Nilópolis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Trechos sem fontes poderão ser removidos.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing.
Município de Nilópolis
"Terra da Azul e Branca"
Nilópolis

Nilópolis
Bandeira de Nilópolis
Brasão de Nilópolis
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de agosto
Fundação 1947 (67 anos)
Gentílico nilopolitano
Prefeito(a) Alessandro Calazans (PMN)
(2013–2016)
Localização
Localização de Nilópolis
Localização de Nilópolis no Rio de Janeiro
Nilópolis está localizado em: Brasil
Nilópolis
Localização de Nilópolis no Brasil
22° 48' 33.47" S 43° 24' 55.91" O22° 48' 33.47" S 43° 24' 55.91" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008[1]
Microrregião Rio de Janeiro IBGE/2008[1]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Mesquita, São João de Meriti e Rio de Janeiro
Distância até a capital 27 5 km km
Características geográficas
Área 19,157 km² [2]
População 181 575 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 9 478,26 hab./km²
Altitude 16 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,753 (RJ: 9º) – alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 1 347 246,082 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 472,98 IBGE/2008[5]
Página oficial

Nilópolis é um município do Estado do Rio de Janeiro.

Integra a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Seu nome foi dado em homenagem ao presidente da república Nilo Peçanha. Localiza-se onde existia a antiga Fazenda São Mateus. Até hoje existe a capela de mesmo nome. O município já foi o menor do Brasil e recebeu presença de imigrantes de origem judaica e notavelmente imigrantes de origem sírio-libanesa nas primeiras décadas do século XX. A cidade congrega nilopolitanos de várias origens, desde interiorano-fluminenses a nordestinos, ainda há um pequeno cemitério judaico junto à pequena comunidade judaica no bairro de Olinda.

Suas maiores fontes de renda são o comércio e algumas poucas indústrias. A escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, doze vezes campeã do carnaval carioca e a maior vencedora da era Sambódromo com sete títulos[6] , é a maior expressão da cidade. A agremiação é o maior orgulho dos nilopolitanos e é chefiada pela mesma família que detém o poder político na cidade, cujo patriarcado é exercido por Farid Abrahão David, e seu irmão, o bicheiro Anísio Abraão David.

História[editar | editar código-fonte]

Nilópolis foi parte integrante da capitania hereditária de São Vicente, que pertenceu a Martim Afonso de Sousa, em 1531, que a dividiu em sesmarias, doando grande parte a Brás Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando três mil braças por costa do lombo do Salgado e nove mil braças para dentro do rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568.

Nessa sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias, até às fraldas do Gericinó, que depois foram transformadas em novas sesmarias e grandes fazendas.

Em 1621, a área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Alvares Pereira, tendo os limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André S. Mateus, entre a data da Cachoeira (rio Pioim), até parte da serra da Maxambomba (atual Nova Iguaçu).

Em 1637, João Álvares Pereira manda construir a Capela de São Mateus, no alto da colina de Nilópolis, de barro batido (adobe) pelos índios aqui existentes, já escravizados.

Nova Cidade. Foto de André Luiz Pereira Nunes

Sucedeu a João Álvares Pereira, Diogo Pereira, certamente seu parente, até o ano de 1700, quando as terras passam a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho o Padre Mateus, casa a irmã Maria Gaga Machado com o capitão Manuel Pimenta Sampaio, em 1742.

Em 1747, a capela de São Mateus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem à cidade, e recebe a visita do Monsenhor Pizzaro, em 1788, atestando o uso como curada, portanto, pronta para todos os atos da fé cristã.

Falecendo Domingos Machado Homem, casado com Joana de Barcelos, sucede-lhe o padre Mateus Homem Machado, que continuou a administrá-la com engenhos e grande produção de açúcar e aguardente que escoava no Porto da Pavuna.

Quando do falecimento do padre Mateus Homem Machado, do seu testamento consta que a fazenda tinha 1280 braças de terra, que fazem testada no rio Pavuna, que as dividia das terras de Oliveira Braga (engenho Nazaré, o atual bairro vizinho de Anchieta), correndo aos fundos com o rio chamado Cachoeira Pequena (Maxambomba), que divide as terras do capitão Manuel Correia Vasques. De uma banda partem as terras com o engenho da Pavuna, do capitão Inácio Rodrigues da Silva e da outra com terras do capitão Manuel Cabral de Melo e do ajudante Inácio Barcelos Machado.

