Nova Guiné

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Nova Guiné (the king edward)
LocationNewGuinea.png
Geografia física
País Indonésia e Papua-Nova Guiné
Localização Melanesia
Ponto culminante Pirâmide Carstensz ou Puncak Jaya, 4 884 m
Área 785 753  km²
Geografia humana
População ver Papua-Nova Guiné
New guinea blank.svg

Nova Guiné é uma ilha no sudoeste do Oceano Pacífico, a leste do arquipélago malaio, com o qual por vezes é incluída, formando o arquipélago indo-australiano.[1] É a segunda maior ilha do mundo, com uma área de 786 000 quilômetros quadrados, pertence geologicamente, junto com a Austrália, ao continente de Sahul,[2] [3] também conhecido como Grande Austrália.[4] As duas massas de terra se separaram quando a região conhecida hoje em dia como estreito de Torres foi inundada, após o último período glacial. Antropologicamente, é considerada parte da Melanésia. Politicamente, a metade ocidental da ilha é conhecida como Papua Ocidental, dividida em duas províncias da Indonésia, enquanto a parte oriental forma a maior parte da Papua-Nova Guiné. Tem uma população de cerca de 7,6 milhões de habitantes, com uma consequente densidade populacional baixa, de 8 hab. A Nova Guiné foi descoberta pelo explorador português Jorge de Menezes.

A Nova Guiné se diferencia da Austrália, seu vizinho meridional mais seco, mais plano,[5] e menos fértil[6] [7] por sua geologia vulcânica ativa, com seu ponto mais alto, Puncak Jaya, atingindo uma altitude de 4 884 metros. As duas massas de terra, no entanto, partilham uma mesma fauna, com a presença ostensiva de marsupiais, incluindo wallabies e gambás, além do célebre monotremado (mamífero ovíparo) a équidna. Além de morcegos e de cerca de duas dúzias de gêneros indígenas de roedores,[8] não existe na ilha qualquer outro animal placentário anterior à chegada dos humanos. Porcos, diversas espécies de ratos e o ancestral do cão-cantor-da-nova-guiné foram introduzidos posteriormente à colonização humana.

A antropóloga Margaret Mead celebrizou o território no campo científico ao realizar uma investigação sobre a construção sócio-cultural do género nas tribos Arapesh, Mundugumor e Tchambuli[9] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

A ilha é banhada a sul pelo estreito de Torres e mar de Arafura, que a separam do continente australiano, a leste pelo mar de Salomão e mar de Bismarck e a norte pelo Oceano Pacífico. O seu extremo noroeste é formado por uma grande península denominada Península da Cabeça de Pássaro, que remata a enorme Baía Cenderawasih. Em seu interior, cortando-a de leste a oeste, erguem-se os Montes Maoke e suas subdivisões, onde localizam-se os pontos mais elevados da ilha, destacando-se a Pirâmide Carstensz e seus 4 884 metros (ponto culminante da Indonésia). Destacam-se também o Puncak Trikora com 4 750 m. (também em Irian Jaya) e o Monte Wilhelm com 4 505 m. Em Papua-Nova Guiné (ponto mais elevado desse país e da Oceania), entre outras montanhas relevantes e muitos vulcões, frutos de uma atividade tectônica marcante do movimento constante das placas continentais.

Essa ilha integra dois continentes, a Ásia e a Oceania. A parte oeste da ilha compõe o território da Indonésia, um país asiático. Já a parte leste forma a Papua-Nova Guiné, que integra a Oceania. Do ponto de vista cultural, toda a ilha da Nova Guiné deveria ser considerada parte da Oceania, devido aos laços culturais entre os povos das ilhas desse continente.

Tem uma área de cerca de 829 200 km², o que faz dela uma das maiores ilhas do mundo, e uma população estimada em 5 200 000 habitantes.

Referências

  1. Wallace, Alfred Russell (1863). On the Physical Geography of the Malay Archipelago. Página visitada em 30-11-2009.; Wallace, Alfred Russel. The Malay Archipelago. Londres: Macmillan and Co, 1869. p. 2.
  2. Ballard, Chris. . "Stimulating minds to fantasy? A critical etymology for Sahul". Sahul in review: Pleistocene archaeology in Australia, New Guinea and island Melanesia: 19–20 pp.. Canberra: Universidade Nacional Australiana. ISBN 0-7315-1540-4.
  3. Allen, J. e R. Jones (eds). Sunda and Sahul: Prehistorical studies in Southeast Asia, Melanesia and Australia. Londres: Academic Press, 1977. ISBN 0-12-051250-5
  4. Allen, Jim; Gosden, Chris; Jones, Rhys e White, J. Peter. (1988). "Pleistocene dates for the human occupation of New Ireland, northern Melanesia". Nature 331 (6158): 707–709 pp.. DOI:10.1038/331707a0.
  5. Macey, Richard (21 de janeiro de 2005). Map from above shows Australia is a very flat place. The Sydney Morning Herald. Página visitada em 5-4-2010.
  6. Kelly, Karina (13 de setembro de 1995). A Chat with Tim Flannery on Population Control. Australian Broadcasting Corporation. Página visitada em 23-4-2010. "Well, Australia has by far the world's least fertile soils".
  7. Grant, Cameron (agosto de 2007). Damaged Dirt. The Advertiser. Página visitada em 23-4-2010. "Australia has the oldest, most highly weathered soils on the planet."
  8. Lidicker, W. Z., Jr.. (1968). "A Phylogeny of New Guinea Rodent Genera Based on Phallic Morphology". Journal of Mammalogy 49 (4): 609–643 pp.. DOI:10.2307/1378724.
  9. MEAD, M. (1979, or.1935): Sexo e temperamento em três sociedades primitivas. São Paulo: Perspectiva


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