo perdido", Rio de Janeiro: Booklink Editora, 2011. (coletânea de poemas publicados na imprensa capixaba, mineira e carioca, durante mais de 10 anos);
  • "Histórias de Cachoeiro", Rio de Janeiro: Booklink Editora, 2011. (visão panorâmica dos principais aspectos históricos, geográficos, sociais e literários ligados a sua cidade natal);
  • "Cidade do interior", Rio de Janeiro: Booklink Editora, 2011. (contém uma seleção dos casos e epigramas, publicados no "Diário de Notícias", do Rio de Janeiro);
  • "Poesias e Prosa" (volume póstumo, organizado por seu irmão Rubem Braga, incluindo textos e poemas das obras anteriores, além de novos casos e epigramas);

Falecimento e homenagens[editar | editar código-fonte]

Newton Braga faleceu na madrugada de sexta-feira, dia 1° de junho de 1962, aos 51 anos e 09 meses na cidade do Rio de Janeiro. Ao poeta, jornalista e eterno cachoeirense, são inúmeras as homenagens póstumas, e entre elas encontramos o Instituto Newton Braga que cuida da sua obra, assim como no acervo da Casa dos Braga. Na cidade que festeja o “Dia de Cachoeiro” também encontramos a Avenida Newton Braga, uma das principais vias da sua cidade natal, e o grupo escoteiro Newton Braga.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • CARVALHO, Marco Antonio de. Rubem Braga – Um Cigano Fazendeiro do Ar: São Paulo, Ed. Globo, 2007. 610p.
  • Poetas Capixabas (2 de junho de 2007). Newton Braga. Página visitada em 11 de agosto de 2009.