North American Man/Boy Love Association

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North American Man/Boy Love Association
Lema "Liberdade sexual para todos"
Fundação 1978
Tipo Associação ativista
Sede Nova Iorque e São Francisco
Línguas oficiais Inglês
Filiação International Pedophile and Child Emancipation (IPCE)
Sítio oficial nambla.org

NAMBLA - North American Man/Boy Love Association (Associação Norte-Americana pelo Amor entre Homens e Meninos) é uma organização pouco conhecida 1 nos EUA de ativismo pedófilo com base em Nova Iorque e São Francisco, que se opõe a idéia de idade mínima para uma pessoa ter relações sexuais. A associação se considera ligada aos movimentos pela defesa dos direitos dos Pedófilos mas as principais organizações desses movimentos nos Estados Unidos negam tal ligação 1 . As teses defendidas pela NAMBLA, e sua simples apologia, são ilegais em inúmeros países, mas sua advocacia sexual é garantida nos Estados Unidos pelo First Amendment 1 . O FBI monitora suas ações há anos.1 . Outros a consideram simplesmente uma "rede de abusadores de crianças" 1 .

Teses defendidas e críticas[editar | editar código-fonte]

O membros da NAMBLA defendem o que qualificam como "direito" de menores terem relações sexuais livremente com adultos, prática que é ilegal no ordenamento jurídico de inúmeros países e considerada imoral e aberrante pelos defensores dos direitos das crianças e adolescentes.

Os representantes da Nambla defendem o "fim na opressão de homens e adolescentes que escolheram livremente ter relacionamentos sexuais"[carece de fontes?] e reivindicam "a adoção de leis que protegem crianças do contato sexual não desejado ao mesmo tempo que os deixa livre para determinar o conteúdo de suas próprias experiências sexuais"[carece de fontes?]. A homepage do NAMBLA afirma que: "NAMBLA não promove encorajamento, indicações ou ajuda para pessoas que buscam contatos sexuais"[carece de fontes?] e que "não é engajada em nenhuma atividade que viola a lei [ou] defende ninguém que tenha violado a lei"[carece de fontes?].

No entanto, pelo fato de membros da NAMBLA estarem freqüentemente envolvidos em ações ilegais relacionadas à pedofilia (e suas prisões serem habitualmente noticiadas) 1 , muitos analistas entendem que o propósito da entidade é meramente acobertar toda sorte de atos ilícitos envolvendo menores e tentar dar sustentação discursiva a práticas imorais e ilegais. Segundo este ponto-de-vista, o suposto "direito" de menores terem relações sexuais com adultos (conforme propugna a entidade) seria uma falácia e um sofisma, tendo em vista a condição de incapacidade civil (innocentia consilii, ou seja, a sua completa 'insciência' em relação aos fatos sexuais, de modo que não se pode dar valor algum ao seu consentimento) de tais menores 2 . Assim, o dito "direito" nada mais seria que uma forma maliciosa de fazer valer os interesses ilegais da entidade e seus membros.

Cquote1.svg Com efeito, e são justamente aquelas meninas, e que são meninas ainda, sem qualquer dúvida, que por fisicamente desenvolverem-se precocemente atraem a cupidez do homem adulto. Todavia, emocional e psiquicamente ainda são por demais infantis, mesmo que sofram o bombardeio hedonista das redes de televisão. Mas permanecem indefesas. Ainda brincam com bonecas 2 . Cquote2.svg
Ministro Ilmar Galvão, STF.

No começo da década de 1980, a entidade reportava ter mais de 300 membros, e contava com o apoio de certas personalidades, como o escritor Allen Ginsberg3 .

Agentes da lei e profissionais ligados às áreas de saúde mental dizem que, muito embora o número de membros da NAMBLA atualmente seja pequeno, esse pequeno grupo provoca um perigoso efeito de reverberação pela internet, ao sancionar "moralmente" o comportamento daqueles que são capazes de abusar de crianças 1 .

