Oceania

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Oceania

Mapa da Oceania

Vizinhos Ásia e Antártica
Divisões  
 - Países 16
 - Dependências 22
Área  
 - Total 9 008 458 km²
 - Maior país Austrália
 - Menor país Nauru
Extremos de elevação  
 - Ponto mais alto Puncak Jaya, Nova Guiné (4 884 m)
 - Ponto mais baixo Lago Eyre, Austrália (-15 m)
População  
 - Total 32 000 000 habitantes
 - Densidade 4,0 hab./km²
Idiomas bislamá, castelhano, chamorro, fidjiano, francês, gilbertês, havaiano, indonésio, inglês, língua de sinais da Nova Zelândia, maori, marquesano, marshalês, nauruano, palauense, Rapanui, taitiano, toquelauano

Oceania (português brasileiro) ou Oceânia (português europeu) é um continente, composta por vários grupos de ilhas do oceano Pacífico (Polinésia, Melanésia e Micronésia). O termo Oceania foi criado em 1831 pelo explorador francês Dumont d'Urville. O termo é usado hoje em vários idiomas para designar um continente que compreende a Austrália e ilhas do Pacífico adjacentes.[1] [2] [3]

Os limites da Oceania são definidos de várias maneiras. A maioria das definições reconhecem partes da Australásia como a Austrália, Nova Zelândia e Nova Guiné, e parte do Arquipélago Malaio como sendo partes da Oceania.[4] [5] [6]

Embora as ilhas da Oceania não formem um continente verdadeiro, a Oceania, às vezes, é associada com o continente da Austrália ou com a Australásia, com o propósito de dividir o planeta em agrupamentos continentais. É o menor "continente" em área e em população (com exceção a Antártica).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo Oceania foi recebido pelo continente por iniciativa do naturalista francês René Primevère Lesson. Lesson nasceu a 20 de março de 1794 em Rochefort e morreu em 28 de abril de 1848; O naturalista era médico e farmacêutico naval. Quando era tripulante da corveta Coquille, viajou por um bom tempo pelo Oceano Pacífico com a missão de realizar pesquisas científicas para servir de fonte de seus livros de anatomia e taxonomia de mamíferos, pássaros, beija-flores. Além disso, há depoimentos de viagem, livros de história e botânica datados de 1828. Daí a origem etimológica do termo: a palavra "oceano" mais o sufixo "ia", da mesma forma que acontece com outros topônimos tais como Germânia, Betânia, Transilvânia, Tripolitânia, entre outros, porque na ortografia portuguesa, a letra "a" tem acento circunflexo, enquanto na ortografia brasileira não há acentuação, sendo utilizado com mais frequência a ortografia brasileira.

A forma "Oceania" (sem acento circunflexo, ou seja, com a sílaba tónica em "ni") é usual e aceita no Brasil, sendo usual mas considerada incorreta em Portugal. A forma "Oceânia" é constante na maioria das fontes consagradas, ainda que o uso prefira a pronúncia "Oceania".[7] [8] [9] [10]

História[editar | editar código-fonte]

Durante os Períodos Glaciais, Austrália, Nova Guiné e Tasmânia eram ligadas por pontes terrestres, formando um único continente, conhecido como Sahul. Os australoides, primeiro povo a habitar a região, eram os antepassados dos atuais papuas e dos aborígenes australianos, que devem ter chegado a Sahul há 60 000 anos.

A seguinte onda significativa de emigrantes só aconteceu em 6000 a.C., quando povos austronésios vindos de Taiwan se espalharam pelas Filipinas e Índias Orientais e chegaram à Nova Guiné, miscigenando-se com os nativos australoides, originando a heterogênea população da Melanésia. Por volta de 1500 a.C., esses austronésios, os maiores navegantes da pré-história, chegaram às Fiji - vindos de Vanuatu e, pouco depois, a Tonga e a Samoa, ponto de (partida) para a posterior expansão polinésia para o Pacífico Oriental, acabando na ocupação de ilhas tão distantes como o Havaí, ao norte, a Nova Zelândia ou Aotearoa (seu nome polinésio), ao sul e a ilha de Páscoa ou Rapa Nui, ao leste.

A povoação das ilhas da Micronésia teve origens étnicas distintas: filipinos em Palau e Yap, habitantes do arquipélago Bismarck nas ilhas Truk, tuvaluanos (que encontram origem nas Fiji) nas Ilhas Marshall, por exemplo. Isso é comprovável por traços culturais e linguísticos. Já os povos da Polinésia encontram origens étnicas, linguísticas e culturais semelhantes. Símbolos da cultura polinésia conhecidos mundialmente são as estátuas tiki e a festa lūʻau, além de seu estilo de tatuagem.

