Nicette Bruno

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Nicette Bruno
Nicette Bruno, em maio de 2008.
Nome completo Nicete Xavier Miessa
Nascimento 7 de janeiro de 1933 (81 anos)
Niterói, RJ
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação atriz
Cônjuge Paulo Goulart (1954-2014)
viúva
Outros prêmios
ABCT - Atriz Revelação
  • 1947: A Filha de Iório

Prêmio Molière - Melhor atriz

  • 1974: O Efeito dos Raios Gama Sobre as Margaridas do Campo

Troféu APCA - Melhor atriz

IMDb: (inglês)

Nicete Xavier Miessa,[1] mais conhecida como Nicette Bruno, (Niterói, 7 de janeiro de 1933) é uma atriz brasileira e empresária teatral. Entre as homenagens que coleciona, está Prêmio Molière de melhor atriz na peça O Efeito dos Raios Gama Sobre as Margaridas do Campo (1974), de Paul Zindel.[2] Foi duas vezes premiada com o troféu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), como melhor atriz nas novelas Éramos Seis (1978) e Como Salvar Meu Casamento (1980).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de Sinésio Campos Xavier e da atriz Eleonor Bruno, Nicette começou a carreira artística em influência da própria família, em que praticamente todos os parentes se dedicaram à arte. A carreira iniciou quando Nicette tinha apenas 4 anos, declamando e cantando no programa infantil do Alberto Manes, na Rádio Guanabara. Aos 6 anos, começou a estudar piano, no Conservatório Nacional, e a se apresentar como pianista, no mesmo programa. Em 1945, atuou como Julieta na peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare.[3] Sua estreia oficial aconteceu em 1947, na peça A Filha de Iório, de Gabriel D’Annunzio. Sua atuação lhe valeu a medalha de ouro de Atriz Revelação pela ABCT (Associação Brasileira de Críticos Teatrais).[4] Aos 17 anos, ela fundou, em São Paulo, o Teatro de Alumínio, na Praça das Bandeiras, edifício sede do Teatro Íntimo Nicette Bruno (TINB), companhia criada anos mais tarde. Durante as décadas de 1950 e 1960, ela integrou praticamente todas as principais companhias de teatro do país, recebendo vários prêmios de Melhor Atriz.[4]

Em 1952, Nicette conheceu o ator Paulo Goulart, durante a peça Senhorita Minha Mãe, de Louis Verneuil, com quem se casa em 1954 no palco do teatro[5] e tiveram três filhos: Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho, sete netos e dois bisnetos.[6] Junto com o marido, a atriz conheceu o kardecismo há mais de quatro décadas, em virtude da morte de um parente seu. A religião, que eles transmitiram aos três filhos, os ajudou a superar a perda.[7]

Na televisão, começou nos anos 1960 nas extinta emissoras TV Excelsior e Tupi, atuando em novelas de sucesso na época como A Muralha, O Meu Pé de Laranja Lima, Rosa-dos-Ventos, Papai Coração, Éramos Seis e Como Salvar Meu Casamento. Depois, ao transferir-se para a Rede Globo encarnou ainda personagens célebres em novelas como Sétimo Sentido, Louco Amor, Selva de Pedra, Bebê a Bordo, Rainha da Sucata, Mulheres de Areia, entre outros sucessos.[8]

Ainda no início da década de 1960, Nicette e seu marido, a convite de Cláudio Corrêa e Castro, moraram em Curitiba, trabalhando no Teatro Guaíra, lecionando artes cênicas para o projeto Curso Permanente de Teatro e fazendo parte do Teatro de Comédia do Paraná.[9] [10]

Em 2001, após ter se afastado por um bom tempo da televisão, encarnou Dona Benta durante 4 anos na segunda versão para a TV do Sítio do Pica-Pau Amarelo, ganhando grande notoriedade com este papel.[11] Em 2005, volta às telenovelas interpretando Ofélia em Alma Gêmea. Em 2006, faz uma breve porém significativa participação especial no primeiro capítulo de O Profeta como Tia Cleide. Em 2007, é a vez da humilde e bondosa Dona Juju em Sete Pecados. Em 2010, dá vida à dedicada Júlia Spina em Ti Ti Ti.[12] No ano seguinte, interpreta Iná, em A Vida da Gente.[13] Em 2012, interpreta a matriarca Dona Leonor em Salve Jorge.[14] Em 2013, Nicette trabalhou na novela Joia Rara, interpretanto a personagem Santinha.[15] Em 2014, a atriz estreou a peça Perdas e Ganhos. O monólogo da escritora Lya Luft, com direção da filha da atriz, Beth Goulart, é uma homenagem ao marido, o ator Paulo Goulart.[16]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Elaine Guerini. Nicette Bruno e Paulo Goulart: tudo em familia. 1ª. ed. [S.l.]: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. 256 pp. 12.0.812.953.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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