O Conde de Monte Cristo

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Le Comte de Monte-Cristo
O Conde de Monte Cristo
Autor (es) Alexandre Dumas
Idioma francês
País  França
Género romance, aventura
Editora Chapman & Hall
Lançamento 1844-1846

O Conde de Monte Cristo (título original em francês: Le Comte de Monte-Cristo) é um romance da literatura francesa escrito por Alexandre Dumas concluída em 1844. É considerado, juntamente com Os Três Mosqueteiros, uma das mais populares obras de Dumas, e é frequentemente incluída nas listas de livros mais vendidos de todos os tempos. O nome do romance surgiu quando Dumas a caminho da Ilha Monte-Cristo, com o sobrinho de Napoleão, disse que usaria a ilha como cenário de um romance.

O livro conta a história de um marinheiro que foi preso injustamente. Lá, conhece um clérigo de quem fica amigo. Quando o clérigo morre, ele escapa da prisão e toma posse de uma misteriosa fortuna. O marinheiro, agora em condições financeiras, pode vingar-se daqueles que o levaram à vida de prisioneiro.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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"Um romance do Destino. Vítima e vingador, Edmond Dantès, o personagem central, encarna ele próprio, o destino. A história de um homem bom a quem roubam a liberdade e o amor. No cativeiro trava amizade com o abade Faria, que lhe oferece ajuda para a fuga. Um homem que regressará coberto de riquezas, vingador impiedoso, para além de toda a lei humana ou divina."[1]

Edmond Dantés, um audacioso mas ingênuo marinheiro, é preso sob falsa acusação, em 1815, por ter ido à Ilha de Elba, onde teria recebido uma carta de Napoleão em seu exílio. Na verdade, era vítima de um complô entre três pessoas interessadas:

  • o juiz de Villefort, filho do destinatário da carta de Napoleão, que, mesmo atestando sua inocência, quis silenciá-lo;
  • seu amigo, Danglars, que desejava o posto de capitão do navio, já que Dantés recebeu o posto por mérito, e
  • Fernand Mondego, catalão interessado em Mercedés (noiva de Dantés), que invejava Dantés por ser o alvo de seu amor, tornando-se o futuro marido da catalã (que, porém, nunca o esqueceu).

Após muito tempo, na prisão do Castelo d’If, Edmond consegue fugir, angariando uma grande fortuna. Fá-lo com a ajuda de um amigo, vizinho de cela, o abade Faria, um preso político que lhe indicou o local do tesouro do Cardeal Spada, além de tê-lo educado por vários anos sobre diversas artes e ciências (química, esgrima, línguas e história em geral). Mesmo não acreditando muito, Edmond investe na aventura e confirma a história de seu velho amigo de prisão, tornando-se milionário. Até lá, sobrevive trabalhando com piratas, incluindo Jacopo, marinheiro do navio "The Young Amelia". Junta ao seu séquito, o corso Bertuccio e a princesa grega, Haydée, cujo pai, o sultão Ali Paxá, foi destronado.

Anos depois, Edmond cria uma grande teia para se vingar dos seus inimigos, assumindo vários nomes: Lord Wilmore na Inglaterra; Simbad, na Itália, e também o misterioso abade Busoni. Salva a família de seu ex-patrão, Morrel, da miséria. Salva Albert, Visconde de Morcerf, filho de Mondego, agora Conde de Morcerf, de um sequestro em Roma, para se aproximar da sociedade parisiense. No papel de Conde de Monte-Cristo (o tradicional "nobre de toga" (noble de robe) da época, ou burguês que compra título de nobreza), é imediatamente reconhecido por Mércedès, criando divisões entre seus inimigos. Em sua vingança, provoca o seguinte :

  • Faz com que Danglars, agora Barão, desmanche o noivado de sua filha Eugènie com Albert (do qual não se gostavam) para casar com o Marquês Andrea Cavalcanti. Danglars, com suas várias ações que faliram, foge para Roma, é capturado e passa um tempo sob cativeiro de Luigi Vampa, sendo depois perdoado por Monte-Cristo.
  • Mondego, oficial do exército francês, é julgado por má conduta e Haydée o acusa como testemunha. Desonrado, arruinado e abandonado pela família, suicida-se.
  • Cavalcanti é preso por falsa identidade (seu nome seria Benedetto) e uma série de crimes, e revela no tribunal que é o filho de Villefort, o que enlouquece o juiz, além da suposta morte da filha, Valentine.

A história não acaba sem Edmond juntar Valentine e Maximilien, filho de monsieur Morrel, na Ilha de Monte-Cristo, onde terá seu romance com a grega Haydée.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Capa de revista americana com versão em quadrinhos do romance
O escudo do Conde de Montecristo é descrito no texto original francês como "une montagne d’or, posant sur une mer d’azur, avec une croix de gueules au chef".

Edmond Dantès e seus disfarces

  • Edmond Dantés : Um marinheiro com boas perspectivas, o noivo de Mercedes. Após a sua transformação em O Conde de Monte Cristo, ele revela seu verdadeiro nome aos seus inimigos como cada vingança é concluída,
  • Inglês Diretor Secretário da Thomson & French
  • Lorde Wilmore: persona em que Dantès realiza atos de generosidade Inglês.
  • Simbad, o Marítimo: O personagem que Dantes assume quando ele salva a família Morrel.
  • Abade Busoni: A personalidade da autoridade religiosa.
  • Monsieur Zaccone: Dantes, sob o disfarce de ambos Abade Busoni e Wilmore Senhor, diz um investigador este é o verdadeiro nome do Conde de Monte Cristo.

