Coringa (DC Comics)

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Coringa
Coringa por Alex Horley.jpg

Dados da publicação
Publicado por DC Comics
Primeira aparição Batman #1 (1940)
Criado por Jerry Robinson (conceito)
Bill Finger
Bob Kane
Características do personagem
Alter ego Jack Napier[1]
Joseph "Joe Kerr"[2]
Desconhecido
Espécie Humano
Terra natal Gotham City
Afiliações Liga da Injustiça
Codinomes conhecidos Capuz Vermelho;
Palhaço do Crime
Habilidades Altamente inteligente
Alto conhecimento de artes, química, engenharia e genética
Equipamentos
Conhecimento de combate corpo-a-corpo
"Veneno do Coringa", Psicopata.
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

O Coringa (português brasileiro) ou Joker (português europeu) (em inglês: Joker, literalmente "piadista") é um dos maiores vilões dos quadrinhos da editora norte-americana DC Comics, arqui-inimigo de Batman. Foi criado por Bill Finger e Bob Kane a partir de uma sugestão de Jerry Robinson, aparecendo pela primeira vez na revista Batman #1 (1940). Ele é um psicótico com uma aparência similar a um palhaço ou a de um curinga das cartas de baralho, de cabelos verdes, pele branca e boca vermelha sempre sorridente, que constantemente desafia o Homem-Morcego lhe provocando grandes traumas como deixar paralítica a Batgirl Barbara Gordon e matar o Robin Jason Todd, além da esposa do Comissário Gordon.

É um dos personagens mais famosos dos quadrinhos. São raros os vilões que conseguem popularidade como ele, sendo considerado por muitos como o mais célebre vilão das histórias em quadrinhos.

História e origem[editar | editar código-fonte]

O Joker fora criado a partir de uma foto de Conrad Veidt no filme "The Man Who Laughs" (1928) trazida pelo roteirista Bill Finger, e uma carta de baralho trazida pelo desenhista Jerry Robinson.[3]

Apesar de haver diversos relatos e histórias, a real origem do Joker - assim como seu verdadeiro nome ainda é um mistério. Na graphic novel "Batman: A Piada Mortal" (1988) o vilão conta seu passado (a versão mais conhecida e aceita) mas ao final da história ele próprio retoma a confusão [4] .

Alan Moore, o autor daquela história de 1988, se baseou numa primeira versão que contava que o bandido era um ex-engenheiro químico com uma família para sustentar, e que após ser demitido descobriu que sua mulher tinha câncer. Ele então buscou dinheiro para um tratamento, trabalhando como piadista, mas ninguém achava graça nele. Então se juntou com um grupo de ladrões e foi roubar uma fábrica química. Assumiu nesse dia o disfarce de um criminoso conhecido como Capuz Vermelho. Tentava assaltar uma fábrica e quando Batman e Robin invadiram o lugar, o Capuz Vermelho cai acidentalmente num tonel de produtos químicos. Foi dado como morto mas 10 anos depois ressurge completamente louco, com pele branca e cabelos verdes.

Em uma outra versão o Coringa era Joseph Kerr, uma criança problemática: vivia psicologicamente no seu mundo isolado após a separação de seus progenitores. Seu pai, em um momento de raiva, ao ver Joseph chorar, perguntou porque ele estava tão serio, e logo depois cortou a boca de seu próprio filho, deixando-o com uma cicatriz no lado esquerdo do rosto. As crianças com quem estudava o consideravam estranho, mas ele dizia que não era assim mas todos os demais eram. Em resposta, sua colega disse que se todos eram estranho e ele era único normal, ele continuaria sendo considerado estranho. No mesmo dia, ele arrumou briga com um colega de escola e fez o garoto ir para o hospital e levar 12 pontos na cabeça. Após ter sido expulso de 3 escolas, desistiu dos estudos. Foi levado ao psiquiatra, mas nunca mudou sua personalidade estranha. Seu pai o considerava louco e desconsiderava ele como filho. Um dia, já atingida sua adolescência, ele fugiu de casa e a incendiou com seus pais dentro. Enquanto olhava a casa queimar cortou a outra parte de sua boca formando um sorriso completo em seu rosto. Não se sabe o que fez em seguida: acredita-se que virou ladrão de joalherias e assumiu o nome de Jack Napier até se transformar no Coringa. Esta versão soa um tanto desapropriada. Pois no seu rosto mundialmente conhecido, não vemos cicatrizes como nessa versão.