Os austronésios guiaram-se unicamente com a localização dos astros, direção do vento e características das ondas - que revela a localização de ilhas. Dominavam a cerâmica, que foi um dos símbolos da cultura lápita, cujo estilo singular da mesma era ricamente decorado e que, em cerca de 500 a.C., foi substituída por peças simples e sem decoração na Samoa. Também dominavam a agricultura, encontrando subsistência no taro, no inhame, na batata-doce, na mandioca, na banana, no coco, na cana-de-açúcar e no arroz.

A colonização da Austrália[editar | editar código-fonte]

Retrato do comandante James Cook, por Nathaniel Dance (1775).

Os britânicos incorporaram a Austrália aos seus domínios em 1770. No ano da incorporação oficial, habitaram a ilha-continente cerca de 300 mil nativos, divididos em mais de 600 tribos, que falavam mais de 500 dialetos. Viviam num estágio cultural bastante primitivo, desconhecendo até a prática agrícola.

No século XVIII, a ocupação britânica restringiu-se à implantação de colônias penais, a mais importante delas nas proximidades da cidade de Sydney, e à fixação de um pequeno número de colonos, que constataram as grandes possibilidades de se desenvolver a pecuária com sucesso na colônia.

A pecuária, principalmente a ovina, cresceu em imponência no século XIX, bem como a atividade agrícola, principalmente voltada à produção do trigo. O que provocou um grande surto populacional na colônia ao longo desse século foi, no entanto, a descoberta de ouro na província de Vitória. Na virada do século, a população australiana era de aproximadamente três milhões de habitantes. Em 1901, a Austrália transformou-se numa federação autônoma, a Comunidade da Austrália, iniciando um acelerado processo de expansão da agropecuária e da indústria. Isso determinou a necessidade de se incrementar, particularmente no pós-guerra, as correntes migratórias. De 1945 a 1970, o país recebeu aproximadamente três milhões de imigrantes, cerca de 50% de origem britânica. Atualmente a Austrália é um dos países que exercem maior controle sobre a imigração estrangeira.

A colonização da Nova Zelândia[editar | editar código-fonte]

Quando a Nova Zelândia foi formalmente ocupada pelos britânicos em 1840, as suas ilhas eram habitadas pelos maoris, povo de origem polinésia. De 1845 a 1870, com a intensificação da colonização, ocorreram pesados conflitos entre britânicos e maoris, contrários à ocupação de suas terras.

Derrotados, os maoris, que foram reduzidos de 300 000 para pouco mais de 40 000, assinaram uma série de acordos com os colonizadores. Assim, teve início uma era de paz e prosperidade na Nova Zelândia.

A atividade agropecuária foi a mais importante para o sucesso da colonização. Destacaram-se a criação de ovinos para produção de e o cultivo de trigo, na fértil planície de Canterbury. A partir de 1860, foi a extração do ouro que funcionou como importante fator de atração populacional, garantindo a continuidade do processo de colonização.

A Nova Zelândia passou à condição de colônia britânica em 1870, alcançando sua autonomia política após a Primeira Guerra Mundial. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Nova Zelândia deixou de pertencer à esfera de influência britânica, passando á esfera de influência dos Estados Unidos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Regiões da Oceânia

O Novíssimo Mundo - assim chamado por ter sido descoberto apenas em 1770, pelo inglês James Cook - é formado por milhares de ilhas de diversas extensões, desde pequenos atóis coralígenos até a Austrália, pouco menor que o Brasil. Ocupa ao todo uma área de mais de 8.900.000 quilômetros quadrados nos quatro hemisférios: estende-se de 21 graus de latitude norte a 50 graus de latitude sul e de 111 graus de longitude leste a 119 graus de longitude oeste.[11]

Atravessada pela linha do Equador e pelo Trópico de Capricórnio, a Oceania localiza-se nas zonas climáticas intertropical e temperada do sul. Devido à sua grande extensão de leste para oeste, abrange oito fusos horários, inclusive a linha que determina a mudança de data (Linha internacional de mudança de data).[11]

O monte Otemanu em Bora Bora, na Polinésia Francesa.

