O Auto da Compadecida (filme)

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O Auto da Compadecida
Pôster promocional
 Brasil
1999 • cor • 157 min 
Direção Guel Arraes
Produção Guel Arraes
Produção executiva Eduardo Figueira
Daniel Filho
Roteiro Guel Arraes
Adriana Falcão
Baseado em Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna
Elenco Matheus Nachtergaele
Selton Mello
Marco Nanini
Denise Fraga
Fernanda Montenegro
Lima Duarte
Rogério Cardoso
Paulo Goulart
Maurício Gonçalves
Gênero comédia/drama
Idioma português
Música Sá Grama
Direção de fotografia Félix Monti
Edição Ubiraci de Motta
Paulo Henrique Farias
Estúdio Lereby Produções
Distribuição Globo Filmes
Lançamento Brasil10 de setembro de 1999
Argentina15 de março de 2000
Estados Unidos30 de novembro de 2000
Página no IMDb (em inglês)
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O Auto da Compadecida é um filme brasileiro de comédia e drama lançado em 1999. Dirigido por Guel Arraes e com roteiro de Adriana Falcão, o filme é baseado no romance homônimo de 1955 de Ariano Suassuna, com elementos de O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, ambas do mesmo autor, e influências do clássico de Giovanni Boccaccio Decameron.[1] O filme recebeu durante o Grande Prêmio Cinema Brasil, evento criado pelo Ministério da Cultura, as premiações de melhor diretor, melhor roteiro, melhor lançamento e melhor ator.[2]

As filmagens do filme foram feitas em 1999 na cidade de Cabaceiras, interior do estado da Paraíba, conhecida por ser palco de vários outros filmes brasileiros,[3] com parceria de produção entre a Globo Filmes e a Lereby Produções. Estreou em 10 de setembro de 1999, no Brasil, e foi exibido em outros países em eventos de cinema e em mídia para distribuição. Nos Estados Unidos, o filme foi renomeado como A Dog's Will. Foi recebido com críticas positivas na maioria dos países da América do Sul.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O enredo do filme se desenvolve com ambientação no sertão nordestino em torno de dois personagens principais: João Grilo (Matheus Nachtergale), um sertanejo mentiroso e Chicó (Selton Mello), o maior covarde da região. Ambos são muito pobres e sobrevivem de pequenos negócios e saques enquanto vagam pelo sertão. Em um desses golpes, eles se envolvem com Severino de Aracaju (Marco Nanini), um temido cangaceiro, que os persegue pela região. Com uma mistura de drama e comédia, o filme também aborda aspectos culturais e religiosos do nordeste do Brasil.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Auto da Compadecida nasceu originalmente como uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna em 1957. Em 1999, transformou-se em uma microssérie exibida pela Rede Globo, que continha tramas paralelas que acabaram por serem removidas do filme.[4] Nessa época, o diretor Guel Arraes procurou Suassuna para que ele fizesse uma adaptação cinematográfica da peça, acrescentando cenas de outras de suas peças, O Santo e a Porca e Torturas de um Coração. O escritor disse: "Como são obras no mesmo estilo de O Auto, ou seja, com histórias populares, eu aceitei". O diretor foi mais além e incluiu influências de Decameron, de Boccaccio, no filme.[1] Entre os fatos omitidos do filme estão o gato que "discome", na qual João Grilo e Chicó tentam enganar Dora, a esposa do padeiro, apresentando-lhe um gato que evacuava moedas de prata; a primeira invasão dos cangaceiros à cidade de Taperoá.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Os atores escolhidos pelo diretor agradaram Suassuna, que disse que Matheus Nachtergaele foi o melhor intérprete para João Grilo. Ele afirmou: "Sua atuação é impecável, pois consegue passar toda a esperteza do personagem, que luta contra o patriarcado rural, a burguesia urbana, a polícia, o cangaceiro e até contra o diabo".[1] Elogiando as demais atuações, Suassuna disse que o melhor ator do filme foi Fernanda Montenegro, no papel de Nossa Senhora. "O rosto de Fernanda agora vai se juntar, na minha memória, ao de Socorro Raposo, a primeira atriz a interpretar o papel, no Recife, e que ainda hoje continua encenando, já somando oito anos ininterruptos", disse.[1]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Grande Prêmio Cinema Brasil
Prêmio Venceu/Indicado
Melhor diretor (Guel Arraes) Venceu
Melhor ator (Matheus Nachtergaele) Venceu
Melhor roteiro Venceu
Melhor lançamento Venceu
Melhor filme Indicado
Cartagena Film Festival
Prêmio Venceu/Indicado
Melhor filme Indicado
Miami Brazilian Film Festival
Prêmio Venceu/Indicado
Prêmio da audiência (Guel Arraes) Venceu
Melhor edição (Paulo Henrique Farias) Indicado
Viña del Mar Film Festival
Prêmio Venceu/Indicado
Melhor ator (Matheus Nachtergaele) Venceu

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Suassuna aprova "O Auto" de Guel Arraes Terra (15 de setembro de 1999). Página visitada em 12 de dezembro de 2003.
  2. Destaques do Grande Prêmio Brasil UOL (21 de fevereiro de 2001). Página visitada em 3 de abril de 2009.
  3. Eduardo Vessoni (15 de março de 2011). Cabaceiras, no interior da Paraíba, é a 'roliúde' brasileira e terra de outros cenários cinematográficos UOL. Página visitada em 17 de março de 2011.
  4. Guel Arraes transforma série de TV em um bom longa Veja (13 de setembro de 2000). Página visitada em 2 de dezembro de 2011.