Grupo OAS

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Grupo OAS
OAS-logo.jpg
Tipo Empresa privada
Indústria Conglomerado
Fundação 1976
Sede São Paulo (SP)[1]  Brasil
Pessoas-chave Carlos Suarez
César de Araújo Mata Pires
Mata Pires
Carlos Laranjeira
Nicolau Martins
Empregados 55.000
Produtos Construção civil, Investimento privado e Imóveis
Subsidiárias Construtora OAS
OAS Empreendimentos
OAS Investimentos
Faturamento Aumento R$ 5,1 bilhões (2011)[2]
Página oficial Página oficial

O Grupo OAS é um conglomerado brasileiro fundado em Salvador, Bahia em dezembro de 1976[3] [4] com sede em São Paulo que atua em diversos países do mundo no ramo da engenharia civil.

Ela é formada pela Construtora OAS, que opera na construção civil e pesada, OAS Empreedimentos, que opera no segmento do mercado imobiliário e OAS Investimentos que é responsável por investimentos privados em infraestrutura e concessões de serviços públicos e privados. O Grupo presta serviços de Engenharia e Construção em 22 países na América do Sul, América Central, Caribe e no continente Africano.

Através da OAS Arenas, a empresa administra três estádios no Brasil: Arena do Grêmio, em Porto Alegre; Arena Fonte Nova, em Salvador; e Arena das Dunas, em Natal.[5]

Seu sócio majoritário é César Mata Pires, que detém 80% da empresa. José Adelmário Pinheiro possui 10% e os 10% restantes estão distribuídos entre sócios minoritários.[6]

História[editar | editar código-fonte]

1976/1985 - Atuação regional[editar | editar código-fonte]

Neste período, a OAS executou atividades de construção civil (clientes públicos e privados), na área imobiliária (residencial e comercial) e na agro-indústria, atuando no estado da Bahia, bem como outros estados da região Nordeste.

1986/1993 - Atuação nacional[editar | editar código-fonte]

Nesta fase, a OAS expandiu suas atividades para praticamente todas as regiões em todo o país. Esta fase foi marcada pela grande diversificação de atividades da OAS, tais como a agro-indústria (camarão, frutas); petroquímica; ambiental (coleta de lixo); montagem e energia (distribuição de gás industrial).

1994/1998 - Novos segmentos[editar | editar código-fonte]

O grupo decidiu concentrar-se na sede da OAS seu "Núcleo de Negócios" – construção pesada, montagem industrial e ambiental, devido às mudanças que ocorreu no cenário nacional. Portanto, trabalhou com a expertise de auto-suprimento de absorção destas áreas e agregou ao seu mercado de atuação.

1999/2002 - Consolidação[editar | editar código-fonte]

Nesta fase, o foco era a construção pesada e setores de concessão. As concessões a seguir foram agregados: Concessionária Litoral Norte (CLN), Rio Teresópolis (CRT) e Linha Amarela (LAMSA).

Desde 2003 - Atuação internacional[editar | editar código-fonte]

Nesta fase, uma maior participação nos investimentos do governo é procurado, especialmente nas áreas de petróleo, gás e energia, em grandes empresas privadas e em trabalhos ligados a programas estruturais do Governo Federal. Inicia a exploração de oportunidades na área, em agosto de 2014 leva a invepar ao controle minoritário do consorcio rio-galeão, controlador do aeroporto internacional do galeão .[7]

A empreiteira também tem investido na África. Ela construirá parte de um novo porto em Nacala, Moçambique, que escoará parte do dexplorado no país.[8] Em Gana, a empreiteira construirá cinco mil casas por duzentos milhões de dólares - valor conseguido pelo governo ganês por empréstimo internacional.[9] Em fevereiro de 2014, a sede da OAS na Guiné foi alvo de protestos por parte da população. A empreiteira é envolvida em várias obras públicas no país.[10]

Trabalho escravo[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2013, uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego flagrou que a OAS usava 150 trabalhadores em condições análogas às de escravos nas obras de ampliação do Aeroporto de Guarulhos. Eles foram aliciados em estados do nordeste e mantidos em condições degradantes. Além disso, Ministério Público do Trabalho (MPT) notou que a OAS praticou tráfico de pessoas e as submeteu a servidão por dívida.[11] Após mais de um mês de investigações conduzidas por uma força-tarefa que envolveu a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), MPT e a Vara Itinerante do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, a empreiteira foi multada em quinze milhões de reais.[12]

Em julho de 2014, a construtora entrou na "lista suja" da escravidão, uma relação das empresas que mantêm trabalho escravo elaborada pelo Governo Federal. A empreiteira foi responsabilizada por escravizar 124 pessoas na construção de torre comercial do Shopping Boulevard, em Minas Gerais. O Ministério Público do Trabalho concluiu que, entre junho e outubro de 2013, a OAS submeteu os trabalhadores a jornadas exaustivas e irregulares, gerando, além do mais, risco de acidentes de trabalho.[13]

Principais obras[editar | editar código-fonte]

