Nome de batismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O nome de batismo/baptismo ou nome ao nascimento é o nome que um indivíduo recebe de seus pais ao nascer, seguindo uma norma social universal.

Nos países onde o nascimento é oficialmente registrado, o nome declarado no assento de nascimento é informalmente chamado nome de batismo/baptismo, até mesmo quando se refere a uma pessoa de religião não-cristã. Esta denominação é utilizada para diferenciar o nome que se recebe ao nascer de outros nomes que um cidadão assume durante sua vida civil, em consequência de uma série de fatores.

A ocorrência mais comum que causa da mudança do nome de batismo é o casamento, quando os usos e costumes eventualmente podem determinar que a esposa assuma os apelidos de família do marido. Esta "tradição" varia enormemente de acordo com a época e o lugar onde residem os noivos. O nome da esposa antes do casamento é chamado de nome de solteira e após o matrimônio nome de casada.

Outro determinante comum do desuso do nome de batismo é a adoção de uma alcunha (também chamada epíteto ou apelido), que passa a designar uma pessoa e torna-se mais relevante que seu nome ao nascer, como o ex-futebolista Pelé, cujo nome de batismo é "Edson Arantes do Nascimento".

A mudança de nome é um outro fator que provoca o abandono do nome de batismo, sendo - contudo - muito menos comum. Tanto no Brasil como em Portugal a mudança (ou troca) de prenomes e sobrenomes (apelidos de família) é muito complexa e somente em casos raros e bem fundamentados é permitida pela Justiça hoje em dia, pois antigamente a mulher retirava o sobrenome do pai ou da mãe e colocava o do marido, e ficava com um de batismo e um do marido. Depois, no meado dos anos 80 outra lei passou a valer e agora ela tem que ficar com o sobrenome todo de solteira e acrescentar o do marido, no Brasil. Apesar de que hoje em dia, no Brasil, muitos casais só morem juntos.

Nos Estados Unidos da América ou no Canadá, pelo contrário, a mudança de nome é muito mais usual e de pouca complexidade na óptica jurídica.

Mundo de língua portuguesa[editar | editar código-fonte]

Em geral, as tradições seguidas em países como Brasil, Portugal e Angola são quase semelhantes aos da Espanha. Na tradição espanhola, normalmente o sobrenome do pai vem em primeiro lugar, seguido do sobrenome da mãe, enquanto que em países de língua portuguesa o nome do pai vem por último. Uma mulher pode adotar o sobrenome do marido, mas, no entanto, ela geralmente mantém os nomes de seu nascimento, ou apenas o último. Desde 1977 (Portugal) e 2012 (Brasil), o marido também pode adotar o sobrenome da esposa. Quando isso acontece, geralmente ambos os cônjuges mudam de sobrenome após o casamento. O costume de uma mulher mudando seu nome após o casamento é recente. Espalhou-se no final do século 19 nas classes superiores, sob a influência francesa[carece de fontes?], e, no século 20, especialmente durante os anos 1930 e 1940, tornou-se socialmente quase obrigatório. Até o final do século XIX e meados do século XX, era comum que as mulheres, especialmente as de uma família muito pobre, não receberem o sobrenome do e assim a serem conhecido apenas pelo seu primeiro nome. Geralmente recebiam como sobrenome um nome genérico como Maria de Jesus ou Rosa de Jesus. Ela, então, adotava o sobrenome completo de seu marido depois do casamento. Com o advento do republicanismo no Brasil e em Portugal, juntamente com a instituição do registro civil, todas as crianças agora têm sobrenomes. Para as crianças, alguns sobrenomes suportar apenas o último dos pais. Por exemplo, Carlos da Silva Gonçalves e Ana Luísa de Albuquerque Pereira (Gonçalves) (caso ela adotou o nome do marido após o casamento) teria um filho chamado Lucas Gonçalves Pereira. No entanto, a criança pode ter qualquer outra combinação de sobrenomes dos pais, de acordo com a eufonia, importância social ou outras razões.

Ver também[editar | editar código-fonte]