Há ainda uma terceira versão, amplamente aceita, e também amplamente questionada em que o Coringa tem seus problemas de infância (como contado na segunda versão), e ao crescer, decide roubar uma fábrica da companhia de cartas, para se vingar de sua demissão do cargo de engenheiro químico, e, ao tentar fugir, se joga em um duto que levava lixo tóxico proveniente do material de tintura das cartas. O resultado é o desconhecimento de seu paradeiro ao mesmo tempo que surge a nova figura: Cabelos verdes, lábios vermelhos e pele branca tornam-se a nova marca registrada do personagem.

Após roubar e matar diversas pessoas, ele encontrou seu nêmesis, seu equivalente contrário: o Batman. Daí em diante, o Coringa dedica sua vida a desafiar o herói e a combatê-lo, causando pânico e terror para atingi-lo.

Em sua primeira aparição nos quadrinhos, em 1940, o Coringa era um ladrão de joalherias, que matava as pessoas presentes no local do assalto. Nos anos 1940 e 50 o Coringa sempre aparentava morrer mas nunca recuperavam seu corpo. O personagem se alterou para uma versão mais amena em 1960 devido ao Comics Code Authority, que vigiava o conteúdo das histórias em quadrinhos. Voltou a uma versão próxima a original em 1973, quando Dennis O'Neil e Neal Adams criaram um Joker maníaco homicida obcecado com Batman.

Em 1953, a Editora Brasil-América Ltda., a EBAL, do Rio de Janeiro, que lançou as histórias em quadrinhos do Batman no Brasil decidiu que a palavra Curinga, o sinônimo correto para o Joker (em inglês), era muito feia e trocou-a por Coringa.

Então se o Coringa já teve um nome, ou o mais próximo de um alter-ego, esse seria é Joseph "Joe" Kerr, ou no filme de 1989, Jack Napier.

Várias Origens[editar | editar código-fonte]

Um cosplay do Coringa durante a Gen Con Indy 2008.

Embora muitas histórias tenham sido relacionadas, uma origem contada diretamente nunca foi estabelecida para o Coringa nos quadrinhos e seu verdadeiro nome nunca foi confirmado. O próprio vilão se diz confuso quanto ao que realmente aconteceu, como em A Piada Mortal: "Às vezes eu lembro que uma maneira, ora outro ... se eu vou ter um passado, prefiro que seja de múltipla escolha Ha! ha ha!". Em Arkham Asylum: Uma Casa Séria na Terra Séria, escrito por Grant Morrison, é dito que o Coringa não pode ser louco, mas tem algum tipo de "super-sanidade", no qual ele se recria a cada dia para lidar com a fluxo caótico da vida urbana moderna.

Um primeiro conto de origem foi em Detective Comics # 168 (fevereiro de 1951), quando foi revelado que o Coringa tinha sido um criminoso conhecido como Capuz Vermelho. Na história, ele é um engenheiro químico que ficou vigiando para roubar a empresa que o empregou, e adotou a personalidade do Capuz Vermelho. Depois de cometer o roubo, o que frustra o Batman, ele cai em um tonel de resíduos químicos. Surge pouco depois com a pele branca, lábios vermelhos, cabelos verdes e um sorriso persistente.

O passado mais citado, informado em Quem é Quem no Universo DC é também o mais amplamente apoiado, dando destaque a "A Piada Mortal". Descreve-o como sendo originalmente um engenheiro em uma fábrica de produtos químicos que larga o emprego para se tornar um comediante de stand-up, apenas para falhar miseravelmente. Desesperado para sustentar sua esposa grávida Jeannie, ele concorda em ajudar dois criminosos a invadirem a fábrica onde fora anteriormente empregado, fazendo-os chegar por uma porta ao lado. Nesta versão da história, a personagem Capuz Vermelho é descrito como o homem dentro do trabalho (portanto, o Coringa nunca é o mesmo homem duas vezes) e o que se tornaria o Coringa era o que parecia o bandido líder e ambos conseguem escapar. Durante o planejamento, a polícia contatá-o e informá-o que sua mulher e o feto morreram em um acidente doméstico.