Além de inúmeras possessões não-independentes, administradas por países europeus, pelos Estados Unidos ou por nações desenvolvidas do continente, a Oceania inclui 14 Estados soberanos, entre os quais se destacam a Austrália e a Nova Zelândia, pelo grande desenvolvimento econômico, e a Papua-Nova Guiné, o segundo país do continente em população e área territorial.[11]

Os demais, de extensão reduzida, população numericamente inexpressiva e economia subdesenvolvida, são: Fiji, Samoa Ocidental, Nauru, Tonga, ilhas Salomão, Vanuatu, Kiribati, Palau, Estados Federados da Micronésia e Tuvalu.[11] Devido ao grande número de ilhas, costuma-se dividir o continente em:[12]

Pertencente ao Chile, a ilha de Páscoa abriga um mistério histórico: de que forma seus antigos habitantes transportaram e puseram de pé as enormes estátuas espalhadas pela ilha.

Embora grande parte das ilhas seja de origem vulcânica ou formada por atóis coralígenos, as características físicas do continente oceânico são muito variadas. Por isso, faremos um estudo setofizado de seus traços dominantes.[13]

Trata-se um continente sem nenhuma fronteira terrestre entre seus 14 países constituintes. A única linha divisória política terrestre é entre Ásia e Oceania, a fronteira entre a Indonésia e a Papua-Nova Guiné. Cultural, linguística e etnicamente, o estado indonésio de Irian Jaya, tido como sendo asiático, é semelhante à Papua-Nova Guiné, habitados pelos povos papuas. Geograficamente a ilha de Nova Guiné, inteira, faz parte da Australásia, portanto Oceania. Os motivos para classificar seu lado ocidental como asiático são meramente políticos.

Austrália[editar | editar código-fonte]

Banhada ao sul e a oeste pelo oceano Índico, a noroeste pelo mar de Timor e a leste pelos mares de Coral e da Tasmânia, a Austrália é uma ilha-continente (assim chamada devido à sua vasta extensão).[14]

Contornando todo o território australiano, encontram-se as planícies, que se tornam bastante largas no norte, junto ao Golfo da Carpentária, e no sudeste, próximo aos rios Murray e Darling. As montanhas que formam os Alpes Australianos localizam-se no leste e no sudeste; são de altitudes modestas, alcançando o máximo de 2.230 metros (Monte Kosciuszko).[14]

A maior parte do país é constituída por planaltos geralmente baixos e relativamente planos, dos quais se destacam, entre outros, os montes MacDonell e Musgrave, bem como os desertos Vitória, Gibson, Simpson e outros menores, que ocupam todo o centro-oeste do território australiano.[14]

Coala escalando uma árvore.

A distribuição do relevo australiano, mais elevado no leste, influencia a drenagem dos maiores rios do continente - Darling e Murray -, que correm em direção ao sudoeste. Há ainda os rios Flinders, Vitória, Cooper, Ashburton e outros, localizados no leste e no norte do país. Em alguns desses manifesta-se uma característica da hidrografia australiana: o regime intermitente, determinado pelas condições climáticas.[14]

Pontilham o território australiano lagos cuja origem se deve à depressão relativa do relevo, inclinado para o interior, existindo grandes formações lacustres até mesmo em meio ao deserto.[14]

Verifica-se na Austrália, cortada pelo Trópico de Capricórnio, a presença de climas tropicais e subtropicais, com temperaturas elevadas no norte e mais amenas no sul, onde ocorrem chuvas com maior freqüência. O clima do tipo mediterrâneo, com verão seco, manifesta-se em áreas do sudoeste e do sul. Nas vastas extensões semiáridas e desérticas do centro-oeste o clima apresenta-se bastante quente.[15]

A curiosa paisagem australiana, o Uluru, em primeiro plano, e o scrubb, estepe australiana, ao fundo.

A nordeste do país localiza-se a Grande Barreira de Coral, que se estende no mar de Coral, por mais de 2000 km.[15]

Em decorrência do clima, recobrem quase totalmente essa ilha as savanas e as estepes (lá denominadas scrubb), além das grandes extensões semiáridas e desérticas. Há também, entretanto, manchas de florestas tropicais e subtropicais ocupando as áreas úmidas do norte, leste e sudoeste.[15]

Como a Austrália foi separada dos demais continentes há mais de 50 milhões de anos, desenvolveu uma fauna única, em que se destacam o ornitorrinco, um mamífero com bico e pelo, e os marsupiais, como os cangurus e os coalas, animais cujos filhotes são criados numa bolsa existente no corpo da mãe durante o período de amamentação.[15]

Nova Zelândia[editar | editar código-fonte]

Extensas planícies recobertas por vegetação rasteira e clima ameno fazem da Nova Zelândia um dos maiores criadores de ovinos do mundo.
Milford Sound, um dos principais pontos turísticos da Nova Zelândia.