Muitas pessoas que cometem crimes contra crianças não querem acreditar que isso é errado 1 .
Gregg Michel, psicólogo, San Diego

Publicações[editar | editar código-fonte]

Entre as publicações da NAMBLA há ou tem havido:

  • NAMBLA Bulletin, revista trimestral editada desde 1980. Enviada aos membros afiliados.4
  • Gayme Magazine, revista publicada durante os anos noventa. Enviado periodicamente aos membros afiliados e também vendido em algumas livrarias.5
  • NAMBLA Topics, série de brochuras sobre questões relacionadas com a pedofilia homossexual masculina.
  • Arrel's Pages, projeto através do qual era vendida literatura sobre a pedofilia.
  • Um boletim dirigido aos pedófilos presos.

História[editar | editar código-fonte]

A NAMBLA surge da agitada atmosfera política dos anos setenta do século XX, concretamente do movimento de liberação homossexual que segue à rebelião de Stonewall acontecida em 1969 em Nova Iorque. No entanto, haverá que esperar até o final dos anos setenta e à publicação no jornal gay canadense The Body Politic de um artigo de Gerald Hannon titulado Men Loving Boys Loving Men [Homens que amam garotos que amam homens],6 para ver manifestada publicamente a necessidade de criar a NAMBLA.

Fundação (1977-1978)[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 1977 a polícia assaltou uma casa particular de Revere, na periferia de Boston. Vinte e quatro homens foram detidos e investigados, acusados de mais de uma centena de supostos casos de corrupção de menores entre oito e quinze anos. Garrett Byrne, fiscal de distrito do condado de Suffolk, declarou que os homens tinham enganado os garotos com drogas e videojogos. Uma vez na casa os teriam fotografiado enquanto mantinham relações sexuais, nas quais teriam participado eles mesmos. Byrne disse que os arrestados eram apenas "a ponta do iceberg".7 A operação recebeu uma grande cobertura mediática e os jornais locais publicaram fotografias e dados pessoais dos acusados.

Os membros da redação da revista homossexual Fag Rag opinavam que o assalto tinha motivações políticas. Tanto eles quanto outros membros da comunidade homossexual de Boston assimilaram a ação de Byrne a uma caça às bruxas contra os homossexuais e o 9 de dezembro criaram o Comité Boston-Boise, nome que faz referência a um caso similar acontecido no Idaho dos anos cinqüenta. O grupo organiza manifestações, arrecada fundos para a defesa dos imputados e tenta sensibilizar a opinião pública através de ações como a distribuição de panfletos.

Garrett Byrne perdeu as seguintes eleções, às quais se apresentou para ser reelegido. O seu sucessor declarou que ninguém deveria temer ir para a prisão por manter relações sexuais com adolescentes, a menos que houvesse coerção. Todos os cargos foram retirados e os poucos acusados que haviam sido condenados ou que já haviam sido sentenciados foram postos em liberdade.8

O 2 de dezembro de 1978 Tom Reeves, do Comité Boston-Boise, convoca uma reunião sobre o tema "O amor homem/garoto e a idade de consentimento". Participaram nela cerca de 150 pessoas. Ao finalizar, uma trintena de homens e jovens decidem criar uma organização que iriam chamar de North American Man/Boy Love Association. No início dos anos oitenta a NAMBLA teria mais de 300 membros e receberia apoio de personalidades como o poeta Allen Ginsberg.9

Isolamento (1977-1978)[editar | editar código-fonte]

Após a rebelião de Stonewall algumas organizações estadunidenses e canadenses de defesa dos direitos dos homossexuais reivindicam a abolição da idade de consentimento, já que consideram que a liberação dos homossexuais não pode estar limitada pela sua idade.10 A Gay Activists Alliance (GAA, Aliança de Ativistas Gais), grupo cindido do Gay Liberation Front (GLF, Fronte Gay de Liberação) em dezembro de 1969, se opôs à idade de consentimento e criou um fórum de discussão sobre este assunto em 1976. Em 1972 as delegações da GAA de Chicago e Nova Iorque organizaram uma conferência que agrupou ativistas gays provenientes de 85 organizações diferentes.11 Após esta conferência cerca de 200 ativistas criam a Coalição Nacional de Organizações Gays e votam por uma Plataforma pelos Direitos dos Gays,12 que pedia a supressão "de todas as leis relativas à idade de consentimento". A National Gay Rights Coalition (Coalição Nacional pelos Direitos dos Gays) agiu na mesma direção, bem como a Gay Alliance Toward Equality (Aliança Gay pela Igualdade).13

