O Código Da Vinci

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The Da Vinci's Code
O Código Da Vinci
DaVinciCode.jpg
Capa da edição original de "O Código Da Vinci".
Autor (es) Dan Brown
Idioma Inglês
País  Estados Unidos
Género Romance policial, suspense
Tradutor Welton Alisson
Editora Editora Random House
Lançamento 18 de março de 2003
ISBN 0-385-50420-9
Edição portuguesa
Tradução Mário Dias Correia
Editora Editora Bertrand
Lançamento 2004
Páginas 540
ISBN 972-25-1352-4
Edição brasileira
Editora Editora Sextante
Lançamento 2004
Páginas 432
ISBN 8575421131
Cronologia
Último
Último
Ponto de Impacto
O Símbolo Perdido
Próximo
Próximo
Homem Vitruviano, primeira obra de Da Vinci a aparecer na trama.

The Da Vinci Code (O Código Da Vinci nas edições brasileiras e portuguesas) é um romance policial do escritor norte-americano Dan Brown, publicado em 2003 pela editora Random House nos EUA, pela Editora Sextante no Brasil e pela Editora Bertrand em Portugal. É um best-seller mundial, décimo primeiro livro mais vendido no mundo com mais de 80 milhões de cópias.[carece de fontes?]

O livro[editar | editar código-fonte]

O Código Da Vinci causou polêmica ao questionar a divindade de Jesus Cristo. A maior parte do livro desenrola-se a partir do assassinato de Jacques Saunière, curador do museu do Louvre. Robert Langdon, Sophie Neveu e Leigh Teabing vivem várias aventuras ao tentar desvendar códigos que deem resposta aos enigmas que Jacques Saunière deixou no leito de morte.

A trama do livro envolve desde grandes organizações católicas como o Opus Dei, até a sociedade secreta conhecida como Priorado de Sião, que, de acordo com documentos encontrados na Biblioteca Nacional de Paris, possuía inúmeros membros famosos como Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo da Vinci.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Robert Langdon[editar | editar código-fonte]

Robert Langdon é um respeitado professor de simbologia religiosa da Universidade de Harvard que estuda os símbolos e sua representatividade e influências sobre a humanidade.

Robert vai a Paris para apresentar uma palestra e durante a sua palestra acontece o assassinato do Curador do Museu do Louvre, Jacques Saunière, que queria encontrá-lo para contar sobre o Priorado de Sião. Mas um membro da Opus Dei, encarregado de impedir que Jacques informasse alguma coisa a alguém, lhe deu um tiro antes que os dois possam se encontrar. Mesmo assim, antes de falecer Jacques consegue deixar pistas para que o Professor Langdon e sua neta Sophie se conheçam e possam desvendar o mistério que existe por trás do Santo Graal.

No filme, Robert Langdon é interpretado pelo ator Tom Hanks.

Jacques Saunière[editar | editar código-fonte]

Jacques Saunière é um curador do museu do Louvre, onde toda a história começa.

Morre logo no início da história e com a sua morte, visto que este escondera um enorme segredo e que todos os que partilhavam deste segredo foram também assassinados, decidiu deixar provas à sua neta, Sophie Neveu, e a Robert Langdon. Um dos personagens chaves do livro, pois somente através de suas pistas é que a história toma seu rumo. Saunière era um profundo admirador das obras de Da Vinci e de anagramas (jogos enigmáticos que consiste em embaralhar as letras de uma determinada frase, dando a essa outro sentido).

No cinema em O Código Da Vinci o ator Jean-Pierre Marielle interpreta Jacques Saunière.

Sophie Neveu[editar | editar código-fonte]

Sophie Neveu é uma criptologista do Departamento de Polícia Judiciária Francesa. Além de criptógrafa, ela é neta de Jacques Saunière, o Grão-Mestre do Priorado de Sião. Saunière a criou desde pequena, ensinando-a desvendar pequenos quebra-cabeças desde tenra idade. Porém, havia dez anos que Sophie se afastara do avô.

Depois de receber ajuda do simbologista Robert Langdon para desvendar uma série de mistérios em torno da natureza do Santo Graal, Sophie acaba por descobrir que faz realmente parte da linhagem sagrada, formada por descendentes de Jesus Cristo e Maria Madalena, por isso ela descobre porque estava tão envolvida no caso do Santo Graal. No fim, ela acaba reencontrando a avó e o irmão mais novo.

