Nome

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Nota: Se procura outros significados, consulte nome (desambiguação).


No sentido mais amplo da gramática e da linguística, um nome (do latim nōmen) é qualquer palavra passível de sofrer um tipo de declinação denominado flexão nominal.

Não apenas os substantivos podem ser considerados nomes, mas também os adjetivos e, por vezes, as formas nominais dos verbos.

No sentido estrito e no uso comum, o nome é um vocábulo ou locução que tem a função de designar:

Acredita-se que antes mesmo da invenção da escrita os seres humanos já se faziam valer de imagens e sons para denominar os seres - prática que remonta aos primórdios da história da humanidade. A evolução da linguagem permitiu que fossem criados nomes para designar conceitos abstratos tais como "tempo", "amor", "feudalismo" e "Deus".

A questão do nome como designador de um conceito universal não é tão simples quanto parece, pois por exemplo em filosofia a questão dos universais está na origem da querela entre nominalistas e realistas, tendo também os realistas moderados tido muita importância durante a Idade Média. [Fedeli, O. em "Nos Labirintos de Eco", Editora Veritas] 

Índice

[editar] Conceituação filosófica

De acordo com a semiótica, um nome é um signo cujo significante é a imagem sonora da palavra falada (ou a representação gráfica da palavra escrita) e o significado é o conceito do objeto ao qual esta palavra remete. Este signo pode atuar:

  • Como símbolo, quando se refere a uma universalidade. Exemplo: "rei" = "todo e qualquer rei";
  • Como índice, quando se refere a um elemento ou indivíduo. Exemplo: "Luís XV" \ne "qualquer rei"; ou
  • Como ícone, quando se refere a uma idéia geral. Exemplo: "coroa" = "ícone que indica o símbolo rei".

Obviamente, a função semântica e sintática de um nome pode variar de acordo com o contexto.

[editar] Gramática

Em gramática, o substantivo é o termo mais comumente utilizado para se referir a nomes. No entanto, há casos em que um termo de outra classe gramatical é utilizado, podendo este termo ser um verbo, um adjetivo ou advérbio. Quando isto ocorre, dizemos que o termo sofreu uma substantivação.

Os nomes próprios de pessoa e de lugar são objeto de estudo da onomástica. Além disso, dentro da onomástica:

[editar] Das diversas espécies de nomes

Como visto, os nomes são aplicáveis aos seres humanos, aos demais seres vivos, às instituições, às coisas e aos conceitos abstratos. Vejam-se adiante algumas especificidades.

[editar] Pessoas

Ver artigo principal: Nome civil

Quando nos dirigimos a uma pessoa, o termo nome pode representar ou prenome, ou o sobrenome.

Em algumas situações (como por exemplo durante o preenchimento de formulários individuais), utiliza-se o nome completo, que é a composição do prenome seguido pelo sobrenome. Enquanto o prenome indica o indivíduo propriamente dito, o sobrenome indica a origem genealógica ou família à qual ele pertence.

A composição e o uso do nome das pessoas varia de acordo com a cultura e o idioma. No Brasil, por exemplo, é muito comum usar o prenome mesmo em ocasiões formais, enquanto que nas culturas orientais o sobrenome é mais comumente utilizado.[1]

[editar] Demais seres vivos

Além dos seres humanos, também recebem nomes os demais seres vivos. Enquanto o grupo social lhes confere um nome popular, a taxonomia trata de forjar um nome científico para cada espécie, tendo especial relevância para a biologia. É costume dar nomes aos animais individualmente, quando criados pelos seres humanos; sobretudo quando se trata de animais domésticos.

[editar] Instituições

No âmbito comercial, o nome pode designar uma marca, um produto, um serviço, um evento, ou a própria instituição (empresa, associação etc). Neste último caso faz-se a distinção, em direito, entre os nomes que uma pessoa jurídica está habilitada a usar, quais sejam, o nome fantasia e a razão social. Esta faceta do nome interessa também a ramos do saber como o marketing e a publicidade.

[editar] Locais

Utilizam-se nomes também para designar localidades, posições ou regiões no espaço.

O estudo dos topônimos/topónimos é de especial interesse em ciências como a geografia e a astronomia, pois por exemplo um espaço público ou logradouro, um acidente geográfico e um astro são todos designados por nomes.

[editar] Coisas, fatos e conceitos

Cabe lembrar que as coisas, os fatos e os conceitos abstratos também recebem nomes. Isto inclui desde as denominações mais corriqueiras, como "cadeira", até as mais esdrúxulas, como chamar o próprio carro de "trovão", passando pela designação de sentimentos difíceis de se explicar, como "amor".

Neste aspecto, há um interesse especial por parte da linguística, da antropologia cultural e da psicologia, pois a forma como nomeamos o universo à nossa volta traduz muito das características do indivíduo e do grupo. Cite-se como exemplo o fato de haver uma única palavra em português para designar "neve", enquanto que os esquimós dispõem de várias, visto que para eles é possível fazer tal distinção.

Outro exemplo bastante conhecido é o da palavra "mamihlapinatapei", originária da Terra do Fogo e considerada como a mais sucinta do mundo. Ela é o nome de uma situação bastante complexa: "olhar trocado por duas pessoas em que cada uma espera que a outra inicie aquilo que nenhuma das duas tem coragem de iniciar".

Referências

[editar] Ver também

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