Nossa Senhora do Pópulo

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Portugal Nossa Senhora do Pópulo  
—  freguesia portuguesa extinta  —
Brasão de armas de Nossa Senhora do Pópulo
Brasão de armas
Nossa Senhora do Pópulo está localizado em: Portugal Continental
Nossa Senhora do Pópulo
Localização de Nossa Senhora do Pópulo em Portugal Continental
39° 23' 42" N 9° 07' 08" O
Concelho primitivo Caldas da Rainha
Concelho (s) atual (is) Caldas da Rainha
Freguesia (s) atual (is) Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório
Extinção 2013
Área
 - Total 12,10 km²
População (2011[1] )
 - Total 16 114
    • Densidade 1 331,7/km2 

Nossa Senhora do Pópulo foi uma freguesia portuguesa do concelho de Caldas da Rainha, com 12 km² de área e 16 114 habitantes (2011). Densidade: 1 342,8 hab/km².

Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo o seu território passado para a nova União das Freguesias de Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório da qual é a sede.[2]

Juntamente com a freguesia de Santo Onofre, constituía o núcleo urbano da cidade das Caldas da Rainha.

História[editar | editar código-fonte]

Embora se encontrem vestígios de povos primitivos nos arredores da localidade, toda a região pertencia aos coutos de Alcobaça, doados por Afonso I de Portugal aos monges da Ordem de Cister, estando compreendida no termo de Óbidos.

A constituição da freguesia remonta aos finais do século XV, por iniciativa da rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal.

De acordo com a lenda, quando a rainha se deslocava de Óbidos para a Batalha viu, no lugar da Copa, doentes que se banhavam nuns charcos. Admirada, perguntou-lhes porque o faziam, ao que lhe responderam que se curavam naquelas águas. A rainha, que se encontrava também debilitada, fez a experiência e rapidamente se encontrou curada. Devido a esse fato, decidiu que ali iria fundar uma pequena povoação.

Em 1485 criou-se o primeiro hospital. O grande desenvolvimento e prosperidade da povoação chegaram sob o reinado de João V de Portugal, que promoveu a reconstrução e ampliação do Hospital. Em Abril de 1755, ano em que se concluíram essas obras, o governo do Hospital foi retirado por José I de Portugal aos Cónegos Regrantes de São João Evangelista passando para as mãos da Coroa. A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo e a chamada piscina da Rainha foram quanto restou do primitivo hospital.

Economia[editar | editar código-fonte]

A nível económico, é a indústria de cerâmica que detém a supremacia das atividades na freguesia, uma tradição que remonta a nomes como os da Maria dos Cacos, Manuel Cipriano Gomes e outros. A agricultura da região é abundante em frutas e legumes, que abastecem diariamente o tradicional mercado na Praça da República, carinhosamente chamada pelos locais de "praça da Fruta".

Património[editar | editar código-fonte]

No aspecto patrimonial, a freguesia preserva:

Outros locais de interesse[editar | editar código-fonte]

A freguesia oferece ainda alguns locais de interesse turístico, como por exemplo:

Referências

  1. População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano) (em português) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 1 de Março de 2014. Cópia arquivada em 4 de Dezembro de 2013. "Informação no separador "Q601_Centro""
  2. Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território Pronúncia da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha sobre a Reorganização Administrativa do Território. Acedido a 11 de julho de 2013.
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