Ney Franco

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Ney Franco
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Ney Franco em 2011
Informações pessoais
Nome completo Ney Franco da Silveira Júnior
Data de nasc. 22 de julho de 1966 (47 anos)
Local de nasc. Vargem Alegre (MG), Brasil
Altura 1,70 m
Destro
Informações profissionais
Clube atual Brasil Flamengo
Posição Treinador
Times que treinou
2004
2004–2006
2006–2007
2007–2008
2008–2009
2009–2010
2010–2012
2012–2013
2013–2014
2014–
Brasil Cruzeiro (interino)
Brasil Ipatinga
Brasil Flamengo
Brasil Atlético-PR
Brasil Botafogo
Brasil Coritiba
Brasil Brasil sub-20
Brasil São Paulo
Brasil Vitória
Brasil Flamengo
089
074
048
074
083
083
029
079
061
002
Última atualização: 21 de maio de 2014

Ney Franco da Silveira Júnior, mais conhecido como Ney Franco (Vargem Alegre, 22 de julho de 1966) é um treinador de futebol brasileiro. Atualmente, dirige o Flamengo.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Ney Franco é formado em Educação Física pela Universidade Federal de Viçosa. Trabalhou três anos nas divisões de base do Atlético-MG, e depois mais onze anos nas do Cruzeiro, antes de iniciar sua carreira de treinador no Ipatinga.

Ganhou notoriedade nacional já em seu primeiro torneio, quando levou sua equipe à conquista do título de Campeão Mineiro de 2005. Na ocasião era a primeira vez, em quarenta anos, que um clube de fora da capital vencia aquele campeonato regional. No ano seguinte, o Ipatinga, uma vez mais, surpreendeu a todos e conseguiu chegar novamente à final do Campeonato Mineiro. Desta vez, porém, o título acabou ficando nas mãos do Cruzeiro.

Em virtude do título mineiro de 2005, o Ipatinga havia entrado na disputa da Copa do Brasil de 2006. Ney Franco, então, conduziu o Ipatinga, desde o primeiro jogo da competição, até a fase de semifinais, quando seu time foi eliminado pelo Flamengo.

Naquele momento, o Ipatinga, que havia passado por grandes equipes, como o Botafogo (Campeão Carioca de 2006) e o Santos (Campeão Paulista de 2006), despedia-se da Copa do Brasil. O reconhecimento do excelente trabalho de Ney Franco diante do Ipatinga permitiu que o técnico continuasse na competição, ao ser contratado pelo próprio Flamengo.

A final da Copa do Brasil de 2006 foi disputada entre Flamengo e Vasco, quando pela primeira vez na história do torneio dois clubes da mesma cidade chegavam à final. Antes do primeiro jogo, o Vasco foi apontado como o favorito ao título, porém, Ney Franco mostrou-se ousado ao mudar o esquema tático do Flamengo, e o que se viu foi uma enorme superioridade da equipe rubro-negra. O Flamengo venceu as duas partidas e, pela primeira vez em sua curta carreira como treinador, Ney Franco conquistava um título nacional.

Ney Franco continuou à frente do Flamengo, no início da temporada 2007, e apesar de alguns percalços em seu caminho conseguiu levar o rubro-negro às conquistas da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca de 2007. Por outro lado, na Libertadores da América, tida como prioridade pela diretoria, Ney somente conseguiu avançar com sua equipe até às oitavas-de-final, tendo sido desclassificado pelo time uruguaio do Defensor.

Apesar da precoce eliminação na Libertadores, Ney continuou como treinador do Flamengo para o Campeonato Brasileiro, porém, alguns meses mais tarde, não resistiu à fraca campanha do time na competição e acabou sendo demitido.[1] . Poucas rodadas à frente, ainda durante o Brasileiro de 2007, foi contratado pelo Atlético-PR, em substituição ao consagrado Antônio Lopes[2] .

No início de 2008, Ney Franco continuou no comandando o time do Atlético-PR, que acabou vice-campeão do Paranaense, após um início de campeonato avassalador no campeonato. Desgastado com o clube, em virtude da perda do Estadual, Franco acabou sendo demitido logo nas primeiras rodadas do Brasileirão.[3] .

Depois da demissão do Atlético, Ney Franco ficou sem clube até meados de 2008, quando assinou com o Botafogo. Assumindo um time abalado pela traumática perda do Campeonato Carioca e pela eliminação na Copa do Brasil, Ney conseguiu conduzir o Botafogo durante o Campeonato Brasileiro, que terminou a competição na sétima posição.

Em 2009, Ney seguiu á frente do Botafogo e, inesperademente, levou seu time à conquista da Taça Guanabara e à final da Taça Rio. Tendo perdido a Taça Rio para o Flamengo, o resultado se repetiria na decisão do Estadual e, com isso, ficou apenas com o vice-campeonato.

Em agosto, Franco foi demitido do alvinegro carioca devido aos maus resultados no Brasileirão.

