Nicomedes III da Bitínia

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Nicomedes III Evérgeta foi um rei da Bitínia.[1] [2] Também chamado Nicomedes Filopátor,[carece de fontes?] foi o sucessor de seu pai Nicomedes II da Bitínia.[3]

Nicomedes se aliou a Mitrídates VI do Ponto, e dividiu com ele a Paflagônia.[4] Quando o Senado Romano soube que a região havia sido conquistada pelos dois reis, enviou embaixadores, exigindo que ela fosse devolvida ao estado anterior, mas Mitrídates respondeu que a região pertencera ao seu pai, sendo portanto, por direito, sua.[4] Nicomedes, sem ter argumentos, alterou o nome do seu filho para Pylaemenes, nome comum aos reis da Paflagônia, e o colocou como rei, mantendo a ocupação da Paflagônia com este pretexto frívolo.[4]

O rei da Capadócia era Ariarates, casado com Laódice, outra irmã de Mitrídates [Nota 1] mas Mitrídates o assassinou através de Górdio.[5] Nicomedes aproveitou a situação, e ocupou a Capadócia, mas Mitrídates, fingindo apoiar a irmã Laódice, enviou um exército para remover Nicomedes.[5] Laódice, viúva de Ariarates, já havia feito um acordo com Nicomedes, para se casar com ele; Mitrídates então ataca as guarnições de Nicomedes da Capadócia, e restaura o trono ao seu sobrinho, Ariartes, o filho de Laódice, que seria em seguida assassinado pelas próprias mãos por Mitrídates.[5]

Mitrídates colocou como rei da Capadócia seu próprio filho de oito anos de idade, com o nome de Ariarates, e deixando o assassino Górdio como seu guardião.[5]

Os capadócios se revoltaram, e chamaram para reinar outro filho do rei, que estava na Ásia, também chamado de Ariarates.[6] Este rei também foi derrotado e exilado por Mitrídates, e morreu de doença.[6]

Com isto, Nicomedes, temendo que, após haver tomado a Capadócia, Mitrídates também quisesse tomar a [[Reino da Bitínia|Bitínia, arrumou um jovem de extraordinária beleza e o instruiu a se fazer passar por um terceiro filho de Ariarates, enviando-o com Laódice ao Senado Romano para que ele fosse indicado como rei da Capadócia.[6] Mitrídates também enviou Górdio, para dizer que o filho legítimo era o jovem Ariarates que ele havia colocado no trono.[6]

O Senado Romano, percebendo as artimanhas dos dois reis, tomou a Capadócia de Mitrídates e, para compensar, a Paflagônia de Nicomedes, oferecendo a liberdade a ambos povos, porém os capadócios, alegando que uma nação não sobreviveria sem um rei, aceitaram a indicação do Senado, o rei Ariobarzanes.[6]

Ele teve dois filhos, o futuro Nicomedes IV da Bitínia, cuja mãe se chamava Nysa, e Sócrates, chamado Chrestus.[7] Sócrates era filho de Nicomedes com uma concubina de nome Hagne, de Cízico,[1] e era mais novo que Nicomedes.[8] De acordo com Granius Licianus, o nome da mãe de Nicomedes IV era Aristonica, e Nysa, filha de Ariarates da Capadócia, era esposa de Nicomedes IV.[1]

Quando Nicomedes morreu, seu filho, Nicomedes IV da Bitínia, foi expulso por Mitrídates, e se refugiou em Roma.[9] Mitrídates VI do Ponto apoiou Sócrates, chamado de Chrestus, como rival de Nicomedes.[7]

Notas e referências

Notas

  1. Mitrídates VI tinha duas irmãs de nome Laódice, uma delas havia sido sua esposa, e ele a havia assassinado.

Referências

  1. a b c Granius Licianus, História de Roma, Livro XXXV, 29 [em linha]
  2. The Collaborative Numismatic Project, Bithynia [em linha]
  3. Apiano, As guerras mitridáticas, 7 [em linha]
  4. a b c Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 37.4 [em linha]
  5. a b c d Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 38.1 [em linha]
  6. a b c d e Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 38.2 [em linha]
  7. a b Memnon de Heracleia, Livros XV e XVI, citado por Fócio, Biblioteca de Fócio [em linha]
  8. Apiano, As guerras mitridáticas, 13 [em linha]
  9. Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 38.3 [em linha]