No cinema Sophie Neveu é interpretada pela atriz francesa Audrey Tautou.

Leigh Teabing[editar | editar código-fonte]

Sir Leigh Teabing é um Historiador Real Britânico, um Cavaleiro da Coroa, um Mestre no Graal, e amigo do professor de Harvard Robert Langdon. Ele vive na França no Château Villette com seu fiel criado Rémy Legaludec.

No livro de Dan Brown, Teabing apoia-se sobre muletas, enquanto que no filme, ele usa bengalas que, segundo o diretor Ian McKellen, se adapta melhor ao personagem.

O nome deste personagem provem do livro que inspirou Dan Brown. O Santo Graal e a Linhagem Sagrada escrito por Richard Leigh e Michael Baigent. Dan Brown utilizou o sobrenome do primeiro (Leigh) juntamente com o sobrenome do segundo (anagrama de Baigent) para dar nome à personagem Leigh Teabing.

No filme, ele foi vivido por Ian McKellen.

Silas[editar | editar código-fonte]

Silas é um numerário da Opus Dei. Ele é totalmente albino e tem olhos vermelhos. Foi salvo pelo bispo Aringarosa e é extremamente grato a ele por isso. Ele acredita fervorosamente na Opus Dei e pratica a mortificação corporal.

No filme, Silas, é interpretado por Paul Bettany.

Bezu Fache[editar | editar código-fonte]

Bezu é o delegado da polícia francesa e é simpatizante da Opus Dei. Possui gênio forte e por causa disso é conhecido como "O Touro". Ele acreditava cegamente que Robert Langdon fosse o responsável pela morte de Jaques Saunière. Bezu inicia então uma caçada a Langdon até descobrir que ele é inocente.

No filme, Jean Reno interpreta o capitão Bezu Fache.

Bispo Manuel Aringarosa[editar | editar código-fonte]

O bispo Manuel Aringarosa é o dirigente da Opus Dei. Vivia na Espanha e era padre em uma pequena igreja. O bispo salvou Silas, que estava quase morto, a partir daí o albino passou a morar com o bispo Aringarosa e o ajudando nas reformas da igreja.

O bispo faz um acordo com o Vaticano para que a Opus Dei não seja excluído da Igreja Católica.

O bispo Aringarosa contrata um misterioso homem conhecido apenas como "mestre" para ajudá-lo, porém não sabe das verdadeiras intenções do mestre, que provocará a morte de Silas.

No filme, Aringarosa é encarnado por Alfred Molina.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Locais[editar | editar código-fonte]

França[editar | editar código-fonte]

Inglaterra[editar | editar código-fonte]

Escócia[editar | editar código-fonte]


Críticas[editar | editar código-fonte]

Apesar de o livro afirmar que todas as descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos lá contidas seriam apuradas, argumenta-se que muito do que Brown escreveu é factualmente impreciso. O livro tem recebido críticas de religiosos, argumentando que Brown distorceu os fatos históricos.

O modo controverso como Dan Brown trata a Igreja Católica tem eliciado muitas críticas. Dentre elas podemos destacar a do professor de teologia da PUS-SP "É uma ficção e deve ser lido assim. O Jesus que aparece no livro nada tem a ver com a figura histórica de Jesus Cristo. O autor batizou o personagem dele com o mesmo nome claramente para gerar polêmica, simplesmente porque a discussão ajuda a vender os livros".[1] para em montes de dell moory...

Outra crítica é que Dan Brown parece ignorar são os aspectos da arte renascentista na qual os jovens que ainda não eram homens feitos eram retratados com traços andróginos, e sem barba como ocorre no quadro a "Última Ceia" sem falar que o foco do quadro era a traição de Judas e não a ceia por isso o cálice não está presente.(João 13:21-30) e que a faca presente na mão de Pedro provavelmente está relacionado ao fato de na mesma noite Pedro ter cortado a orelha de Malco. E em que nenhum dos Evangelhos Apócrifos que Dan Brown cita menciona um relacionamento romântico ou esponsal entre Jesus e Maria Madalena.

