Ninguém Escreve ao Coronel

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El coronel no tiene quien le escriba
Ninguém Escreve ao Coronel (PT)
Autor (es) Gabriel García Márquez
Idioma espanhol
País  Colômbia
Género romance
Lançamento 1961
Edição portuguesa
Tradução V. W.
Editora Publicações Europa-América
Lançamento 1968
Páginas 144

Ninguém Escreve ao Coronel (El coronel no tiene quien le escriba) foi um dos primeiros contos a serem escritos por Gabriel García Márquez, publicado no final de 1961.

O Coronel foi um dos muitos oficiais da revolução, e por isso passa anos esperando a chegada de uma carta que iria anunciar a sua tão esperada pensão. Enquanto ele espera, a sua vida vai passando. A sua mulher tem uma doença respiratória e ambos vivem numa extrema pobreza. O seu filho morre e deixa como herança um galo de briga, que se torna a única esperança - além da tão esperada carta - de pagar suas dívidas e conseguir alimento para a família.


Enredo[editar | editar código-fonte]

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Luta de galos

A ação passa-se entre outubro e dezembro de 1956[1] . No início da história o Coronel vai ao funeral de um músico que tinha a idade do seu filho. Esta morte tinha a particularidade de ser a primeira morte natural dos últimos anos. Desde que o seu filho tinha morrido, o Coronel, a sua mulher e o galo tinham sobrevivido com o dinheiro da máquina de costura do filho, que era alfaiate. Na iminência do dinheiro acabar, o Coronel tenta vender o único bem que lhe restava, um relógio de parede, mas a vergonha impede-o de assumir que está sem dinheiro e acaba por não o vender. Depois, chega à conclusão de que tem vender o galo. D. Sabas, o homem rico da aldeia, oferece-lhe 900 pesos pelo galo. No dia em que começam os treinos de luta de galos, o seu galo tem uma vitória espetacular, o que convence o Coronel de que poderá ganhar mais dinheiro mantendo o galo, do que o preço oferecido por D. Sabas. Mas ainda faltam 45 dias para o início das lutas de galos...

A carta[editar | editar código-fonte]

O Coronel tinha alcançado o seu posto na guerra, aos vinte anos de idade. O governo tinha decidido 33 anos antes atribuir uma pensão aos veteranos de guerra. Dada a escassez de recursos, as pensões eram atribuídas num sistema de filas de espera. O Coronel entrou nessa lista de espera a 12 de agosto de 1949 e tinha o número 1823. A partir dessa data passou a ir todas as sextas-feiras esperar a lancha que trazia o correio à sua ilha esperar que venha a confirmação de que chegou a sua vez.

Personagens[editar | editar código-fonte]

O Coronel[editar | editar código-fonte]

Tem 75 anos de idade. "Os ossos das suas mãos estavam cobertos por uma pele brilhante e esticada, manchada de bexigas assim como a pele do pescoço.", "Era um homem seco, de ossos sólidos e articulados que nem com parafuso e porca. Era a vitalidade dos seus olhos que fazia com que não parecesse conservado em formol". Sofre de problemas intestinais em todos os meses de outubro. Muito pobre e sobrevive vendendo os bens que tem em casa. Deposita a sua esperança na carta e no galo.

A Mulher[editar | editar código-fonte]

É casada com o Coronel há 40 anos. Sofre com asma, mas é bastante enérgica, quando não tem crises. "Com a sua assombrosa habilidade para compor, cerzir e remendar, ela parecia que tinha descoberto a solução para aguentar a economia doméstica no vazio".

Agustín[editar | editar código-fonte]

O único filho do coronel. Foi morto pela polícia em Janeiro ao ser apanhado a distribuir propaganda antigovernamental. Era alfaiate e adepto da luta de galos e as apostas que essas lutas envolviam. Deixou como herança aos pais, as sua máquina de costura e o galo.

Os amigos de Agustín[editar | editar código-fonte]

Alfaiates, adeptos de lutas e apostas como ele.

D. Sabas[editar | editar código-fonte]

O homem rico da aldeia e padrinho de Agustín. Sofre de diabetes e foi "o único dirigente do seu partido que escapara à perseguição política e que continuava na terra.

O Médico[editar | editar código-fonte]

É jovem, tem cabelo encaracolado e dentes perfeitos. Não cobra as consultas ao coronel e empresta-lhe os jornais e um boletim com notícias censuradas pelo governo.

O padre Angél[editar | editar código-fonte]

Criou um sistema de badaladas do sino da igreja para classificação do filmes exibidos no cinema.



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Notas[editar | editar código-fonte]

  1. O ano não é dado explicitamente, mas fala-se da crise criada pela nacionalização do Canal do Suez ocorrido nesse ano. Outras referências, menos explícitas,apontam para o mesmo ano.
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