O Castelo de Otranto

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O Castelo de Otranto (em Inglês, The Castle of Otranto) é um romance de 1764 escrito por Horace Walpole. É o primeiro romance da literatura gótica, tendo inspirado muitos autores posteriores, como Ann Radcliffe, Bram Stoker, Daphne du Maurier e Stephen King. Na primeira edição Walpole simulou tratar-se de uma tradução de um manuscrito italiano medieval. Na edição subsequente reconhece a autoria e explica que tentou mesclar os dois tipos de romance, o antigo, dominado pela imaginação, e o moderno, fiel à realidade. Resulta uma mistura do sobrenatural, visões fantasmagóricas, fatos inexplicáveis, por um lado, com as paixões, intrigas e psicologia próprias das pessoas de carne e osso, por outro lado. A mansão neogótica do autor em Stawberry Hill pode ser visitada até hoje. "Uma fantasia que transcorre na Idade Média cavalheiresca, o romance lida com emoções violentas, levando seus personagens ao limite psicológico. Crueldade, tirania, erotismo, usurpação — tudo isso se tornou, com o cenário, típico das narrativas góticas".[1]

Enredo[editar | editar código-fonte]

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O Castelo de Otranto narra a história de Manfred, senhor do castelo, e sua família. O livro começa no dia do casamento de seu doentio filho Conrad com a princesa Isabella. Pouco antes do casamento, porém, Conrad é esmagado e morto por um elmo gigante que cai do alto. O evento inexplicável é particularmente agourento à luz de uma antiga profecia de que "o castelo e o título de senhor de Otranto deixariam de pertencer à atual família se o proprietário real se tornasse grande demais para habitá-lo". Manfred, temendo que a morte de Conrad sinalizasse o início do fim de sua linhagem, resolve evitar a destruição casando-se ele próprio com Isabella e se divorciando da atual esposa Hippolita, que não conseguiu lhe dar um herdeiro adequado.

Porém, quando Manfred tenta possuir Isabella, esta foge para uma igreja com a ajuda de um camponês chamado Theodore. Manfred ordena a morte de Theodore enquanto conversa com o frade Jerome, que acolheu Isabella na igreja. Quando Theodore tira a camisa para ser morto, Jerome reconhece uma marca sob o ombro e identifica-o como seu próprio filho. Ele implora pela vida do filho, mas Manfred diz que só o poupará se Jerome entregar a princesa. São interrompidos por uma trombeta e a chegada de cavaleiros de outro reino que vieram buscar Isabella. Isso leva os cavaleiros e Manfred a correrem atrás de Isabella.

Theodore, tendo sido trancafiado em uma torre por Manfred, é libertado por sua filha Matilda. Ele corre para a igreja subterrânea e acha Isabella. Esconde-a numa caverna para protegê-la de Manfred e acaba lutando com um dos cavaleiros misteriosos. Theodore fere gravemente o cavaleiro, que se revela como sendo Frederic, pai de Isabella. Com isso, todos sobem ao castelo para resolver as coisas. Frederic apaixona-se por Matilda, e ele e Manfred começam a entrar num acordo para que cada um despose a filha do outro. Manfred, suspeitando de que Isabella vem se encontrando secretamente com Theodore na igreja, arma-se de um punhal e vai até lá, onde Matilda está se encontrando com Theodore. Pensando que sua filha é Isabella, apunhala-a. Revela-se então que Theodore é o verdadeiro príncipe de Otranto, e Matilda morre, deixando Manfred arrependido. Theodore torna-se rei e acaba desposando Isabella porque ela é a única capaz de entender sua verdadeira tristeza.

Referências

  1. Sophie Thomas, O Castelo de Otranto, em Peter Boxall (org.), 1001 Livros para Ler antes de Morrer, Editora Sextante.