Nobreza

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Nobre italiano do século XV.

Nobreza representa o estamento de maior estrato, sendo geralmente hereditária. Uma classe social, a nobreza era, tal como o clero e o povo, um dos três estados ou ordens que compunham a sociedade na Europa da idade média e idade moderna.[1] [2]

Aos nobres pertenciam grande parte dos territórios conquistados, recebidos dos monarcas como prémio das vitórias nas batalhas e, portanto, o controle político. Beneficiavam de duas regalias muito importantes: a jurisdição privativa sobre os moradores dos seus domínios senhoriais (isso até o fim da Idade Média, no século XIV) e a isenção de tributos, além de outros privilégios, tais como o alódio. A nobreza está associada a um título nobiliárquico e pode estar ligada ao governo de um território, sendo que cada país tem as suas regras quanto a nobiliarquia.[2]

Quando uma família nobre é a soberana de um território, passa a ser denominada de Casa. Exemplo: Rei - Reino - Casa + (nome da família), Duque - Ducado - Casa + (nome da família). As famílias da alta nobreza - algumas das quais linhas familiares cadetes da casa real, tanto legítimas quanto ilegítimas, isto é, que descendem de reis através de príncipes não herdeiros ao trono ou de filhos ilegítimos dos monarcas -, são também denominadas de Casa, mesmo não sendo soberanas. Por causa dessa importância, com o tempo alguma grande casa do reino poderia ascender à realeza, seja por extinção da linhagem real, batalhas ou política. Aos nobres associam-se os títulos nobiliárquicos segundo a importância, prestígio ou ascendência do indivíduo e também os brasões de armas de suas famílias.[2]

Com o advento do Renascimento e da Idade Moderna, a nobreza passou a tomar cada vez mais caráter cortesão, sem ligação com o governo em si, principalmente devido a transição de muitas monarquias, a partir do século XVII, de absolutismo para monarquia constitucional.

A nobreza continua a viver e existir como estamento social, mas sem o mesmo poderio de outrora. Sendo uma instituição oficial nas 44 monarquias da actualidade, e uma instituição de caráter privado nos países onde está extinta. Muitos são políticos, artistas, banqueiros, grandes empresários, jet setters, etc. Outros preferem dedicar-se mais a gerir o patrimônio histórico-cultural herdado (nos casos em que o patrimônio familiar é conservado), como obras de arte, jóias, hôtels particuliers, castelos, palácios, solares, propriedades rurais, relíquias familiares (que muitas vezes são relíquias que têm papel importante na história), etc. Os nobres da atualidade muitas vezes são retratados em meios de comunicação, mas, principalmente, nas revistas que cobrem a realeza e a nobreza, como Hola!, Point de Vue, Vanity Fair, Royalty, etc.

Nobreza por nação[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dewald, Jonathan. The European Nobility, 1400-1800 (em ). Cambridge: Cambridge University Press, 1996. 209 pp. ISBN 9780521425285. Visitado em 10 de abril de 2013.
  2. a b c "Nobility". edição de 1911 da Encyclopaedia Britannica.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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