No dia seguinte à sua demissão do Botafogo, Ney Franco acertou com o Coritiba para o restante do Campeonato Brasileiro de 2009, com a missão de ajudar o clube a sair da incomoda posição que o deixava na zona de rebaixamento. Na última rodada do campeonato do ano passado, o Coritiba, que enfrentou o Fluminense, empatou, não conseguindo manter sua vaga na Série A em 2010, e sendo rebaixado no ano do seu centenário.

Em 2010 Ney começa uma série invicta de 8 partidas pelo Coritiba onde perde a invecibilidade para o rival Paraná Clube, mas esta derrota não abala seu time que conquistou o super-mando de campo (bônus para melhor time da primeira fase do paranaense) e com a mídia apontando o seu time como o principal candidato ao titulo.

Na segunda fase, com uma ótima campanha, o Coritiba foi Campeão Paranaense invicto, vencendo a competição com uma rodada de antecedência em cima do arqui-rival, Atlético Paranaense.

No início do ano, Ney assume papel importante no momento mais difícil do Coritiba, associando-se ao clube e demonstrando que ele quer devolver o clube à Série A do Brasileiro. Em 23 de setembro, foi anunciado como novo técnico da Seleção Brasileira Sub-20 e coordenador das divisões de base. Mantendo seu compromisso com o Coritiba, Ney cumpre seu contrato até o final de 2010, ainda sagrando-se campeão Brasileiro Série B com uma rodada de antecedência. Pela seleção sub-20, sua principal missão foi classificar o Brasil às Olimpíadas de Londres, por meio do Sul-Americano Sub-20, vencendo o Uruguai por 6x0 na última rodada, Ney Franco é novamente campeão, classificando o Brasil para as Olimpíadas 2012.

São Paulo[editar | editar código-fonte]

2012[editar | editar código-fonte]

Com um bom trabalho na Seleção de base, inclusive conquistando o Campeonato Mundial Sub-20, Ney Franco foi contratado, em julho de 2012, pelo São Paulo Futebol Clube para ser o substituto de Emerson Leão, após a eliminação na Copa do Brasil e a derrota por 1 a 0 para a Portuguesa.[4]

Apesar do início ruim de trabalho no São Paulo, o pior desde 1998, com Mário Sérgio, quando obteve, nas dez primeiras partidas, cinco vitórias, um empate e quatro derrotas, Franco se firmou e, ao final do ano, além de conseguir vaga à Libertadores de 2013 via Brasileirão, também devolveu, depois de quatro anos, um título ao clube, a Sul-Americana, que dá ao seu campeão o direito de disputar a mais importante competição do continente no ano seguinte. Com isso, seguindo a promessa do presidente Juvenal Juvêncio, deve receber carta branca para tocar a equipe.[5]

Voltando à Sul-Americana, Ney Franco, graças à campanha que desembocou no título, foi, através dela, eleito para fazer parte da seleção do torneio, junto com três jogadores por ele treinados (o zagueiro Rafael Tolói, o meia Jádson e o atacante Lucas.[6]

2013[editar | editar código-fonte]

Durante o começo da temporada de 2013, apesar da liderança do Campeonato Paulista e com um jogo a menos, o time não consegue jogar um futebol vistoso e Ney Franco começa enfrentar as primeiras criticas sobre seu trabalho por parte da diretoria e alguns conselheiros, e passa a ser criticado pelas fracas atuações do time principalmente quando enfrenta adversários mais fortes, e por não conseguir desfazer o esquema tático 4-2-3-1 vitorioso durante o 2° semestre de 2012, mas que se mostra ineficaz na atual temporada e não consegue encaixar Jádson e Ganso na equipe titular, e vê a equipe ficar em situação complicada na Libertadores prioridade do clube na temporada, com apenas 4 pontos após 4 partidas, e com apenas mais 2 partidas para serem realizadas, Ney Franco começa ouvir rumores sobre uma possível demissão do comando técnico do São Paulo.

O processo de possível saída de Franco do comando são-paulino atingiu seu ápice depois da derrota diante o Arsenal de Sarandí, por 2-1, derrota esta que minimiza as possibilidades de o clube obter sua classificação às oitavas-de-final da Libertadores, e da vitória sobre o Oeste, por 3-2, quando, apesar do triunfo, foi chamado de "burro" pelo público presente no Morumbi.[7] Mesmo assim, apesar do recente atrito com o zagueiro Lúcio, que deixou o jogo na Argentina "triste"[8] , o treinador, respaldado por Édson Silva e Thiago Carleto, tem sua hierarquia respeitada pelo grupo.[9]

Cobrado pelo presidente Juvenal Juvêncio, que após a derrota diante do The Strongest, da Bolívia, pediu ao técnico repensar o caminho do time, Ney Franco, após o jogo seguinte ao revés na Libertadores, em 7 de abril de 2013, a vitória por 3-1 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, respondeu ao mandatário, dizendo que "As reflexões estão sendo feitas desde o início da temporada. O que não falta na minha cabeça é reflexão".[10]

Porém, o técnico consegue dar a volta por cima e classificar o São Paulo para a próxima fase da Libertadores, que era tida como impossível para o clube e para a imprensa. O time venceu o Atlético Mineiro, o time de melhor campanha no campeonato continental por 2-0 e contou com a derrota do The Strongest contra o Arsenal de Sarandí para assumir a segunda colocação. Como se classificou com a pior campanha da fase de grupos, irá reencontrar o clube mineiro nas oitavas.[11]