Atingido pela tristeza, ele tenta desistir do plano, mas os criminosos o obrigar a manter sua promessa. Assim que eles entram na fábrica. No entanto, são imediatamente capturados pelos seguranças e um tiroteio se segue, em que os dois criminosos são mortos. Como o engenheiro tenta escapar, ele é confrontado por Batman, que está investigando o distúrbio. Aterrorizado, o engenheiro salta sobre um trilho e cai num reservatório com produtos químicos. Batman, que o perseguia, ciente dos riscos que tal atitude representaria, não foi atrás. Assim, nadando, o engenheiro conseguiu fugir. Porém, quando chegou à margem, sua pele coçava e tinha um ardor intenso, indicando alguma interação química com os resíduos jogados no rio. Preocupado com o que aquilo poderia ser, verificou seu reflexo em uma poça d'água, onde constatou que não havia escapado ileso, pois sua pele se tornara branca, seus cabelos verdes e os músculos de seu rosto haviam se contraído severamente, deixando-o com um indelével sorriso, de aparência histérica. O choque dessa metamorfose inesperada, aliado aos problemas que já vivia, foi maior do que a sua mente já terrivelmente atormentada poderia suportar, resultando no nascimento do Coringa. Esta origem é suportada em Batman: O Homem que Ri quando o herói realiza análises químicas do Capuz Vermelho, que recuperou da fábrica de produtos químicos durante a sua primeira investigação do Coringa. A identidade do Coringa como Capuz Vermelho é confirmada em Batman # 450, quando o bandido encontra um velho traje de capa que Capuz Vermelho manteve e coloca-o para ajudar na sua recuperação após os eventos de Uma Morte em Família.

A história "Pushback" (Batman: Gotham Knights # 50-55) suporta parte desta versão da história de origem do Coringa. Nele, uma testemunha (que por coincidência acaba por ser Edward Nigma) relata que a mulher do Coringa foi sequestrada e assassinada por um policial corrupto que trabalhava para os criminosos, a fim de forçar o engenheiro a realizar o crime. O Coringa tenta localizar o policial corrupto que cometeu o assassinato, mas depois que seus capangas são assassinados por Prometeu, apenas para depois ser duramente espancado por Silêncio, e em seguida, expulso de Gotham antes de isso acontecer. "Payback", também mostra imagens do Coringa pré-desfigurado - identificado como "Jack" - com sua esposa, dando mais suporte a esta versão.

A históra de Paul Dini-Alex Ross "Case Study", propõe uma teoria muito diferente. Esta história sugere que o Coringa era um gângster sádico que trabalhou à sua maneira a cadeia alimentar do crime de Gotham até que virou o líder de uma máfia poderosa. Ainda buscando as emoções que o trabalho sujo permitia, criou a identidade do Capuz Vermelho para si mesmo para que pudesse cometer pequenos crimes. Eventualmente, ele teve seu fatídico encontro com o primeiro Batman, resultando em sua desfiguração. No entanto, a história sugere que o Coringa ficou são, e planejou para que seus crimes parecessem com o trabalho de uma mente doentia, a fim de prosseguir a sua vingança contra Batman e fosse capaz de evitar o encarceramento permanente alegando insanidade. Infelizmente, o relatório escrito encontrado explicando esta teoria é descoberto que foi escrito pela Dra. Harleen Quinzel, também conhecida como Harley Quinn, ajudante / amante insana do Coringa, o que invalida qualquer credibilidade que poderia ter em tribunal.

