O Barco de Valdeorras

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Espanha O Barco de Valdeorras
El Barco de Valdeorras
 
—  Município  —
Plaza del Casino.jpg
Bandeira de O Barco de Valdeorras
Bandeira
Brasão de armas de O Barco de Valdeorras
Brasão de armas
O Barco de Valdeorras está localizado em: Espanha
O Barco de Valdeorras
Localização de O Barco de Valdeorras na Espanha
42° 25' N 6° 58' 59" O
Comunidade autónoma Galiza
Província Ourense
Área
 - Total 86,1 km²
Altitude 372 m (1 220 pés)
População (2007)
 - Total 13 943
    • Densidade 161,94/km2 
Fuso horário CET (UTC+1)
 - Horário de verão CEST (UTC+2)
Localização de O Barco de Valdeorras

O Barco de Valdeorras é um município da Espanha na província de Ourense, comunidade autónoma da Galiza, de área 86,1 km² com uma população de 13 943 habitantes (2007) e densidade populacional de 158,07 hab/km².[1]

Localizado no extremo nor-oriental da Província de Ourense, dista da capital provincial 112 km pela estrada N-120. Localizado no vale do rio Sil, circundo por altas montanhas - a Pena Trevinca é a altura mor da Galiza (2.127 m) -, é o centro da Comarca de Valdeorras.

Uma das bases da sua economia é a exploração e tratamento de lousas (ardósias) ademais da produção de vinho de grande qualidade, incluso na "Denominación de Origen Valdeorras". Desde o largo do "Malecón", na beira do Sil, e as montanhas se podem olhar formosas paisagens. O conjunto monumental de O Barco também pode ser um bom mirante do núcleo do Barco e do rio Sil. Restos da cultura romana e vários paços são o mais destacado do local, assim como as festas em honra do padroeiro, o Santo Cristo, em 13 de Setembro, dias em que se organizam várias atividades.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Variação demográfica do município entre 1991 e 2004
1991 1996 2001 2004
10495 11828 12959 13518

História[editar | editar código-fonte]

Nasceu como uma pequena aldeia edificada arredor do local onde pousava a barca (o local ainda é conhecido como Porto da Barca e apresenta restos dum cais) que atravessava o rio Sil até a vizinha aldeia de Viloira, onde ficava a igreja paroquial da que dependeu o nascente Barco. De facto nas primeiras menções é chamado Barco de Viloira. Cita-se também uma pequena capela avocada por S. Roque. No século XVII forma uma freguesia independente, sob tutela de S. Mauro ou S. Amaro. Durante a Idade Moderna, depende judiciariamente do Conde de Ribadavia, como quase toda a Comarca do Valdeorras, que fixa a capital na próxima aldeia da Vila do Castro, onde construíra uma torre-fortaleza. No final do século XVIII, ainda sem ser O Barco o local mais populoso da Jurisdição, converteu-se no mais importante em quanto lá moravam os burocratas condais (juízes, notários, aguazis, etc).

O século XIX inicial esteve marcado pela accão dos invasores franceses, que entram na vila a inícios de 1809. Os da comarca formaram uma Junta Militar e elegeram comandante da mesma o padre José Ramón Quiroga y Uria, pároco da montanhosa freguesia de Casoio. O exército próprio dos valdeorreses teve encontros com as tropas napoleônicas e participou na tomada de Vilafranca del Bierzo, atualmente na Província de Leão. No entanto, o contra-resultado fora uma alta mortandade e a destruição de várias aldeias.

O liberalismo, desde 1833, assume uma nova organização provincial, passando a ser incluída a comarca na nova província de Ourense. A Desamortização das terras monásticas a partir de 1836 teria efeitos na zona, ao ser fechado o convento de Correxais, único centro de ensino próximo.

No resto do século XIX o acontecimento de maior importância seria a construção do caminho-de-ferro entre Madrid e A Corunha, que passará pela vila do Barco. Fora inaugurado em 1885.

Em inícios do século XX, o protótipo de industrial vem sinalado pelo asturiano Marcelino Suárez, que instala uma usina de transformação de pedra caliça para produzir cal. Ha também alguma pequena indústria metalúrgica e as tradicionais adegas que exportam vinho, mormente para as cidades galegas.

O golpe militar de 1936 terá sérias consequências para a comarca. Apesar da resistência oposta pelas gentes aditas ao republicanismo, esta é esmagada pela Guarda Civil e reforços da Falange vindos da cidade de Ourense. O presidente da Câmara municipal, Abdón Blanco, foi detido e pouco depois fuzilado na capital provincial.

A queda das Astúrias republicana, em 1937, propiciaria que parte dos soldados vencidos se refugiassem nos montes valdeorreses. Junto com naturais que sobreviveram ocultos, àquele fenômeno deu lugar à formação de uma partida de guerrilheiros anti-franquistas, que atingiria os inícios da década de 1950. No Barco de Valdeorras foi instalada uma unidade da "Legión", corpo de exército profissional, para combater a guerrilha.

Só a construcão de barragens sobre o rio Sil e a nova estrada de entrada na Galiza activam a vida económica nos anos 50 e 60, marcados pela emigração, em esta altura, nomeadamente para Europa Occidental. Porém de vagar nasceu uma nova indústria a partir da ardósia, que explora os potentes jazigos existentes no próximo município de Carballeda de Valdeorras. Com ajuda técnica francesa, o trabalho, antes predominantemente manual, passa a ser mecanizado. Ainda que O Barco ficasse relativamente longe das canteiras de extracção, várias das oficinas de transformado instalar-se-iam no seu município. Ao tempo, a existência de centros de estudo para ensino de segundo grau, desde começos da década de 1970, impulsionou a imigração para O Barco desde os municípios próximos, projectando o crescimento populacional da vila. Porém, a comarca perdeu população a respeito da década de 1940.

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre O Barco de Valdeorras
Ícone de esboço Este artigo sobre Municípios da Espanha é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


Referências