Aliados de Dantès

  • Abade Faria: padre italiano e sálvia.
  • Giovanni Bertuccio: Servo e mordomo do Conde e muito leal à Monte Cristo; Pai adotivo de Benedetto.
  • Luigi Vamp: Célebre bandido e fugitivo italiano.
  • Peppino: Anteriormente um pastor, ele é mais tarde um membro do bando de Vampa.
  • Haydée (também transliterado como Haidee): A filha de Ali Paxá de Yanina.
  • Ali: escravo mudo de Monte Cristo originário da Núbia.
  • Baptistin: valet de Monte Cristo.
  • Jacopo - Um traficante pobre que ajuda Dantès ganhar sua liberdade. Quando Jacopo provar sua lealdade altruísta, Dantès recompensa com seu próprio navio e tripulação.

Família Mondego

  • Mercedes Mondego: Noiva de Dantès no início da história.
  • Fernand Mondego: o Conde de Morcerf, rival Dantès e pretendente para a Mercedes.
  • Albert de Morcerf: Filho de Mercedes e do conde de Morcerf, amigo de Monte Cristo.

Família Danglars

  • Barão Danglars: Primeiro oficial subalterno de Dantès, em seguida, um rico banqueiro na porção posterior do livro.
  • senhora Danglars Hermine (Antiga Baronesa de Hermine Nargonne de Servieux). Ela teve um caso com Gérard Villefort, e tem um filho ilegítimo Benedetto.
  • Eugénie Danglars: Filha do Barão Danglars.

Família Villefort

  • Gérard Villefort: Substituto do Procurador do Rei que aprisiona Dantès, posteriormente é nomeado Procurador do Rei por fornecer informações importantes acerca do desembarque do Imperador na França, proveniente da Ilha de Elba.
  • Renée Villefort, Renée de Saint-Meran: a primeira esposa de Gérard de Villefort, a mãe de Valentine.
  • Le Marquis de Saint-Meran e La Marquesa de Saint-Meran: os pais de Renée.
  • Valentine de Villefort: A filha de Gérard Villefort e sua primeira esposa, Renée.
  • Sr. Noirtier de Villefort: O pai de Gérard de Villefort e avô de Valentine, Édouard (e, sem sabê-lo, Benedetto), importante membro do partido bonapartista e a quem estava endereçada a carta que provocou a prisão de Dantès.
  • Héloïse Villefort: A segunda mulher de Villefort.
  • Edouard de Villefort. O único filho legítimo de Villefort.
  • Benedetto: O filho ilegítimo de Villefort e de Hermine Nargonne (Baronesa Danglars), salvo e criado por Bertuccio (mais tarde mordomo de Monte Cristo) e sua cunhada, Assunta Rogliano. Torna-se "Andrea Cavalcanti", em Paris.

Família Morrel

  • Pierre Morrel: Empregador de Dantès, proprietário da Morrel & Filho.
  • Maximilien Morrel: Filho de Pierre Morrel, um capitão do exército que se torna amigo de Dantès.
  • Julie Herbault: Filha de Pierre Morrel. Esposa de Herbault Emmanuel.
  • Emmanuel Herbault: Um empregado da Morrel & Filho, que se torna marido de Julie.

Outras personagens

  • Gaspard Caderousse: Originalmente um alfaiate, um vizinho e amigo de Dantès.
  • Louis Dantès: O pai de Edmond Dantès.
  • Barão Franz d'Epinay: Um amigo de Albert de Morcerf, o noivo de Valentine de Villefort.
  • Lucien Debray: Secretário do Ministério do Interior. Um amigo de Albert de Morcerf, e um amante da senhora Danglars.
  • Beauchamp: Jornalista e amigo de Albert de Morcerf
  • Raul, Barão de Château-Renaud: Membro de uma família nobre e amigo de Albert de Morcerf.
  • Louise d'Armilly: Professora de música de Eugénie Danglars, sua melhor amiga.
  • Monsieur de Boville: originalmente um inspector das prisões, mais tarde, um detetive da força de Paris.
  • Barrois: Velho servo de confiança do senhor de Noirtier.
  • Monsieur d'Avrigny: Médico da família Villefort.
  • Major (também Marquês) Bartolomeo Cavalcanti: Velho homem que desempenha o papel de pai do príncipe Andrea Cavalcanti.
  • Ali Pachá - Um líder nacionalista grego, Pachá de Yanina, a quem o Conde Morcerf trai, levando ao assassinato de Ali Pachá pelas mãos dos turcos e da apreensão de seu reino. A esposa de Ali Pachá e sua filha, Haydée, são vendidas como escravas.

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Alexandre Dumas tirou três dramas de seu romance:

  • Monte-Cristo (em dois atos) no Théâtre-Historique, dias 2 e 3 de fevereiro de 1848.
  • O Conde de Morcerf (Le Comte de Morcerf) no Ambigu-Comique dia 1 de abril de 1851.
  • Villefort no Ambigu-Comique dia 8 de maio de 1851.

Cinema[editar | editar código-fonte]

TV[editar | editar código-fonte]

Anime[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. A. Dumas. O Conde de Monte Cristo. Tradução portuguesa c de P.E.A,. de 1999. Editora Publicações Europa-America.