Nikolai Bukharin

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Nikolai Bukharin
Nome completo Nikolai Ivanovich Bukharin
Nascimento 9 de Outubro de 1888
Moscou, Rússia Império Russo
Morte 15 de março de 1938 (49 anos)
Moscou, Flag of Russian SFSR.svg RSFS da Rússia
Nacionalidade Russa
Cônjuge Anna Larina
Ocupação Político
Influências
Magnum opus O ABC do Comunismo
Religião Nenhuma (Ateu)

Nikolai Ivanovich Bukharin (russo: Николай Иванович Бухарин, transliteração: Nikolaj Ivanovič Bukharin; Moscou, 9 de outubro de 1888 – Moscou, 15 de março de 1938) foi um revolucionário e intelectual bolchevique e mais tarde um político soviético.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Bukharin nasceu em Moscou, filho de professores do ensino básico. Estudou economia na Universidade de Moscou, onde também iniciou sua vida política e começou a participar das atividades estudantis, durante a Revolução de 1905. Ingressou no Partido Operário Social-Democrata Russo em 1906, na ala Bolchevique, foi um dos teóricos marxistas mais destacados, além de jornalista e de colaborador próximo de Vladimir I. Lenin a partir de 1912. Desde então foi uma das figuras dirigentes dos bolcheviques, embora freqüentemente tenha entrado em conflito com a linha dura do Partido.

Após alguns anos no exílio, regressou em 1917 à Rússia e, durante a Revolução de Outubro (1917), organizou o levantamento bolchevique em Moscou, sendo um dos líderes da Revolução. Formulou os princípios da economia soviética (Economia da Etapa de Transformação, 1920), embora criticasse o crescimento demasiadamente acelerado do socialismo nos anos 1920.

Ocupou importantes cargos políticos no Partido (1917-1934, membro do Comitê Central; 1918-1929, redator-chefe do Pravda; 1924-1929, membro do Politburo do Partido Comunista, integrado apenas por cinco pessoas; 1926-1929, presidente do Comitê Executivo do Komintern).

Liderou a ala dos Comunistas de Esquerda dentro do Partido Comunista, tendo sido também o criador da NEP, a Nova Política Econômica, sendo depois um dos políticos mais influentes na União Soviética, criticando sempre a crescente burocracia do estado e defendendo uma "alternativa programática viável" para o Stalinismo.

Após a morte de Lenin, de início tomou partido por José V. Stalin contra Trotski e a Oposição de Esquerda, mas a partir de 1928 foi considerado por Stalin como possível rival e presumível líder da oposição de direita, razão pela qual foi afastado do poder em 1929.

Mais tarde, depois de uma reconciliação formal, recebeu o lugar de redator-chefe do Izvestia (1934).

No entanto, em 1937 foi preso e um ano mais tarde, em 1938, foi condenado à morte no terceiro processo de Moscou e executado nesse mesmo ano.

Sua linha de pensamento dentro do marxismo determinava que o melhor caminho para o socialismo seria uma política gradualista.

Em 1988, durante a era de Mikhail Gorbachev, foi reabilitado jurídica e politicamente.

Ver também[editar | editar código-fonte]