A indiferença da opinião pública ante estas reivindicações tornou-se em hostilidade com a proliferação dos estereotipos sobre os homossexuais, percebidos como abusadores de crianças e produtores de pornografia infantil. Em 1977, Judianne Densen-Gerber, fundadora do centro de desintoxicação Odyssey House, e a miss EUA Anita Bryant, iniciaram, cada uma no seu lado, campanhas públicas contra os homossexuais. A primeira afirmava que eles produziam e distribuiam pornografia infantil em gran escala, enquanto a segunda, com o lema "Salvemos as nossas crianças", tentou apresentar todos os homossexuais como abusadores de menores, afirmando, por exemplo, que "os homossexuais têm necessidade de recrutar as nossas crianças para assegurar a supervivência e a difusão do seu movimento". A ação de Bryant serviu-lhe como coartada para endurecer a legislação e reduzir os direitos civis aos homossexuais no condado de Dade (Florida). Portanto a questão da idade de consentimento tornou-se um assunto muito discutido na comunidade gay, entre aqueles que eram en contra, a maior parte dos quals tinham relação com a NAMBLA, e aqueles que veiam nisso um mal necessário para a supervivência da comunidade.

Os desacordos tornaram-se evidentes na conferência que organizou a primeira marcha do orgulho gay de Washington, em 1979. Esta, além de criar diversos comités formais, devia traçar os princípios de funcionamento da marcha ("Os cinco pontos").14 Em primeiro lugar foi aprovada a proposta do Grupo de Jovens Gais (Gay Youth Caucus), que solicitava "liberdade penal total para os jovens homossexuais, após uma revisão das leis sobre idade de consentimento". No entanto, durante a primeira reunião do comité de coordinação nacional, um grupo de lésbicas ameaçou não participar na marcha se esta proposta não era modificada formalmente. A frase que substituiu a original, aprovada após uma sondagem por correio pela maioria de delegados, foi: É necessário "proteger os jovens gays e lésbicas de todas as leis que pretender discriminá-los, oprimí-los ou fustigá-los, na casa, na escola e no ambiente social e profissional".15

Em 1980 o grupo Lesbian Caucus do Lesbian & Gay Pride March Committee distribuiu folhetos instando as mulheres para não participarem na marcha gay anual de Nova Iorque por um suposto controle da NAMBLA sobre o comité da organização. No ano seguinte, como as lésbicas tinham ameaçado não assistir ao festival gay anual da Universidade de Cornell, o grupo Gay People at Cornell retirou a David Thorstad, fundador da NAMBLA, a invitação que tinha recebido anteriormente para ser mestre de cerimônias do festival. Nos anos seguintes, cada vez mais organizações de defesa dos direitos dos homossexuais tentaram impedir a participação da NAMBLA nas marchas do Dia do Orgulho Gay.

Em 1982 um membro da NAMBLA é relacionado falsamente com a desaparição do menino Etan Patz. Embora as acusações eram infundadas, a publicidade negativa foi desastrosa para a organização.16 A NAMBLA publicou um livro documentando os fatos, A Witchhunt Foiled: The FBI vs. NAMBLA.17 Em sua declaração posterior ante o Senado dos Estados Unidos a NAMBLA exonereu-se de qualquer atividade criminal.18

Em meados dos anos oitenta, a NAMBLA encontrava-se politicamente isolada, mesmo dentro do movimento gay. As organizações de defesa dos direitos dos homossexuais, que eram relacionadas com casos de abusos a menores, tinham abandonado o radicalismo dos seus primeiros anos19 para tentar melhorar a sua imagem face à opinião pública. O apoio aos "grupos percebidos como situados à margem da comunidade homossexual", como a NAMBLA, desapareceu então totalemente.19 Hoje em dia, quase todas as associações homossexuais rejeitam o menor vínculo com a NAMBLA, desaprovam os seus objectivos e tentam impedir que ela tiver a menor presência nas grandes celebrações do movimento LGBT.