E, no ano de 1779, seu proprietário é o alferes Ambrósio de Sousa Coutinho. A fazenda atinge seu esplendor com a produção de 30 caixas de açúcar e 14 pipas de aguardente, tendo uma população de 50 escravos sendo a mais importante da região.

O engenho situava-se na atual rua Antônio José Bittencourt (anteriormente rua Coronel Júlio de Abreu) esquina da rua Lúcio Tavares, e que através de um caminho, dava acesso à capela São Mateus, onde residiam e pernoitavam os sucessivos proprietários da área da então fazenda de São Mateus.

Vista de Nilópolis. Foto de André Luiz Pereira Nunes

Com a inauguração a 29 de março de 1858 da linha de trem da E.F.D Pedro II (posteriormente denominada Estrada de Ferro Central do Brasil), cortando a fazenda com destino a Queimados, a população nativa foi abandonando as terras, não só devido ao movimento abolicionista, como também por novas opções de mão-de-obra devido ao progresso e outras novas atividades.

E as terras da Fazenda São Mateus a partir de 1866, tinham como proprietários os capitalistas do Rio de Janeiro o Conde e o Barão de Bonfim, e por fim, Jerônimo José de Mesquita, que as negociou com o criador de cavalos e mulas, João Alves Mirandela, que tinha como sócio Lázaro de Almeida, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1900, no valor de vinte e cinco contos de réis.

Da escritura consta que além das terras negociadas havia dois barracões e imóvel, que era a capela de São Mateus, e sede da fazenda que limitava-se pelo lado de Maxambomba (atual Nova Iguaçu) com a fazenda da Cachoeira, de propriedade do Barão de Mesquita e com as terras dos herdeiros de Antônio Rocha; pelo lado da Pavuna, com as terras dos herdeiros do capitão Augusto da Costa Barreto e Sebastião Alves de Almeida; pelo lado direito, com o Distrito Federal, com as terras da fazenda de Nazaré (Anchieta) e terras da fazenda do Cabral (do capitão Manuel Cabral).

João Alves Mirandela e seu irmão Manuel Alves Mirandela, grandes criadores de animais para o Exército, cercaram uma área, junto à cerca da fazenda do Gericinó, até que seu enteado Vitor Ribeiro de Faria Braga, convenceu-o a desmatar a fazenda para um possível loteamento.

Procedido ao desmatamento o mesmo enteado propôs a João Alves Mirandela que se fizesse uma planta da área, que foi aceito por um documento público, chamando o então engenheiro da Central do Brasil, Teodomiro Gonçalves Ferreira, para executar a planta da cidade que iria surgir das matas da fazenda.

E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50 m. por 50,00 m., em suaves prestações.

Um destes anúncios chamou a atenção do coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora.

Ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa, inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 6 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.

No mesmo local fundou o bloco do Progresso de São Mateus, depois de Nilópolis, sob sua inspiração e presidência, tendo como presidente de honra, Nilo Peçanha, que aqui esteve duas vezes, com o pensamento voltado para obter os melhoramentos de que uma cidade carece.

Estádio Joaquim de Almeida Flores, do Esporte Clube Nova Cidade. Foto de André Luiz Pereira Nunes

Foi através dele que a cidade teve imediatamente ligação d'água; ligação de luz e iluminação pública; agência do correio; escolas particulares e públicas; comunicação; horário de trens; pontes ligando ao Rio de Janeiro e Nova Iguaçu; serviço de profilaxia rural; bandas de música e uma grande revista "Nilópolis". Nilópolis, já se chamou parada de São Mateus; parada e estação de Engenheiro Neiva, em homenagem a Lucas Soares Neiva, construtor da parada e plataforma dos trens; e Nilópolis, em homenagem a Nilo Peçanha, a partir de 1° de Janeiro de 1921, grande benfeitor de Nilópolis, numa festividade inesquecível.

Nilópolis esteve por muito tempo vinculado e fazia parte integrante da vida de São João de Meriti, então quarto distrito de Nova Iguaçu, até que por solicitação do deputado Manuel Reis, pela Lei nº 1332, foi elevado a sétimo distrito de Nova Iguaçu a partir de 1916, com apenas dois anos de existência.

E seu desenvolvimento foi num crescendo extraordinário, graças ao empenho de sua população laboriosa até que estando em discussão a nova carta constitucional do estado do Rio de Janeiro, o Deputado Lucas de Andrade Figueira propôs uma emenda, promulgada a 20 de junho de 1947, emancipando Nilópolis juntamente com São João de Meriti, e que se comemora a 21 de agosto de cada ano.