O segundo arco de Batman Confidential (# 7-12) re-imagina o Coringa como um criminoso talentoso que abandona a identidade do Capuz Vermelho, também chamado Jack, e é quase suicida devido ao tédio com o seu "trabalho". Ele fala com uma garçonete, Harleen Quinzel, que convence-o a encontrar algo para viver. Jack torna-se obcecado com o Batman depois que ele sai de um de seus empregos, levando Jack a atrair a atenção do Batman em um baile. Jack fere Lorna Shore (quem Bruce Wayne está namorando), levando o herói a desfigurar o seu rosto com um batarangue. Jack escapa e Batman dá informações dele aos mafiosos, que o torturam com uma planta química. Jack mata vários de seus agressores depois de fugir, mas cai em um tonel vazio como punções de tiros selvagens dos tanques químicos acima dele, e a inundação resultante de produtos químicos antidepressivos alteram sua aparência para a de um palhaço, completando sua transformação no Coringa.

A relação com o Cavaleiro das Trevas[editar | editar código-fonte]

O Palhaço do Crime é o arqui-inimigo do Cavaleiro das Trevas, o que já é muito se pensarmos que Batman tem a melhor galeria de vilões dos quadrinhos, que conta com a Mulher-Gato (Selina Kyle), Pinguim, Charada, Duas Caras e outros. A relação de ódio entre ambos é, por sinal, única entre todos os inimigos do Homem-Morcego, pois enquanto os outros apenas o odeiam querendo matá-lo, ou evitá-lo, o Coringa parece não querer exatamente o mesmo. Por várias vezes, teve a chance real de matar ao Homem-Morcego, mas nunca foi adiante, sem, no entanto, ser tão clemente com as pessoas que o rodeiam, como Jason Todd, Bárbara Gordon ou Sarah Essen Gordon.

Na verdade, a crueldade e insanidade de seus ataques, parece buscar, isso sim, enlouquecer ao Batman, como no clássico A Piada Mortal. Muitos veem nisso, que o objetivo do Coringa não é matá-lo, mas sim derrotar ao único homem que crê rivalizar com ele em genialidade, convertendo-o ao mundo dos loucos, derrotar o Batman, não tornando-o um

Graphic novels[editar | editar código-fonte]

The Killing Joke[editar | editar código-fonte]

Uma possível e mais bem escrita origem do Palhaço do Crime foi contada na graphic novel intitulada Batman: The Killing Joke (br: Batman: A Piada Mortal), de 1988. Escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland, é considerada uma das melhores histórias de super-heróis já escritas. Nela acompanhamos a origem do personagem sendo contada através de flashbacks. Após fugir do Asilo Arkham, o Coringa decide provar ao Batman que basta apenas um momento de intensa pressão psicológica para que um indivíduo escolha a loucura como meio de subjugar uma realidade de intenso sofrimento. Para isso o Coringa e seus comparsas invadem a casa do Comissário James Gordon, para sequestrá-lo. Além disso, o Coringa dá um tiro na barriga da filha do Comissário, Barbara Gordon, a Batgirl, deixando-a incapacitada, em seguida ele a violenta sexualmente (sugerido pelos autores) registrando tudo em fotos. Posteriormente o Coringa leva o Comissário a um parque de diversões macabro e o coloca numa montanha-russa que circula em meio a projeções de fotos de sua filha sendo violentada. Com isso ele tenta provar sua tese, deixando Gordon louco. Após intervenção do Batman, salvando Gordon e prendendo o Coringa, a tese deste não é provada conclusivamente, pois vê-se que Gordon não enlouqueceu, apesar de toda a tortura psicológica a que fora submetido. Isso levanta a questão: Por que será que alguns escolhem a loucura como refúgio de uma realidade massacrante (como o Coringa e o próprio Batman), e outros não? O final da inquietante Graphic Novel, se dá com uma piada contada por Coringa ao Batman.

