O Ópio dos Intelectuais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde janeiro de 2013). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

O ópio dos intelectuais é um livro lançado em 1955 pelo francês Raymond Aron (1905-1983), dedicado à crítica do conceito de "esquerda" e da sua ideologia marxista.[1] A primeira tradução brasileira do original francês foi publicada em 1959, pela Editora Fundo de Cultura, com o título "Mitos e Homens", mas em 1980 saiu uma nova edição brasileira, desta vez publicada pela Editora Universidade de Brasília. Ambas as edições se encontram atualmente esgotadas.

Aron procura em tal livro respostas ao por que o marxismo regressou "à moda" numa França, na qual a evolução económica supostamente tem desmentido as previsões marxistas, do porque as ideologias do proletariado e do partido marxista supostamente teriam mais sucesso quando a classe trabalhadora é menos numerosa e quais seriam as circunstâncias que comandariam, nos diferentes países, as maneiras de falar, de pensar e de agir dos intelectuais? [carece de fontes?]

Para Aron, nenhuma outra doutrina criou no homem, como o marxismo, uma "ilusão da onipotência".[2] Acreditava que o marxismo havia se tornado uma ideologia e, por isso, considerava-o "o ópio dos intelectuais".

Afirma no livro que "as sociedades ocidentais não têm o equivalente ao marxismo-leninismo, seja como base para o regime, seja como fundamento de uma síntese, ou pseudo-síntese, intelectual". Ideologia, segundo Aron, era "uma concepção mais ou menos sistemática da realidade política e histórica de mistura de fatos e valores".

Aron considerava o comunismo "uma versão aviltada da mensagem cristã". Segundo Aron, o comunismo "sacrifica o que foi e continua sendo a alma da aventura definitiva: a liberdade de pesquisa, a liberdade de controvérsia, a liberdade de crítica e de voto do cidadão. Submete o desenvolvimento da economia a um planejamento rigoroso e a edificação socialista a uma ortodoxia de Estado".[3] Aron entendia que "o cristão nunca poderá ser um autêntico comunista, do mesmo modo que o comunista não pode crer em Deus, porque a religião secular, animada por um ateísmo fundamental, declara que o destino do homem cumpre-se todo inteiro nesta terra. O cristão progressista esconde de si mesmo essa incompatibilidade".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "The-Opium-of-the-Intellectuals" (em en) britannica.com. Visitado em 15 janeiro 2013.
  2. " Le nouvel opium des intellectuels". (em fr) lefigaro.fr. Visitado em 15 janeiro 2013.
  3. "The-Opium-of-the-Intellectuals ". (em en) britannica.com. Visitado em 15 janeiro 2013.
Ícone de esboço Este artigo sobre um livro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.