Niède Guidon

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Niède Guidon
Arqueologia
Dados gerais
Nome de nascimento Niède Guidon
Nacionalidade Brasil Brasileira
Residência  Brasil
Nascimento 12 de março de 1933 (81 anos)
Local Jaú
Atividade
Campo(s) Arqueologia
Instituições Parque Nacional Serra da Capivara
Piauí
Brasil
Alma mater Universidade de São Paulo
Universidade de Paris (Sorbonne)
Prêmio(s) Prince Claus Fund Award

Niède Guidon (Jaú, 12 de Março de 1933), é uma arqueóloga brasileira descendente de franceses.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formada em História Natural pela USP, trabalhou no Museu Paulista, quando tomou conhecimento do sítio arqueológico de São Raimundo Nonato no Piauí, no ano de 1963.

Especializou-se em arqueologia pré-histórica, pela Sorbonne, e especialização pela Universidade de Paris I.

Desde 1973 integra a Missão Arqueológica Franco-Brasileira, concentrando no Piauí seus trabalhos, que culminaram na criação, ali, do Parque Nacional Serra da Capivara. Atualmente é Diretora Presidente da Fundação Museu do Homem Americano.

Ideologia[editar | editar código-fonte]

Os achados arqueológicos de Guidon[1] levam a crer que o povoamento do continente americano se deu muito antes do que se acredita de ordinário. Enquanto a teoria mais comumente aceita do povoamento das Américas postula que os primeiros humanos chegaram no continente há 15.000 anos, alguns dos sítios arqueológicos de Guidon contém artefatos que datam de 45.000 anos atrás. O problema de sua hipotése é que o que é tido por Guidon e sua equipe como sendo "artefatos" é tido por outros como sendo "geofatos" - os primeiros sendo produtos do trabalho humano e os últimos sendo produtos da ação de forças naturais. Antropólogos estadunidenses - entre os quais estão os mais ferrenhos críticos das teorias de Guidon - se encontram em ambos os lados da questão: alguns aceitam as evidências arqueológicas sem contestá-las; outros pensam que elas não são sólidas o suficiente para derrubar as antigas hipotéses. Enquanto isso, os achados se acumulam.

Com uma grande equipe trabalhando para si e com inúmeros projetos em andamento, Guidon espera reescrever a versão corrente da história demográfica do homem. Embora sua teoria tenha lacunas, o acúmulo de evidências arqueológicas fortalece cada vez mais suas hipóteses.

Premiações nacionais[editar | editar código-fonte]

  • Em 1997 foi uma das finalistas do prêmio Mulher do Ano da Revista Cláudia, da editora Abril;
  • Em 2005, no dia 2 de março, ganhou o Prêmio Faz Diferença, entregue pelo jornal O Globo;
  • Em 2010, no dia 8 de março, ganhou o Prêmio Tejucupapo da Revista Nordeste VinteUM;

Premiações internacionais[editar | editar código-fonte]

  • Em dezembro de 2010, recebeu a medalha comemorativa pelo aniversário dos 60 anos da UNESCO concedida em Joanesburgo, África do Sul (Esta comenda só é entregue às pessoas que tem relevantes trabalhos prestados na área da pesquisa, divulgação e preservação dos patrimônios culturais da humanidade);
  • Em dezembro de 2010, recebeu pela Fundham, para o Parque Nacional da Capivara, a medalha de ouro pelo primeiro lugar na premiação para a Cultura do Herity Italia (Organizzazione per la Gestione di Qualità del Patrimonio Culturale - Commissione Nazionale Italiana).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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