Esse país é formado por duas ilhas principais, a do Norte e a do Sul, separadas pelo estreito de Cook. De origem vulcânica, a Ilha do Norte apresenta vulcões ativos, fontes termais e gêiseres (fontes quentes com erupções periódicas), enquanto a ilha do Sul caracteriza-se pelo relevo acidentado que contorna todo o litoral. Os Alpes Neozelandeses, que têm como ponto culminante o monte Cook, com 3.764 metros, são a mais destacada elevação.[16]

A planície litorânea ou costeira, conhecida por Canterbury, aparece em estreitas faixas ao redor de toda a ilha e alarga-se no extremo leste da ilha do Sul.[16]

Devido à reduzida extensão do arquipélago neozelandês, os rios que percorrem suas ilhas são de pequeno curso, não chegando a formar grandes bacias. As formações lacustres existentes são todas de origem glacial.[16]

Em termos climáticos, a Nova Zelândia encontra-se na zona subtropical sul, com temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas pelo ano todo. Deriva da influência desse clima uma vegetação representada pela floresta aciculifoliada e por formações arbustivas e herbáceas. Uma curiosidade: a Nova Zelândia possui a maior floresta artificial do globo, Kaingaroa.[16]

Melanésia, Micronésia e Polinésia[editar | editar código-fonte]

Praia de águas cristalinas no atol de Rangiroa, na Polinésia Francesa.

Espalhadas por uma enorme área do Oceano Pacífico, essas milhares de ilhas têm origem vulcânicas ou coralígena.[16]

Seu relevo apresenta, em geral, planaltos baixos e desgastados, embora haja muitos exemplos de formações geológicas mais recentes. Algumas ilhas encontram-se no Círculo de fogo do Pacífico, que abrange os pontos da Terra mais sujeitos a vulcanismo e a abalos sísmicos. Somente no arquipélago do Havaí há três grandes vulcões: Mauna Kea, Mauna Loa e Kilauea.[17]

Nas ilhas recobertas por depósitos de coral o solo é geralmente arenoso, nem sempre propício à agricultura, mas muitas vezes fonte de recursos minerais importantes, como o fosfato.[17]

A hidrografia, em virtude da pequena extensão dos territórios, é insignificante, havendo casos de ilhas que nem sequer possuem rios ou lagos de água doce. A maior parte dos arquipélagos está sob influência do clima tropical, cujas características, no entanto, são amenizadas pela proximidade do oceano, o que propicia chuvas abundantes e amplitudes térmicas reduzidas.[17]

Em virtude dessas condições, há ilhas, ou parte delas, recobertas por densa floresta equatorial, ao passo que em outras a única vegetação existente são esparsos coqueiros ou uma pequena cobertura herbácea.[17]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sydney, a cidade mais populosa da Austrália e do continente.

A Oceania é chamada de Novíssimo Mundo, pois foi o último continente a ser descoberto pelos europeus, que lá chegaram no século XVII. Só no fim do século XVIII teria início a colonização, com a chegada de prisioneiros britânicos obrigados a trabalhar na lavoura.[17]

Quase todas as ilhas da Oceania têm a população composta majoritariamente por indígenas. Excetuam-se a Austrália e a Nova Zelândia, em que os brancos europeus - entre os quais predominam os de origem britânica - constituem a maioria dos habitantes.[17]

Os grupos humanos melanésios, micronésios e polinésios costumam migrar de um arquipélago para outro em busca de melhores condições de trabalho, havendo, por isso, alto grau de miscigenação. Em algumas ilhas verifica-se a presença de grandes parcelas de indianos e chineses.[18]

Auckland, a cidade mais populosa da Nova Zelândia.

