Nota escolar

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Nota escolar é a avaliação de um professor para o esforço de um aluno nos diversos graus do sistema de ensino, com provas escritas e/ou orais, trabalhos de todos os tipos (em grupo, individual), pontos extras por comportamento, etc. Os métodos de avaliação e as escalas de classificação divergem conforme o país.

Angola[editar | editar código-fonte]

Em Angola, a escala de classificação utilizada no sistema de ensino é de 0 a 20 valores, igual à escala utilizada no ensino secundário e superior em Portugal.[1]

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil não há uma classificação específica. A maioria das escolas brasileiras usam a escala de 0 - 10 ou 0 - 100. Na maioria dos colégios há 4 bimestres e o aluno precisa tirar no mínimo 6 para passar sem recuperação no bimestre e média final também 6 para não repetir o ano — porém há colégios com média 5, 7, 8 ou até 9; também tem escolas com o ano dividido em semestres ou trimestres.

Algumas universidades e cursos usam a escala de A - F.

No Rio de Janeiro, as escolas estaduais adotam o sistema de média cumulativa. Por exemplo, o aluno faz uma prova valendo 5,0 pontos, dois trabalhos valendo 1,5 e uma nova avaliação de 2,0 pontos, fazendo um total de 10,0 pontos. A ideia é de que diluindo mais as avaliações tira-se o peso da tão famigerada "prova". Alguns criticam este sistema e usam como argumento os pífios resultados das escolas públicas do Rio em avaliações nacionais de desempenho nos últimos anos. Todavia, é fato que diversas escolas andam adotando este sistema.

Classificações informais[editar | editar código-fonte]

  • Nota Vermelha ou Baixa: quando o aluno tira nota menor do a que a média.
  • Nota Média ou Mínima: quando o aluno tira na nota a média indicada pela escola para passar.
  • Nota Boa, Acima da Média ou Azul: quando o aluno ultrapassa a nota média.

Em algumas escolas são notas assim: 1 etapa vale 30 pontos e o minimo é 18, na 2 e na 3 etapa vale 35 pontos e o total é 100. Quando a pessoa não atinge a média,se diz que ela está "em recuperação". Segundo alguns teóricos, isso não é algo necessariamente ruim, mas uma etapa no processo de aprendizagem.

Alguns colégios adotam a recuperação paralela, ou seja, o aluno é submetido a um novo exame assim que não atinge a média para ver se consegue nota maior. Em alguns locais a recuperação se dá no meio do ano(ao final do 2° bimestre) ou ao final do ano letivo, meses de novembro ou dezembro. Tal recuperação pode ser um novo exame ou aulas seguidas de novos exames apenas para os alunos com notas baixas.

Já em outras escolas, o sistema de distribuição de notas pelo ano é: 1 e 2 etapas > Total: 30 pontos / Média: 18 (60 por cento) ou 19,5 (65 por cento) ou 21 (70 por cento) pontos; 3 etapa > Total: 40 pontos / Média: 24 (60 por cento) ou 26 (65 por cento) ou 28 (70 por cento) pontos.

Média A-F[editar | editar código-fonte]

Nota Classificação em números
A 10,0 - 9
B 8,9 - 8
C 7,9 - 7
D 6,9 - 6
E 5,9 - 5
F Abaixo de 5

Cabo Verde[editar | editar código-fonte]

Em Cabo Verde, a escala de classificação utilizada no sistema de ensino é de 0 a 20 valores, igual à escala utilizada no ensino secundário e superior em Portugal.[1]

Guiné-Bissau[editar | editar código-fonte]

Na Guiné-Bissau, a escala de classificação utilizada no sistema de ensino é de 0 a 20 valores, igual à escala utilizada no ensino secundário e superior em Portugal.[2]

Moçambique[editar | editar código-fonte]

Em Moçambique, a escala de classificação utilizada no sistema de ensino é de 0 a 20 valores, igual à escala utilizada no ensino secundário e superior em Portugal.[1]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, no ensino básico é usado um sistema de classificação na escala de 1 a 5: [3]

  • 5 (muito bom ou excelente) é a nota mais elevada (90-100%),
  • 4 (bom) (70-89%),
  • 3 (satisfaz) indica um desempenho "médio" (50-69%),
  • 2 (não satisfaz) (20-49%),
  • 1 (não satisfaz nada) é a nota mais baixa (0-19%).

No ensino secundário e superior é utilizada uma escala de 0 (zero) a 20 valores. Fica aprovado numa unidade curricular o aluno que nela obtenha uma classificação não inferior a 10.[4]

Classificação Qualificação
20

17,5
Excelente
17,4

15,5
Muito bom
15,4

13,5
Bom
13,4

9,5
Suficiente
9,4

3,5
Insuficiente
3,4

0
Mau

São Tomé e Príncipe[editar | editar código-fonte]

Em São Tomé e Príncipe, os sistemas de classificação do ensino básico, secundário e superior são iguais aos portugueses.[2]

Suécia[editar | editar código-fonte]

Na Suécia o sistema de notas compreende as classificações A-B-C-D-E-F.
A corresponde à melhor prestação, e F à pior.
A-B-C-D-E significam aprovação, e F reprovação. Para alunos com numerosas faltas, será atribuído um "traço" - streck.
Este sistema entrou em vigor em 2011-2012, fazendo parte do novo Plano de Estudos - o Lgr11, segundo o qual serão atribuídas notas a todos os alunos do 6.º ao 9.º anos da escola básica assim como do 1.º ao 3.º anos do ginásio. [5] [6]

Timor-Leste[editar | editar código-fonte]

Em Timor-Leste, os sistemas de classificação do ensino básico, secundário e superior são iguais aos portugueses. Entre 1975 e 2002, em virtude da sua anexação pela Indonésia, no território timorense adotou-se a escala de 1 a 10 da classificação indonésia.[2]

Referências

  1. a b c Ministério da Educação. Portaria n.º 224/2006 de 8 de março.
  2. a b c Ministério da Educação. Portaria n.º 699/2006 de 12 de julho.
  3. Ministério da Educação e Ciência. Despacho normativo n.º 24-A/2012.
  4. Ministério da Ciência, Inovação e Ensino Superior. Decreto lei nº 42/2005 de 22 de fevereiro.
  5. Skolverket (Direção Geral das Escolas da Suécia). En ny betygsskala (Uma nova escala de notas).
  6. Skolverket (Direção Geral das Escolas da Suécia). Frågor och svar om kursplaner och betyg (Perguntas e respostas sobre Planos de Curso e Notas).