Nova Zembla

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Localização do arquipélago de Nova Zembla entre o Mar de Barents e o Mar de Kara, Oceano Árctico
Localização do arquipélago de Nova Zembla entre o Mar de Barents e o Mar de Kara, Oceano Árctico

Nova Zembla (em russo Нoвая Земля, [Novaia Zemlia], "Terra Nova") é um arquipélago árctico russo localizado entre o Mar de Barents a oeste e o Mar de Kara a leste. Situado próximo do continente, o território mais próximo é a ilha de Vaygatch, a sudoeste, da qual está separado pelo estreito Karskiye Vorota. Esta ilha, por sua vez, está separada do continente por um estreito de cerca de 10 km de largura.

Nova Zembla compõe-se de duas grandes ilhas - Ilha Severny (Norte) e Ilha Yuzhny (Sul) -, separadas por um estreito canal, o Matotchkin Shar, e de um número considerável de ilhas adjacentes. Embora geologicamente constitua o prolongamento para norte dos Montes Urais, o arquipélago é incluído na Europa.

[editar] População

A sua população é relativamente alta pelo seu ponto de localização; abriga 25.065 habitantes.

[editar] História

Foi descoberta por Willem Barents, em honra de quem se denomina Mar de Barents ao mar do Oceano Árctico que envolve Nova Zembla.

A ilha foi palco da maior explosão nuclear de sempre, detonada como experiência nuclear pela União Soviética em 30 de outubro de 1961. O dispositivo foi reduzido de seu design original de 100 megatoneladas para minimizar a escala de destruição.

A Tsar Bomba foi detonada às 11:32, aproximadamente 73.85° N 54.50° E [1] sobre o campo de testes na Baía de Mityushikha, ao norte do Círculo Polar Ártico na ilha de Nova Zembla. Ela foi lançada de uma altitude de 10.500 metros, e programada para detonar a 4.000 metros acima da superfície terrestre (4.200 metros acima do nível do mar) por sensores barométricos.

A “Tsar Bomba” era uma bomba de hidrogênio de estágios múltiplos com uma potência em torno de 50 megatoneladas (Mt). O design inicial trifásico (fissão-fusão-fissão) era capaz de liberar aproximadamente 100 Mt, mas o resultado seria um excesso de resíduos e partículas radioativas liberadas na atmosfera. Para limitar os efeitos dos resíduos radioativos, o terceiro estágio, que consistia de uma couraça para a fissão de Urânio 238 (o que ampliava muito a reação, fissionando átomos de urânio com nêutrons mais rápidos da reação da fusão anterior), foi trocado por uma de chumbo. Isso eliminou a rápida fissão dos nêutrons resultantes da fusão (estágio 2), de forma que aproximadamente 97% do total da energia seria resultado apenas do estágio de fusão. Houve forte incentivo para a redução de potência; já que a maioria dos resíduos radioativos resultantes do teste da bomba acabaria chegando ao próprio território soviético.

O peso e o tamanho da Tsar Bomba limitaram o alcance e a velocidade do bombardeiro especialmente modificado que a carregava, o que a tornou impossível de ser carregada por um ICBM (Intercontinental Ballistic Missile). Muito de sua alta potência era ineficientemente irradiada pelo espaço. Foi estimado que, se detonada no seu design original de 100 Mt, o montante de resíduos radioativos seria correspondente a 25% de toda a radiação emitida na Terra desde a invenção das armas nucleares. Os soviéticos chegaram à conclusão de que um teste de tamanha potência criaria uma catástrofe nuclear e tinham a certeza de que o avião bombardeiro que a lançasse não alcançaria um lugar seguro após a detonação.

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