Opus Dei[editar | editar código-fonte]

"A prelazia pessoal do Vaticano, conhecida como Opus Dei, é uma organização católica profundamente conservadora, que vem sendo objeto de controvérsias recentes, devido a relatos de lavagem cerebral, coerção e uma prática religiosa conhecida como mortificação corporal. A Opus Dei acabou de completar a construção de uma Sede Nacional em Nova York, ao custo de 47 milhões de dólares".

Cavaleiro Templário[editar | editar código-fonte]

"(...) o Priorado de Sião criou uma ramificação militar - um grupo de nove cavaleiros chamado de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão - Langdon fez uma pausa. - Mais conhecida como os Cavaleiros Templários".

Fato 2: A Ordem dos Cavaleiros Templários realmente existiu.

A formação da Bíblia[editar | editar código-fonte]

Na página 220 de O Código Da Vinci, temos a seguinte declaração: "- Aí é que está! - exclamou Teabing, cheio de entusiasmo. - A ironia fundamental da cristandade! A Bíblia, conforme a conhecemos hoje, foi uma colagem composta pelo imperador romano Constantino, o Grande". Dan Brown, aqui faz referência ao Concílio de Niceia, onde a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, decidiu quais livros seriam compostos na Sagrada Escritura.

Os Evangelhos[editar | editar código-fonte]

Na página 220 de O Código Da Vinci, o personagem Teabing afirma que "80 evangelhos foram estudados para compor o Novo Testamento, e no entanto apenas alguns foram escolhidos - Mateus, Marcos, Lucas e João".

Maria Madalena[editar | editar código-fonte]

Ela teria sido na verdade esposa de Cristo. Afirmações de obtidas por interpretações feitas à obra de Leonardo Da Vinci, tais como:

  • a) a suposta presença de Maria Madalena na pintura A última ceia que se deveria a feições femininas atribuídas ao apóstolo João (que se encontra ao lado de Cristo);
  • b) à simetria formada entre Jesus e Madalena, que supostamente representaria o elemento feminino;
  • c) às roupas usadas por eles durante à ceia, pois estariam vestidos de maneira oposta: Jesus de veste vermelha e manto azul, e Madalena de veste azul e manta vermelha (que supostamente, na época, significava a união de um casal pelo sagrado matrimônio). A ceia foi desenhada por Da Vinci, o que não garante a verdade. Da Vinci pôde ter feito isso por conta própria (uma espécie de liberdade poética, apresentando mensagens subliminares, dando uma visão mais ousada e polêmica à obra).

Este assunto pode ser tratado de maneira mais afirmativa pelas obras que falam sobre uma possível descendência de Cristo na Terra, sobre as organizações Opus Dei, Priorado de Sião e e Ordem dos Cavaleiros Templários.

Maria Madalena fora esposa de Cristo, estando grávida quando ele foi crucificado, concebendo assim uma menina descendente sagrada de Cristo e chamada de Sarah. Passou o resto de sua vida escondida, e protegida pelo Priorado de Sião, que teriam jurado proteger eternamente a descendência de Cristo.

Seria então Madalena, considerada como o verdadeiro Santo Graal. Seria uma mulher, capaz de mudar toda a história contada pela Igreja Católica, mostrando que Cristo foi um homem como qualquer outro, que se uniu a uma mulher, e gerou uma descendência secreta, protegida por instituições também secretas, através dos séculos.

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

Atualmente, é possível encontrar nas livrarias dezenas de livros que tentam demonstrar as verdades e as mentiras do romance, principalmente baseados em alguma fé específica.

Talvez o livro mais interessante para leitura complementar seja:

(O Santo Graal e a Linhagem Sagrada - tradução brasileira publicada pela Ed. Nova Fronteira).

É desta obra de caráter histórico-científico, idealizada após série de documentários da BBC de Londres, que o autor Dan Brown supostamente retirou a inspiração para criação do seu romance. A questão rendeu processo por plágio - amplamente divulgado na mídia - contra a Editora Random House por parte dos autores da obra citada.

Desmembramentos[editar | editar código-fonte]

Livros de literatura que seguem a mesma temática que O Código Da Vinci, publicados após o sucesso da obra de Dan Brown:

Edições[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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