Nils Liedholm

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Nils Liedholm
Nils Liedholm in Milan 1958.jpg
Veterano, em 1958
Informações pessoais
Nome completo Nils Liedholm
Data de nasc. 8 de outubro de 1922
Local de nasc. Valdemarsvik,  Suécia
Falecido em 15 de novembro de 2007 (85 anos)
Local da morte Cuccaro Monferrato,  Itália
Informações profissionais
Posição Meio-campo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
19421946
19461949
19491961
Suécia Sleipner
Suécia Norrköping
Itália Milan
060 (24)
048 (22)
359 (81)
Seleção nacional
19461958 Flag of Sweden.svg Suécia 021 (10)
Times que treinou
19631966
19661968
19681969
19691971
19711973
19731977
19771979
19791984
19841987
19871989
1992
1996
Itália Milan
Itália Hellas Verona
Itália Monza
Itália Varese
Itália Fiorentina
Itália Roma
Itália Milan
Itália Roma
Itália Milan
Itália Roma
Itália Hellas Verona
Itália Roma

Nils Liedholm (Valdemarsvik, 8 de Outubro de 1922 –– Cuccaro Monferrato, 5 de Novembro de 2007) foi um futebolista sueco.

Consagrou-se jogando e treinando o Milan, além de ter comandado a Roma em quatro passagens que somaram doze temporadas.

Carreira de jogador[editar | editar código-fonte]

Futebol Sueco[editar | editar código-fonte]

Começou a carreira no pequeno Sleipner, indo em 1946 jogar em um dos grandes clubes do país, o Norrköping. Seus 22 gols em 48 jogos - ótimo número para um meia - e dois títulos no campeonato sueco em seus dois anos no time lhe credenciaram a uma vaga na seleção da Suécia que foi às Olimpíadas de 1948 e terminou campeã.

A medalha de ouro, até hoje o único título sueco oficial no futebol, chamou a atenção da equipe italiana do Milan, que o levaria no ano seguinte juntamente com os dois colegas com quem formava a linha Gre-No-Li na Seleção: Gunnar Gren e Gunnar Nordahl (seu colega também no Norrköping).[1]

Milan[editar | editar código-fonte]

O Gre-No-Li faria história também no Milan: o trio marcou 118 gols em 37 partidas em sua primeira temporada completa nos rossoneri, a de 1949/50, mas o título foi perdido para a Juventus.

Os milanistas, em jejum na Serie A desde 1907, voltariam finalmente a ser campeões na temporada que se seguiu. A conquista foi mais saborosa ainda por ter vindo com um ponto de diferença sobre a rival Internazionale.

Jogando pelo Milan em sua Suécia natal, contra o AIK Estocolmo em 1950

Liedholm, que ficaria no Milan até encerrar a carreira, em 1961, à beira dos 40 anos, conquistaria outros três scudetti, em 1955, 1957 e 1959, sendo o último remanescente do Gre-No-Li no elenco: Gren saíra em 1953 e Nordahl, em 1956.

Foi também vice-campeão na Copa dos Campeões da UEFA em 1958.

Seleção Sueca[editar | editar código-fonte]

Estreou no mesmo ano em que chegou ao Norrköpping, em 1946. Sua ida ao futebol profissional da Itália após a conquista da medalha de ouro nos Jogos de 1948 lhe custaram a vaga no elenco convocado para a Copa do Mundo de 1950: a delegação foi ao Brasil apenas com atletas amadores, como era o futebol do país, na época.[2] A mesma política foi mantida nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1954, e como na ocasião a classificação não veio, a postura foi alterada em nome de uma boa campanha da Suécia na Copa do Mundo de 1958, que seria disputada no país.[3]

A Seleção Sueca vice-campeã da Copa de 1958. Liedholm é o último em pé, da esquerda para a direita

Graças a essa mudança, com a Seleção mesclando atletas amadores e profissionais.[4] , Liedholm iria finalmente para uma Copa, e como capitão, na edição de 1958. Já veterano, com 37 anos, marcou duas vezes: na estreia, contra o México, e na final, contra o Brasil. Tendo aberto o marcador na decisão, seu gol chegou a animar os anfitriões, conscientes da superioridade técnica brasileira.[4]

Os nórdicos, entretanto, levariam a virada e terminaram como vice-campeões, ainda seu melhor resultado em Copas. Liedholm despediu-se da Seleção após a partida. Pela Suécia, foram 10 gols em apenas 21 jogos - muito por conta da preferência pelos amadores, na época.

Técnico[editar | editar código-fonte]

Após parar de jogar, em 1961, logo integrou a comissão técnica do Milan, assumindo como treinador do clube em 1963, com o time recém-campeão da mesma Copa dos Campeões que ele perdera como jogador em 1958. Sairia em 1966, fazendo sucesso nos pequenos Hellas Verona e Varese, onde conseguiu promoções de ambos os clubes à primeira divisão italiana.[1]

O momento em que a bola chutada por Liedholm cruza a linha de Gilmar na final de 1958

Após passar por Fiorentina e Roma nos anos 70, retornou ao Milan em 1977, conquistando como treinador dois anos depois o décimo scudetto do clube, o que permitiu o uso de estrela no distintivo do time. Sairia após a conquista para treinar novamente a Roma. Em sua segunda passagem como treinador dos gialorrossi, comandou o clube com Bruno Conti e Paulo Roberto Falcão no elenco a seu segundo título italiano, que não vinha havia 41 anos, em 1983.

O título credenciou o time da capital a disputar a Copa dos Campeões da UEFA na temporada seguinte. A equipe chegou à final, que seria disputada em casa, no Stadio Olimpico. Entretanto, a taça seria dolorosamente perdida nos pênaltis para o Liverpool. Com a perda do que seria o título mais importante do clube, Liedholm deixou a Roma na temporada seguinte, retornando ao decadente Milan, que voltava novamente à primeira divisão após sofrer dois rebaixamentos no início da década. Foi o primeiro técnico dos milanistas com o início da gestão de Silvio Berlusconi no clube, em 1986.

Com os colegas Lennart Skoglund, Gunnar Gren e Agne Simonsson, cumprimentando o Rei da Suécia, Gustavo Adolfo VI, durante a Copa de 1958

Desde a perda do título europeu, não teve mais o mesmo sucesso como treinador, retornando outras duas vezes à Roma e também ao Verona.

Morte[editar | editar código-fonte]

Um dos mais respeitados estrangeiros no futebol italiano, Liedholm morreu na Itália, onde vivia, em 5 de novembro de 2007. Era o último integrante do Gre-No-Li ainda vivo: Gren falecera em 1991 e Nordahl, em 1995.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Milan
O lendário trio Gre-No-Li, em sua ordem: Gren, Nordahl e Liedholm
Seleção Sueca
Norrköping

Referências