Anos noventa-atualidade[editar | editar código-fonte]

Em 1994, a Gay and Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD) adotou uma resolução quanto à sua postura em relação à NAMBLA. Nela indica que a GLAAD "rejeita os objectivos da North American Man Boy Love Association (NAMBLA), os quais incluem a defesa de relacionamentos sexuais entre homens adultos e meninos, bem como a supressão das proteções legais da infência. Esses objetivos constituen uma forma de abuso infantil e são repugnantes para a GLAAD". O mesmo ano, o consello diretivo da National Gay and Lesbian Task Force (NGLTF) adotou a seguinte resolução em relação à NAMBLA: "A NGLTF condena todos os abusos para menores, de natureza sexual ou não, perpetrados por adultos. Conseqüentemente, a NGLTF condena os principais dirigentes da NAMBLA e de todas as organizações do mesmo gênero".

Expulsão da Associação Internacional de Gays e Lésbicas[editar | editar código-fonte]

O caso da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA) demonstra esta oposição. Em 1993 a ILGA, da qual a NAMBLA era membro desde dez anos atrás (segundo uma declaração da NAMBLA de 1994 esta organização contribui para a redação da constituição da ILGA)20 21 obtém um estatus consultivo como ONG no Conselho Económico e Social das Nações Unidas. Desde então, as suas conexões com a NAMBLA levantaram inúmeros protestos. Diversas organizações, a maioria religiosas, manifestam publicamente o seu repúdio.21 Os delegados dos EUA e do Reino Unido afirmaram que, quando foram para votar, eles ignoravam a participação de associações do ativismo pedófilo na ILGA. Organizações homossexuais chamaram a ILGA para cortar toda relação com o movimento pedófilo. A missão dos EUA na ONU enviou uma carta para exigir que a NAMBLA e mais dois grupos, o neerlandês Martijn e o alemão Project Truth, fossem expulsos dela. Em novembro o comité executivo da ILGA solicita a esses grupos para renunciarem voluntariamente. Nem só não renuncia nenhum deles, mas a NAMBLA publica esse mesmo mes um comunicado de imprensa no qual reafirma a sua condição de membro da ILGA.21

Em 1994 o senador republicano Jesse Helms apresenta no Parlamento um projeto de lei para suprimir 119 milhões de dólares de ajudas às Nações Unidas "até o presidente certificar que nenhuma agência de Nações Unidas concede nenhum tipo de estatus, acreditação ou reconhecimento oficial a nenhuma organização que promover, tolerar ou pretender a legalização da pedofilia, isto é do abuso sexual infantil". Esse foi votado por unanimidade pelo Congresso e a lei foi promulgada em abril de 1994 por Clinton.21

Em 1985 a ILGA tinha votado uma resolução declarando que "os jovens têm direito de decidir por si mesmos sobre a sua vida sexual e social [e que] as leis sobre a idade de consentimento tendem mais a os oprimir do que a os proteger". Embora este acordo aparente com a NAMBLA nove anos antes, a ILGA, na sua 6ª Conferência Mundial, celebrada em Nova Iorque em junho de 1994, vota a expulsão da NAMBLA, bem como de Martijn e Project Truth, acusando-os de ter por "escopo principal o apoio e a promoção da pedofilia", por 214 votos a favor e 30 em contra e aprova uma resolução para não permitir no futuro nenhum tipo de grupo ou associação pedófila. No entanto, apesar dessa exclusão, a ONU não concedeu à ILGA o papel consultativo especial prometido inicialmente.21

Os Curley contra a NAMBLA[editar | editar código-fonte]