Em junho, apesar de o São Paulo ter estado invicto nas três primeiras rodadas do Brasileirão, fator que lhe garantia a liderança da competição, com sete pontos, a derrota para o Goiás, por 1-0, em casa, no quarto jogo do Tricolor válido pelo certame, expôs novamente um princípio de crise. A torcida, indignada com o desempenho da equipe, vaiou os atletas e o treinador, que para parte das arquibancadas deveria ser substituído por Muricy Ramalho, recém-demitido do Santos. Mesmo assim, após o jogo, Franco se isentou de culpa, através das seguintes palavras: "Se sentir que estou impedindo o sucesso do time, sou o primeiro a pedir o boné, não quero atrapalhar. Mas acho que treinador não é o problema. É uma opinião minha. Quando há insucessos, é um pouco de cada coisa. Agora, o cargo é do clube. Tenho firmeza de continuar no cargo, mas não sou eu que tomo a decisão."[12]

No dia 5 de julho de 2013, dois dias após a derrota para o Corinthians na primeira partida da final da Recopa, perseguido pela torcida que já vinha o hostilizando á alguns jogos, e sem clima com a grande maioria dos atletas do elenco, descontentes pela sua filosofia de trabalho e por suas declarações, Ney Franco foi demitido do São Paulo. O diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, justificou a saída de Franco com as seguintes palavras: "Foi um ano altamente competente. Foi bem no Brasileiro, título da Sul-Americana. Mostrou competência, mas infelizmente a gente sabe que no futebol resultados levam do céu ao inferno. Por isso decidimos retirar."[13]

Vitória[editar | editar código-fonte]

2013[editar | editar código-fonte]

Após demissão do então técnico do Vitória, Caio Júnior, Ney Franco é anunciado como novo treinador do clube baiano para o segundo turno do Campeonato Brasileiro. Seu desempenho o deixou em evidência, após assumir o time na 10ª colocação levando o time a disputar uma vaga para a Copa Libertadores até a última rodada, ficando na 5ª posição, a um ponto da zona.

2014[editar | editar código-fonte]

Ney Franco disputou sua primeira final comandando o Vitória, pelo Campeonato Baiano, por ter feito a melhor campanha, jogava por dois resultados iguais, mas acabou perdendo por 4-2 no placar agregado contra o rival Bahia. Ney Franco deixou o comando do rubro-negro baiano após um empate por 1-1 contra o Bahia, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.[14]

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Logo após pedir demissão do Vitória, Ney Franco assumiu o Flamengo. Será sua segunda passagem pelo Rubro-Negro carioca, onde defendeu nos anos de 2006 e 2007.[15]

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Em 6 de agosto de 2013, quase um mês depois de sua demissão do clube, Ney Franco, em entrevista ao jornal O Globo, afirmou que Rogério Ceni extrapola suas funções de capitão. Segundo o treinador, o goleiro "participa da vida política do clube, há uma disputa por seu apoio político". Jogadores como Paulo Henrique Ganso e Lúcio não teriam sido bem-sucedidos no clube porque: "Se chega um nome que é do interesse dele (Ceni), ele fica na dele; se não é, reclama nos corredores."[16] No dia seguinte, após a derrota são-paulina por 3 a 2 para o Kashima Antlers, na final da Copa Suruga de 2013, Ceni respondeu a seu ex-comandante. Para o goleiro: "Se eu tivesse a influência que ele acha, ele estaria no olho da rua há muito tempo."[17]

Estatística[editar | editar código-fonte]

Clube Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Flamengo 74 33 18 23 53%
Atlético Paranaense 48 29 9 10 66%
Botafogo 74 34 17 23 54%
Coritiba 83 47 18 18 64%
Brasil Sub-20 19 12 5 2 71%
São Paulo 79 41 16 22 59%
Vitória 53 30 10 13 62,9%
Flamengo 5 0 3 2 22%

Atualizado em 28 de maio de 2014

Títulos[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]

Ipatinga
Flamengo
Botafogo
Coritiba
São Paulo

Seleção[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira Sub-20

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Geninho
Treinador do Botafogo
2008–2009
Sucedido por
Estevam Soares
Precedido por
Édison Borges (interino)
Treinador do Coritiba
2009–2010
Sucedido por
Marcelo Oliveira
Precedido por
Marco Aurélio
Paulo César Gusmão
Émerson Leão
Treinador do Cruzeiro
2002 (interino)
2004 (Interino)
2004 (Interino)
Sucedido por
Vanderlei Luxemburgo
Émerson Leão
Marco Aurélio
Precedido por
Emerson Leão
Treinador do São Paulo
2012–2013
Sucedido por
Paulo Autuori
Precedido por
Caio Júnior
Treinador do Vitória
2013–2014
Sucedido por
Jorginho
Precedido por
Waldemar Lemos
Jaime de Almeida
Treinador do Flamengo
2006–2007
2014–
Sucedido por
Moacir Pereira (Interino)
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