Nova História Crítica

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Nova História Crítica é uma coleção de livros didáticos de primeiro e segundo grau do historiador Mario Schmidt. É publicada pela editora Nova Geração.

A obra era distribuída em grande quantidade e gratuitamente para ensino fundamental público, no entanto, deixou de constar na versão mais recente do Guia do Livro Didático do Ministério da Educação. O livro, porém, envolveu-se em alguma polêmica após a publicação de críticas feitas pelo jornalista Ali Kamel no jornal O Globo, o qual alegava erros conceituais, falhas de informação e incoerência metodológica.[1] Porém o livro do professor Mario Schmidt do segundo grau será distribuido livremente para escolas públicas que o escolherem em 2008, graças a uma medida do governo federal que garante livros didáticos gratuitos para o ensino médio.[2] Ali Kamel é o atual diretor-executivo da Rede Globo de televisão, emissora duramente criticada na obra didática.

Passagens polêmicas do livro[editar | editar código-fonte]

Ali Kamel e outros críticos, como o jornalista Reinaldo Azevedo ou a associação Escola sem Partido, apresentaram ácidas críticas ao livro didático, causando polêmica e diversas reações favoráveis e contrárias nos meios de comunicação.[3] [4] Abaixo esta transcrito um resumo do artigo "o que ensinam às nossas crianças" de Ali Kamel, assim como algumas outras ideias contidas no livro, que foram omitidas pelo jornalista.

Sobre o quadro de Pedro Américo em exposição no Museu do Ipiranga que retrata a Proclamação da Independência, escreveu: um anúncio de desodorante, com aqueles sujeitos levantando a espada para mostrar o sovaco. Sobre D. Pedro II afirmou: é um velho, esclerosado e babão

Sobre a Princesa Isabel escreveu: feia como a peste e estúpida como uma leguminosa e sobre o seu esposo Conde d’Eu escreveu: gigolô imperial que enviava meninas paraguaias para os bordéis do Rio de Janeiro. Quem acredita que a escravidão negra acabou por causa da bondade de uma princesa branquinha, não vai achar também que a situação dos oprimidos de hoje só vai melhorar quando aparecer algum principezinho salvador?.

Sobre Mao Tsé-tung palavras do próprio livro: (…) era chamado de "o grande Timoneiro". Contrariando Stálin, levou os comunistas ao poder absoluto na China. Mas, como governante, agiu de forma parecida com Stálin, perseguindo os opositores e utilizando recursos de propaganda para criar a imagem oficial de que era infalível. (…) Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. (…)

A Revolução Cultural Chinesa palavras do próprio livro: (…) As obras clássicas da literatura e da música ocidental (como o teatro de Shakespeare e os concertos de Mozart) foram considerados "cultura burguesa" e proibidas. (…) A Revolução Cultural foi uma experiência socialista muito original (…) em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos hábitos, velhas culturas, velhas ideias, velhos costumes. (…) Os antigos dirigentes eram arrancados do poder e humilhados por multidões de adolescentes que consideravam o fato de uma pessoa ter 60 ou 70 anos ser o suficiente para ela não ter nada a acrescentar ao país. (…)

Sobre a ruína da União Soviética palavras do próprio livro: (…) Por que o colosso soviético desmoronou? Por que o sistema socialista foi à bancarrota? As explicações são muitas e os estudiosos divergem bastante. (…) O fato é que a URSS não conseguiu competir com os países capitalistas. Os EUA, o Canadá, a Europa Ocidental e o Japão, juntos, eram muito mais ricos que a URSS e o leste Europeu(…) o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. (…) principalmente profissionais com curso superior tinham “inveja” da classe média dos países desenvolvidos, que podia viajar e consumir tantos produtos. (…) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, frequentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. Sabiam que somente se o país voltasse a ser capitalista isso seria possível. (…)

Ideologias do livro[editar | editar código-fonte]

Mario Schmidt demonstra nítida afinidade com o marxismo, porém mostra simpatia em relação as revoluções burguesas, filósofos liberais como John Locke e Adam Smith e Iluministas como Voltaire e Rousseau, que são nomes e ideologias obviamente relacionadas à formação do capitalismo. Apesar de, segundo o próprio autor, a ideologia do livro ser a de Kant: que os indivíduos possam pensar por conta própria, sem serem guiados por outros. (Mario Schmidt ) . Seu livro é extremamamente anti capitalista.

Notas e Referências

  1. Livro didático reprovado pelo MEC continua sendo usado em salas de aula do Brasil O Globo (19 de setembro de 2007). Página visitada em 20 de outubro de 2007.
  2. Governo Federal:Lista dos livros didáticos de história para 2008 no ensino médio, acessado em 21 de outubro de 2007
  3. [1] Escolasempartido.org.
  4. [2] Escolasempartido.org.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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