No ano 2000, Robert e Barbara Curley, um casal de Boston, denunciou a NAMBLA pela morte do seu filho Jeffrey. Eles basearam suas acusações no fato de os autores do crime, Charles Jayne e Salvatore Sicari, ter acessado o sítio web da NAMBLA pouco antes dos fatos e a polícia ter achado na sua casa oito números de publicações da organização quando eles foram detidos.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) se interpôs para defender a NAMBLA em virtude da liberdade de expressão e conseguiu o descumprimento do caso. John Reinstein, presidente da ACLU de Massachusetts, declarou que, embora a NAMBLA "pode defener condutas atualmente ilegais", nada no seu sítio web "excusa ou incita à comissão de atos ilegais, como o assassinato ou a violação".22

Os Curley denunciaram então individualmente alguns membros da NAMBLA, entre eles David Thorstad, um dos fundadores, por homicídio involuntário. O processo foi arquivado em 2008 após um juiz decidiu que uma testemunha chave não era competente para declarar.23

Membros destacados[editar | editar código-fonte]

  • Bill Andriette, periodista. Juntou NAMBLA com a idade de 15 anos e foi redator do NAMBLA Bulletin durante seis.24
  • Samuel Delany, professor e escritor.25
  • Allen Ginsberg. Poeta. Foi o membro e defensor mais famoso e da NAMBLA.26
  • Harry Hay. Líder do movimento LGBT, apoiou a participação da NAMBLA nas celebrações do Orgulho Gay.27
  • David Thorstad. Historiador do movimento pelos direitos dos homossexuais e membro fundador.28

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

  • A NAMBLA é parodiada no episódio 54 da série televisiva South Park, titulado Cartman junta NAMBLA, bem como no episódio 203 da série Mr. Show.
  • No seu livro America: The Book A Citizen's Guide to Democracy Inaction (2004), o comediante John Stewart assimila a NAMBLA a um grupo de pressão, e no seu programa de televisão The Daily Show, na edição correspondente ao 27 de julho de 2006, recorre à NAMBLA para zombar doutros grupos de pressão, como a Agência Internacional de Energia Atómica ou UNICEF.
  • Os policiais da série Lei & Ordem: Unidade Especial perguntam freqüentemente a suspeitos de terem mantido relações sexuais com menores se eles são membros da NAMBLA.
  • O grupo de hardcore punk Leftöver Crack incluiu no seu álbum Rock the 40oz (2004) uma canção com o título "Muppet NAMBLA". O grupo grindcore Anal Cunt compôs o tema "I Gave NAMBLA Pictures of Your Kid", incluído no seu seu álbum It just gets worse (1999). Turbonegro, um grupo noruegués, faz referência à NAMBLA na canção "The midnight NAMBLA" do seu álbum Ass Cobra (1995).

NAMBLA e a rede internacional de pedofilia[editar | editar código-fonte]

A NAMBLA e seus membros freqüentemente se envolvem em ações ilegais relacionadas à pedofilia. Em 2005, uma operação policial do FBI prendeu vários integrantes da NAMBLA que negociavam viagens para o México, a fim de terem relacionamentos sexuais com meninos.29 . Os sete membros da NAMBLA acusados de atos criminosos constituem uma fatia representativa da sociedade estadunidense atual: um dentista de Dallas, um professor especializado de Pittsburgh, um professor substituto da Carolina do Sul, um faz-tudo do Novo México, um comissário de bordo de Chicago, que também era psicólogo, um operário de fábrica de papel e um treinador particular, ambos da Flórida. Foi preso também um quiropŕatico de Fullerton, que era pastor assistente em sua igreja protestante1 .