Porém, cometeu-se nesta emancipação uma flagrante injustiça, pois sendo a área de 22 km², que era a mesma da Fazenda de São Mateus, ficou reduzida a apenas 9 km², perdendo 5,60 km² para Gericinó; 5,60 km² para São João de Meriti e 1,80 km² para Nova Iguaçu.

No plano esportivo, a maior expressão futebolística do município é o Esporte Clube Nova Cidade, segunda agremiação esportiva da Baixada Fluminense a integrar a Primeira Divisão do estado do Rio de Janeiro, entre 1989 e 1990, após sagrar-se campeã estadual da Segunda Divisão, em 1988, e vice da Terceirona em 1986. O time manda os seus jogos no estádio Joaquim de Almeida Flores, que lhe pertence. Atualmente o Nova Cidade disputa a Terceira Divisão Estadual. O outro representante da cidade na mesma divisão é o Nilópolis Futebol Clube.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Estação de Nilópolis. Foto de André Luiz Pereira Nunes
Bairros
Bairro da Mina
Centro
Cabral
Cabuís
Manuel Reis
Nova Cidade
Novo Horizonte
Olinda
Paiol da Pólvora
Santos Dumont
Tropical


Política[editar | editar código-fonte]

Emancipado desde 1947, Nilópolis já teve os seguintes prefeitos:

Nome Partido Início do mandato Fim do mandato Observações
1 Pedro da Silva Pontes 1947 1947 Prefeito nomeado interinamente
2 José de Oliveira 1947 18 de outubro de 1947 Prefeito nomeado interinamente
3 João Moraes Cardoso Júnior (Primeira vez) 18 de outubro de 1947 1951 Prefeito eleito
4 Egídio Mendonça Thurler PTB 1951 1955 Prefeito eleito
5 João Moraes Cardoso Júnior (Segunda vez) 1955 1959 Prefeito eleito
6 Alfredo de Almeida Aleentajano 1959 1963
7 Dr .Thales do Couto 1962 1962 Vice-prefeito eleito interino
8 Eracydes Lima de Carvalho 1963 1964 Prefeito eleito cassado
9 João Batista da Silva 1964 1966 Vice-prefeito eleito interino
10 Zélio Sabino Barbosa (Primeira vez) 1966 1966 Presidente da Câmara
11 Francisco Gonçalves Filgueiras 1966 1967 Interventor estadual
12 João Moraes Cardoso Júnior (Terceira vez) MDB 1967 5 de fevereiro de 1970 Prefeito eleito cassado
13 Dr. Gilberto Castro Rodrigues MDB 6 de fevereiro de 1970 1970 Vice-prefeito eleito interino
14 Dr. Reinaldo Doyle Maia 1971 1971 Interventor estadual
15 Dr. Sérgio Cardoso 1971 1973 Prefeito nomeado
16 Simão Sessim ARENA 1973 1977 Prefeito nomeado
17 João Batista da Silva 1977 1981 Prefeito eleito
18 Zélio Sabino Barbosa (Segunda vez) 1981 1982 Vice-prefeito eleito interino
19 Miguel Abraão David 1983 1988 Prefeito eleito
20 Dr. Jorge David 1988 1992 Prefeito eleito
21 Manoel da Silva Rosa, o Neca PDT 1992 1996 Prefeito eleito.
22 José Carlos Soares da Cunha PDT 1996 31 de dezembro de 2000 Prefeito eleito.
23 Farid Abrahão David PPB/ PP 1º de janeiro de 2001 31 de dezembro de 2004 Prefeito eleito.
Farid Abrahão David PP 1º de janeiro de 2005 31 de dezembro de 2008 Prefeito reeleito
24 Sérgio Sessim PP 1º de janeiro de 2009 17 de dezembro de 2012 Prefeito eleito
Oswaldo Costa da Silva PDT 18 de dezembro de 2012 31 de dezembro de 2012 Vice-prefeito eleito interino
25 Alessandro Calazans PMN 1º de janeiro de 2013 Atual Prefeito eleito.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 29 de Julho de 2013..
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Buzzs (31/01/2013). Beija-Flor lidera em números de campeonatos na era Sambódromo. Visitado em 24/02/2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete Nilópolis.

Tópicos relacionados[editar | editar código-fonte]