Nome

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Que há num simples nome? Aquilo que chamamos de rosa, com outro nome, teria igual perfume.

O nome (do latim nōmen, cuja raiz é comum a várias outras línguas indo-européias, como o grego; [ὄνομα]) é - num sentido amplo na gramática e na lingüística - qualquer palavra que siga a flexão nominal, ou seja, a declinação em contraposição à flexão verbal (ou conjugação). Portanto, não só substantivos, mas também adjetivos e, por vezes, as formas nominais dos verbos, podem ser considerados nomes.

No sentido restrito e no uso comum, o nome é um vocábulo ou locução que tem a função de designar uma pessoa, um animal, uma coisa ou um grupo de pessoas, animais e coisas.

Acredita-se que antes mesmo da invenção da escrita, os seres humanos já se faziam valer de imagens e sons para denominar coisas e seres, prática que remonta aos primórdios da história da humanidade. A evolução da linguagem permitiu que fossem criados nomes para designar conceitos abstratos tais como "tempo", "amor", "feudalismo" e "Deus", por exemplo.

A questão do nome como designador de um conceito universal tal qual "cavalo" para certas pessoas não é tão simples como parece. Em filosofia, a questão dos universais está na origem da querela entre nominalistas e realistas, tendo também os relistas moderados(a corrente do Realismo Moderado foi defendida por São Tomás de Aquino, chamado de Doutor Angélico e é defendido pela Igreja Católica Apostólica Romana) que teve muita importância na Idade Média, embora seja pouco conhecida e divulgada devido ao preconceito para com a Idade Média.[1]

De acordo com a semiótica, um nome é um signo em que o significante é a imagem acústica da palavra falada ou a representação gráfica da palavra escrita, e o significado é conceito do objeto ao qual esta palavra remete. Este signo pode atuar como símbolo (quando se refere a uma universalidade; ex.: "rei" --- todo e qualquer rei), como índice (quando se refere a um elemento ou indivíduo; ex.: "Luís XV" --- e não qualquer rei) e também como ícone (quando se refere a uma idéia geral; ex.: "coroa" --- ícone que indica o símbolo "rei"). Obviamente, a função semântica e sintática de um nome pode variar de acordo com o contexto.

Gramática[editar | editar código-fonte]

Em gramática, o substantivo é o termo mais comumente utilizado para se referir a nomes. No entanto, há casos em que um termo de outra classe gramatical é utilizado, podendo este termo ser um verbo, um adjetivo ou advérbio. Quando isto ocorre, dizemos que o termo sofreu uma substantivação.

Os nomes próprios de pessoa e de lugar são objeto de estudo da onomástica. Além disso, dentro da onomástica:

Das diversas espécies de nomes[editar | editar código-fonte]

Como visto, os nomes são aplicáveis aos seres humanos, aos demais seres vivos, às instituições, às coisas e aos conceitos abstratos. Vejam-se adiante algumas especificidades.

Pessoas[editar | editar código-fonte]

Quando nos dirigimos a uma pessoa, o termo nome pode representar ou prenome, ou o sobrenome.

Em algumas situações (como por exemplo durante o preenchimento de formulários individuais), utiliza-se o nome completo, que é a composição do prenome seguido pelo sobrenome. Enquanto o prenome indica o indivíduo propriamente dito, o sobrenome indica a origem genealógica ou família à qual ele pertence.

A composição e o uso do nome das pessoas varia de acordo com a cultura e o idioma. No Brasil, por exemplo, é muito comum usar o prenome mesmo em ocasiões formais, enquanto que nas culturas orientais o sobrenome é mais comumente utilizado.[2]

Demais seres vivos[editar | editar código-fonte]

Além dos seres humanos, também recebem nomes os demais seres vivos. Enquanto o grupo social lhes confere um nome popular, a taxonomia trata de forjar um nome científico para cada espécie, tendo especial relevância para a biologia. É costume dar nomes aos animais individualmente, quando criados pelos seres humanos; sobretudo quando se trata de animais domésticos.

Instituições[editar | editar código-fonte]

No âmbito comercial, o nome pode designar uma marca, um produto, um serviço, um evento, ou a própria instituição (empresa, associação etc). Neste último caso faz-se a distinção, em direito, entre os nomes que uma pessoa jurídica está habilitada a usar, quais sejam, o nome fantasia e a razão social. Esta faceta do nome interessa também a ramos do saber como o marketing e a publicidade.

Locais[editar | editar código-fonte]

Utilizam-se nomes também para designar localidades, posições ou regiões no espaço.

O estudo dos topônimos é de especial interesse em ciências como a geografia e a astronomia, pois por exemplo um espaço público ou logradouro, um acidente geográfico e um astro são todos designados por nomes.

Coisas, fatos e conceitos[editar | editar código-fonte]

Cabe lembrar que as coisas, os fatos e os conceitos abstratos também recebem nomes. Isto inclui desde as denominações mais corriqueiras, como "cadeira", até as mais esdrúxulas, como chamar o próprio carro de "trovão", passando pela designação de sentimentos difíceis de se explicar, como "amor".

Neste aspecto, há um interesse especial por parte da linguística, da antropologia cultural e da psicologia, pois a forma como nomeamos o universo à nossa volta traduz muito das características do indivíduo e do grupo. Cite-se como exemplo o fato de haver uma única palavra em português para designar "neve", enquanto que os esquimós dispõem de várias, visto que para eles é possível fazer tal distinção.

Outro exemplo bastante conhecido é o da palavra "mamihlapinatapei", originária da Terra do Fogo e considerada como a mais sucinta do mundo. Ela é o nome de uma situação bastante complexa: "olhar trocado por duas pessoas em que cada uma espera que a outra inicie aquilo que nenhuma das duas tem coragem de iniciar".

A questão do nome como designador de um conceito universal não é tão simples quanto parece, pois por exemplo em filosofia a questão dos universais está na origem da querela entre nominalistas e realistas, tendo também os realistas moderados tido muita importância durante a Idade Média.


Filosofia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a semiótica, um nome é um signo cujo significante é a imagem sonora da palavra falada (ou a representação gráfica da palavra escrita) e o significado é o conceito do objeto ao qual esta palavra remete.

Este signo pode atuar:

  • Como símbolo, quando se refere a uma universalidade. Exemplo: "rei" = "todo e qualquer rei";
  • Como índice, quando se refere a um elemento ou indivíduo. Exemplo: "Luís XV" \ne "qualquer rei"; ou
  • Como ícone, quando se refere a uma idéia geral. Exemplo: "coroa" = "ícone que indica o símbolo rei".


Obviamente, a função semântica e sintática de um nome pode variar de acordo com o contexto.

Referências

  1. Fedeli, O. em "Nos Labirintos de Eco", Editora Veritas
  2. http://sobrenome.artigo.googlepages.com/

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Linguística[editar | editar código-fonte]

Onomástica[editar | editar código-fonte]