A densidade demográfica dos arquipélagos varia. Por exemplo, Austrália - 2,2 hab/km² - e Papua-Nova Guiné - 7,7 hab/km² - apresentam taxas de ocupação baixíssimas, enquanto Nauru e Tonga respondem pelas duas maiores concentrações da Oceania: mais de 380 e mais de 163 hab/km², respectivanente.[18]

A distribuição populacional está ligada, geralmente, ao grau de desenvolvimento econômico. Assim, Austrália e Nova Zelândia têm 85% ou mais de sua população estabelecidos nas zonas urbanas, enquanto o restante das ilhas a maioria dos habitantes ocupa as áreas rurais, o que indica uma industrialização inexpressiva. A agricultura e o extrativismo constituem a base de sua economia. Os primitivos habitantes da Austrália, conhecidos como aborígenes, habitam o país há pelo menos 5.000 anos.[18]

As principais cidades da Oceania são: Sydney, Melbourne e Brisbane, na Austrália; Auckland e Wellington, na Nova Zelândia; Port Moresby, capital da Papua-Nova Guiné.[18]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Map of Oceania-Pacific wide.svg

Regiões[editar | editar código-fonte]

Nome da região, seguida por país, capital e bandeira Área
(km²)
População Densidade habitacional Capital
Australásia
 Austrália 7 686 850 21 050 000 2,5 Camberra
Ilha do Natal (Austrália) 135 1493 3,5 Flying Fish Cove
Ilhas Cocos (Keeling) (Austrália) 14 632 45,1 West Island
 Nova Zelândia 268 680 4 108 037 14,5 Wellington
Ilha Norfolk (Austrália) 35 1866 53,3 Kingston
Melanésia
Timor-Leste (normalmente considerada uma nação da Ásia) 15 007 947 000 8,0 Díli
Fiji 18 270 856 346 46,9 Suva
Indonésia (apenas a parte da Oceania) 499 852 4 211 532 8,4 Jacarta
 Nova Caledônia (França) 19 060 207 858 10,9 Nouméa
Papua-Nova Guiné 462 840 5 172 033 11,2 Port Moresby
Ilhas Salomão 28 450 494 786 17,4 Honiara
 Vanuatu 12 200 196 178 16,1 Port Vila
Micronésia
Estados Federados da Micronésia 702 135 869 193,5 Palikir
Guam (EUA) 549 160 796 292,9 Hagåtña
 Kiribati 811 96 335 118,8 Bairiki
Ilhas Marshall 181 73 630 406,8 Majuro
Nauru 21 12 329 587,1 Distrito-capital de Yaren
Marianas Setentrionais (EUA) 477 77 311 162,1 Saipan
Palau 458 19 409 42,4 Melekeok
Polinésia
 Samoa Americana (EUA) 199 68 688 345 2 Pago Pago, Fagatogo
Ilhas Cook (NZ) 240 20 811 86,7 Avarua
Polinésia Francesa (França) 4167 257 847 61,9 Papeete
Niue (NZ) 260 2134 8,2 Alofi
 Pitcairn (RU) 5 47 10 Adamstown
Samoa 2944 178 631 60,7 Apia
 Toquelau (NZ) 10 1431 143,1 não possui capital
Tonga 748 106 137 141,9 Nuku'alofa
 Tuvalu 26 11 146 428,7 Funafuti
 Wallis e Futuna (França) 274 15 585 56,9 Mata-Utu
Total 9 008 458 35 834 670 4,0

Economia[editar | editar código-fonte]

Com exceção da Austrália e da Nova Zelândia, todos os demais países da Oceania apresentam características de subdesenvolvimento. Suas principais atividades econômicas são o extrativismo e, com raras exceções, a agricultura.[20]

Extrativismo[editar | editar código-fonte]

Rocha de fosfato, junto com um penny americano para demonstrar o tamanho.

No que se refere aos recursos minerais, ocupa posição privilegiada a ilha de Nauru, cuja única fonte de divisas são suas grandes jazidas de fosfato. Em virtude do pequeno número de habitantes, a receita obtida com a exportação desse produto assegura a Nauru um PIB per capita que figura entre os mais altos do mundo. Por outro lado, o país importa quase tudo de que precisa, desde alimentos até remédios e artigos manufaturados. Além disso, a julgar pelo atual ritmo de consumo, suas reservas de fosfato deverão extinguir-se dentro de 30 anos.[20]

Devem-se citar também Papua-Nova Guiné, com suas jazidas de minerais não-ferrosos, ouro e cobre, exploradas, entretanto, por companhias australianas, e as ilhas Salomão, que possuem grandes reservas, ainda pouco exploradas, de ouro, prata, cobre, fosfato, asbesto e bauxita. A Austrália, por sua vez, tem uma indústria extrativa atuante, que exporta minério de ferro e produz 70% petróleo consumido internamente.[20]

No plano do extrativismo vegetal, a copra (amêndoa seca do coco, de que se extrai óleo) é importante fonte de divisas para quase todos os pequenos países da Oceania. As Ilhas Salomão e Samoa exportam também madeiras finas.[20]

