O Conto da Aia

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O Conto da Aia (br) ou Crónica de uma Serva (pt) (em inglês: The Handmaid's Tale) é um romance distópico, um trabalho de ficção científica ou ficção especulativa,[1] escrito pela autora canadense Margaret Atwood[2] [3] e publicado pela primeira vez por McClelland & Stewart em 1985. Em Portugal foi publicado em 1988 pela editora Europa-América.

A história passa-se num futuro próximo, na República de Gilead - antigos Estados Unidos da América - em uma teocracia totalitária cristã que derrubou o anterior governo democrático americano. O regime instaurado é fortemente caracterizado por uma divisão social semelhante às castas; cada membro da sociedade ocupa um lugar fixo na hierarquia social, desempenhando assim uma função específica. A história é narrada pela personagem principal, uma mulher de nome Offred que pertence a uma classe de concubinas, cujo propósito é providenciar um meio para a procriação em casais das classes superiores da sociedade.

No livro, Atwood explora paralelos entre aspectos da sociedade contemporânea e a natureza patriarcal da sociedade Gileadiana, sendo fulcral o tema da subjugação da mulher e da sua luta para ganhar agência.

O título do romance foi inspirado pelos Contos da Cantuária, de Geoffrey Chaucer, que compõe uma série de histórias conectadas ("The Merchant's Tale", "The Parson's Tale", etc.).[4]

Prémios[editar | editar código-fonte]

  • Governor General's Award, prémio canadense ganho em 1985
  • Arthur C. Clarke Award, conceituado prémio de ficção científica britânico ganho em 1985

Adaptações[editar | editar código-fonte]

O livro foi adaptado para filme em 1990.

A rádio britânica BBC Radio 4 transmitiu uma adaptação da novela em 2000.

Referências

  1. "About Speculative Fiction", in The Handmaid's Tale Study Guide, Gradesaver, Gradesaver LLC, 1999–2009, 22 May 2009.
  2. Atwood, "Aliens Have Taken the Place of Angels": "If you're writing about the future and you aren't doing forecast journalism, you'll probably be writing something people will call either science fiction or speculative fiction. I like to make a distinction between science fiction proper and speculative fiction. For me, the science fiction label belongs on books with things in them that we can't yet do, such as going through a wormhole in space to another universe; and speculative fiction means a work that employs the means already to hand, such as DNA identification and credit cards, and that takes place on Planet Earth. But the terms are fluid. Some use speculative fiction as an umbrella covering science fiction and all its hyphenated forms–science fiction fantasy, and so forth–and others choose the reverse. … I have written two works of science fiction or, if you prefer, speculative fiction: The Handmaid's Tale and Oryx and Crake. Here are some of the things these kinds of narratives can do that socially realistic novels cannot do."
  3. Cf. Langford, "Bits and Pieces".
  4. Kantor, Elizabeth. (2006) The Politically Incorrect Guide to English and American Literature. Washington, D.C.: Regenery, ISBN 1-59698-011-7, pp. 27–44 in Chapter Two, "Medieval Literature: Here Is God's Plenty."
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