O Grupo OAS tem em seu portifólio mais de duas mil obras realizadas, incluindo estradas, ferrovias, portos, dutos, barragens, aeroportos, pontes, estádios, indústrias, shoppings, loteamentos, hotéis, condomínios residenciais e empresariais. Dentre eles, tais como o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro; a Linha 4 do Metrô de São Paulo; a fábrica da Ford, em Camaçari, na Bahia; o Aeroporto Zumbi dos Palmares, na cidade de Maceió; a obra Canal Centenário, em Salvador, realizada para eliminar os constantes alagamentos da Avenida Centenário e ruas próximas. A Avenida ainda ganhou dois parques, instalados no canteiro central sobre as placas de concreto que agora cobrem o canal que existe no local. A obra conta também com um conjunto de lazer com bancos, quiosques, ciclovia, pistas para caminhadas, gramado e equipamentos de ginástica. A reforma do Aeroporto de Congonhas e a Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo, uma construção com 144 estaios (cabos), planejado individualmente, que ligam uma torre de 138 metros de altura a duas modernas pistas em curva, cada uma com 1.200 metros de comprimento. O projeto foi o primeiro do tipo no mundo e já se tornou um cartão postal do centro econômico do país. Há também, a construção de alguns estádios de futebol, como a Arena das Dunas e a Arena do Grêmio, localizados em Natal e Porto Alegre,respectivamente.

Na América Latina[editar | editar código-fonte]

A empresa possui participação acionária na Invepar, uma das maiores empresas de concessão do Brasil, associada aos três maiores fundos de pensão do país – Previ, Petros e Funcef. A Invepar opera a Concessionária Litoral Norte (CLN) na Bahia, primeira concessão rodoviária do norte e nordeste, a Concessionária Rio-Teresópolis (CRT), a Concessionária Linha Amarela (LAMSA), ambas no Rio de Janeiro, a Concessionária Auto Raposo Tavares (CART) no interior do estado de São Paulo e o Metrô Rio, única concessão privada de metrô do país. O Grupo possui participações no Terminal Portuário do Guarujá (TPG), concebido como um terminal de contêineres moderno, construído e aparelhado com tecnologia de última geração para receber os navios mais eficientes da atualidade, do tipo post-panamax, e operar servindo todas as linhas de navegação. O Grupo conta, ainda, com participação no Estaleiro da Bahia S.A (EBASA), que terá como foco de atuação a construção de sondas de perfuração, plataformas de produção, navios de apoio às operações offshore e naval (PSV e AHTS) e petroleiros. A construção do estaleiro exigirá investimentos de cerca de US$ 400 milhões, tornando-se um dos maiores do país, com capacidade de produzir 110 mil toneladas de aço processado por ano e responsável pela criação de cerca de 5 mil empregos diretos. A construção de âncoras urbanas sempre foi uma característica e um objetivo da OAS. Dessa maneira, a empresa deu vida a lugares que se tornaram, posteriormente, verdadeiros centros econômicos e bairros residenciais conceituados. Foi assim em Salvador. O Cidade Jardim, a Avenida Paralela e a Avenida Tancredo Neves são exemplos de lugares que se desenvolveram a partir de empreendimentos da OAS.

Visando a atingir posições estratégicas, a OAS foi a terceira empresa que mais doou a campanhas políticas no Brasil entre 2002 e 2012, conforme levantamento do jornal Folha de S. Paulo.[14]

Referências

  1. Endereços OAS. Página visitada em 16 de julho de 2012.
  2. http://www.valor.com.br/empresas/2637188/construtora-oas-reverte-prejuizo-em-2011
  3. Por que o S vai sair da OAS EXAME.com (10 de maio de 1995). Página visitada em 16 de julho de 2012.
  4. Um jeito malvadeza de ser ISTOÉ (28 de junho de 1999). Página visitada em 16 de julho de 2012.
  5. OAS Arenas - Nossos casos
  6. World Cup Billionaire Stirs Brazil Protests Over Stadiums Bloomberg (07/10/2013). Página visitada em 13/04/2014.
  7. {{citar web|URL=http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,invepar-e-odebrecht-fazem-proposta-por-galeao-e-confins,170310e.
  8. "A new Atlantic alliance The Economist (10/11/2012). Página visitada em 13/04/2014.
  9. Billie Adwoa McTernan (16/10/2013). Ghana signs social housing deal The Africa Report. Página visitada em 13/04/2014.
  10. At Least Two Killed in Guinea Protests Over Power Cuts The New York Times. Página visitada em 13/04/2014.
  11. Fiscais flagram trabalho escravo em obra da OAS para ampliação do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) Repórter Brasil. Página visitada em 23/05/2014.
  12. OAS é multada em 15 milhões por trabalho escravo Ministério do Trabalho e Emprego (08/11/2013). Página visitada em 28/05/2014.
  13. OAS entra na “lista suja” por flagrante de escravidão na ampliação de shopping em Minas Gerais Repórter Brasil (1º/07/2014). Página visitada em 02/07/2014.
  14. Maiores doadoras somam gasto de R$ 1 bi desde 2002 Folha de S. Paulo (2012). Página visitada em 02/07/2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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