A pesca é significativa nas Ilhas Salomão, em Fiji e em Kiribati; este último tem no guano (depósitos de fosfato derivados do excremento de aves marinhas) outro importante recurso econômico.[20]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Como, em geral, o solo se mostra pouco propício, a atividade agrícola na maioria das ilhas não alcança grande envergadura, produzindo quase sempre apenas para consumo interno. São exceções: Papua-Nova Guiné, com suas colheitas de café, cacau e chá; em menor grau, Samoa, onde se cultiva cacau,milho,frutas citricas, coco, banana e abacaxi, e Tonga, que exporta bananas e sementes oleaginosas. A pecuária nas pequenas ilhas é insignificante ou inexistente.[20]

Já os dois maiores e mais desenvolvidos países apresentam outro panorama. A Austrália, além de exportar trigo, possui grandes rebanhos ovinos e bovinos, que, fornecendo e carne, constituem outra fonte de divisas. Na economia da Nova Zelândia, cuja produção agrícola abastece o mercado interno, destaca-se a pecuária, que propicia carne, lã e laticínios exportados em larga escala.[21]

Indústria[editar | editar código-fonte]

Nas pequenas ilhas e na Papua-Nova Guiné, as indústrias, quando existem, são em geral instaladas para beneficiar algum produto originado do extrativismo. Enquadram-se nesse caso Papua-Nova Guiné (azeite de dendê e borracha) e Fiji (açúcar e pescado em conserva).[21]

Condições totalmente diferentes são as encontradas na Austrália e na Nova Zelândia, cujo amplo parque industrial compreende desde as indústrias de base até as de bens de consumo. São os únicos países do continente que integram o bloco dos países desenvolvidos segundo o IDH.[21]

Na Austrália, a indústria responde por cerca de 20% do Produto Interno Bruto. Destacam-se as indústrias de aço, de automóveis, mecânicas, de produtos químicos e as refinarias de petróleo, concentradas no sudeste.[21]

Para a Nova Zelândia, menos industrializada que a Austrália, a atividade industrial representa também cerca de um quarto do Produto Interno Bruto, sendo significativa a produção de alimentos, seguida dos setores têxteis, de construção, siderúrgicos e outros.[21]

Comércio[editar | editar código-fonte]

A importância mundial da economia japonesa vem tornando o leste asiático uma região cada vez mais destacada, tornando-se um dos polos econômicos mundiais. Na Oceania, devido ao seu grau de desenvolvimento social e industrialização, a Austrália vem adquirindo maior destaque em toda a área do Pacífico.[22]

A tradicional influência britânica vem-se mesclando à norte-americana e à japonesa e as relações comerciais regionais tornam-se cada vez mais fortes. Além disso, Austrália e Nova Zelândia têm procurado uma posição política e diplomática independente, assumindo pequenos papeis de liderança em relação aos pequenos países do continente.[22]

Referências

  1. Atlas of Canada Web Master (2004-08-17). The Atlas of Canada - The World - Continents. Atlas.nrcan.gc.ca. Página visitada em 2009-04-17.
  2. List of IOC members (122) by continent. International Olympic Committee: 112th session, Moscow 2001
  3. Encarta Mexico "Oceanía". Mx.encarta.msn.com. Página visitada em 2009-04-17.
  4. Merriam Webster's Online Dictionary (based on Collegiate vol., 11th ed.) 2006. Springfield, MA: Merriam-Webster, Inc.
  5. See, e.g., The Atlas of Canada - The World - Continents
  6. United Nations Statistics Division - Countries of Oceania. Millenniumindicators.un.org. Página visitada em 2009-04-17.
  7. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa: A pronúncia de oceânia
  8. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa: Oceânia
  9. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa: Hungria, Turquia e Oceânia
  10. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa: - Glossário: OCEÂNIA
  11. a b c d ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 124. vol. 4.
  12. a b c d e ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 125. vol. 4.
  13. ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1991. p. 130. vol. 4.
  14. a b c d e ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 126.
  15. a b c d ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 127.
  16. a b c d e ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 128.
  17. a b c d e f ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 129.
  18. a b c d ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 130. vol. 4.
  19. [1]
  20. a b c d e f ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 131. vol. 4.
  21. a b c d e ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 132. vol. 4.
  22. a b ANTUNES, Celso. Geografia e participação: Europa, Ásia, África e Oceania. São Paulo: Scipione, 1996. p. 133. vol. 4.

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