Em 2005 também foram encontradas pistas que ligavam um padre católico envolvido em abusos sexuais de menores com a NAMBLA.30 .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i SOTO, Onell R. FBI targets pedophilia advocates. The San Diego Union-Tribune, February 18, 2005
  2. a b Supremo Tribunal Federal, Habeas Corpus n° HC 74580 / SP , Relator Min. ILMAR GALVÃO, Julgamento: 17/12/1996
  3. Allen Ginsberg
  4. Haggerty, George E. Gay histories and cultures: an encyclopedia (em inglês). Londres: Taylor & Francis, 2000.
  5. Memorandum and Order on Motions to Dismiss (em inglês). United States District Court, 31-3-2003.
  6. Hannon, Gerard. "Men Loving Boys Loving Men" (em inglês). The Body Politic, nº 39 (dezembro 1977 - janeiro 1978).
  7. Steve Trinward, Pedophilia 3 – The Revere Ring. Freemarketnews.com, 16-1-2006.
  8. O'Carrol, Tom. Pedophilia: The Radical Case, notas do capítulo 13. Londres: Peter Owen, 1980.
  9. Jacobs, Andreas. "Allen Ginsberg's advocacy of pedophilia debated in community". Intermountain Jewish News, 21-6-2006.
  10. Warner, Tom. Never Going Back. Toronto: Universidade de Toronto, 2002, p. 120.
  11. Armstrong, Elizabeth A. Forging Gay Identities (em inglês). Chicago: Universidade de Chicago, 2002, p. 100.
  12. Texto da « Gay Rights Plataforms ».
  13. Smith, Miriam Catherine. Lesbian and Gay Rights in Canada (em inglês). Toronto: Universidade de Toronto, 1999, pp. 60-61.
  14. Programa (pdf), ver p. 23.
  15. Thorstad, David. "Man/Boy Love and the American Gay Movement" (em inglês). Journal of Homosexuality, nº 20, 1990, pp. 251-274.
  16. Jenkins, Philip. In: Philip. Moral Panic: Changing Concepts of the Child Molester in Modern America. [S.l.]: Yale University Press, 2004. 158 p. ISBN 978-0-300-10963-4 Página visitada em 2010-09-02.
  17. Kennedy, Hubert (1986-05-13). "A Witch-hunt foiled: The FBI vs. NAMBLA". The Advocate (446): 54.
  18. Haggerty, George. Gay histories and cultures: an encyclopedia (em inglês), p.627
  19. a b Matthew D. Johnson, NAMBLA, no sítio da 'Encyclopedia of Gay, Lesbian, Bisexual, Transgender, and Queer Culture, 2004.
  20. Replies to ILGA Secretariat (em inglês). NAMBLA, 1994.
  21. a b c d e Documentos sobre pornografía infantil en internet (em espanhol), Instituto Interamericano del Niño, la Niña y Adolescentes.
  22. Reinstein, John. "ACLU Agrees to Represent NAMBLA in Freedom of Speech Case". ACLU of Massachusetts Press Release, 9-6-2003.
  23. Saltzman, Jonathan. Curley family drops case against NAMBLA, The Boston Globe, April 23, 2008
  24. Lowenthal, Michael. "The Boy-lover Next Door", The Boston Phoenix, The Phoenix Media/Communications Group, 1996-10-24. Página visitada em 2010-10-05.
  25. Delany, Samuel R.; Freedman, Carl. In: Samuel R.. Conversations with Samuel R. Delany. [S.l.]: Univ. Press of Mississippi, 2009. 143 p. ISBN 978-1-60473-278-8 Página visitada em 2010-08-31.
  26. Haggerty, George. In: George. Gay histories and cultures: an encyclopedia. [S.l.]: Taylor & Francis, 2000. 627–628 p. ISBN 978-0-8153-1880-4 Página visitada em 2010-09-17.
  27. Bronski, Michael. "The real Harry Hay", The Phoenix, 2002-11-07. Página visitada em 2008-11-16.
  28. Kennedy, Hubert. "Sexual Hysteria—Then and Now", OurStories, Gay and Lesbian Historical Society of Northern California, pp. 17–18. Página visitada em 2010-09-10. “Ex-presidente da Activists Alliance de Nova Iorque e membro fundador da North American Man/Boy Love Association (NAMBLA), Thorstad é especialmente qualificado para escrever sobre este assunto.”
  29. Seven NAMBLA Members Busted in Sex Sting
  30. Ex-Priest Shanley Gets 12-15 Years for Rape