"Tinham dois caras no hospício... Uma noite eles decidiram que não queriam mais viver lá... e resolveram escapar pra nunca mais voltar. Aí eles foram até a cobertura do lugar e viram, ao lado, o telhado de um outro prédio apontando pra lua... apontando para a liberdade! Então um dos sujeitos saltou sem problemas pro outro telhado, mas o amigo dele se acovardou... É, ele tinha medo de cair. Aí, o primeiro cara teve uma ideia. Ele disse:
-Ei! Eu estou com minha lanterna aqui. Vou acendê-la pelos vãos dos prédios e você atravessa sobre o facho de luz!
Mas o outro sacudiu a cabeça e disse:
- O que você acha que eu sou? Louco??? E se você apagar a luz quando eu estiver no meio do caminho?!"

Nisto, o Coringa começa a rir. De repente, o Batman esboça um sorriso e depois solta uma gargalhada junto com seu maior inimigo. Afinal, quem é o certo nesta história: "O Coringa que quer provar a loucura comum a todos" ou "O Batman que tenta mostrar o "LADO CORRETO" da justiça"?

The Dark Knight Returns[editar | editar código-fonte]

Frank Miller em sua primeira graphic novel sobre o Batman, The Dark Knight Returns (br: O Cavaleiro das Trevas / pt: O Retorno do Cavaleiro das Trevas), de 1986, deixa a loucura meio de lado e mostra um Coringa extremamente violento e frio, como um assassino em massa assustador, mas sem o viés cômico. Esta versão do Coringa possui fortes conotações homossexuais, colocando até em primeiro plano essa tendência nas relações dele com o Batman (que não manifesta iguais tendências). Uma bizarra relação de amor/ódio num momento de violência gratuita tão extrema do Coringa, que leva Batman a ir até as últimas consequências para detê-lo.

Outras[editar | editar código-fonte]

Outro que usa essa artifício de retratar o Coringa como homossexual é Grant Morrison em Asilo Arkham. Nesta história ele escreve uma cena em que o Coringa dá um tapa no traseiro de Batman, causando uma previsível polêmica entre os leitores. Batman reage irritado: "Tire suas mãos sujas de mim".

Outras Mídias[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

O ator Cesar Romero, interpretou o personagem no seriado dos anos 1960 e no primeiro filme de Batman.

No seriado dos anos 1960, Cesar Romero interpretou o Coringa, em uma versão cômica, mas não homicida. Seus planos inusitados incluíam transformar os reservatórios de água de Gotham em gelatina. Romero recusou-se a raspar o bigode para o seriado, sendo parcialmente vísivel sob a maquiagem branca.

Nas primeiras séries animadas, o Coringa aparece em um episódio de The New Scooby Doo Movies e um de Superamigos, e cinco episódios da série da Filmation The New Adventures of Batman. No seriado Os Trapalhões, o vilão também apareceu em um epísódio da serie, ele foi interpretado por Rogério Cardoso.

Em Batman: The Animated Series, o Coringa é o vilão com mais aparições, tendo uma origem distinta, sendo originalmente um assassino da Máfia. Esta versão também foge da morte muitas vezes, tendo sido atacada por tubarões, caído de uma montanha russa e pega numa colisão aérea. A série também cria sua suposta "namorada"(ou somente funcionária dele, pois o amor entre os dois é meio confuso) Harley Quinn. Fora dublado por Mark Hamill (no Brasil, por Darcy Pedrosa).

Em Liga da Justiça, o Coringa aparece em três episódios, ("Injustiça para Todos", "Cartas Selvagens" e "Um Mundo Melhor") também dublado por Mark Hamill (no Brasil, por Isaac Schneider, uma vez que Pedrosa já havia falecido).

Em The Batman, uma versão diferente do Coringa aparece, com pele em tom azul-celeste, olhos vermelhos, cabelos bem mais longos e arrepiados e movendo-se de forma mais curvada. Sua voz é a de Kevin Michael Richardson (no Brasil, por Júlio Chaves).

Em Batman: The Brave and the Bold, o personagem é baseado na versão criada por Dick Sprang. Ainda há uma aparição do vilão em episódio de Super Choque, onde é dublado por Guilherme Briggs, que também o faz parecer um homossexual.[5]

O Coringa ainda aparece nos filmes animados Batman - A Máscara do Fantasma (voz de Mark Hamill), Batman Beyond: Return of the Joker, (novamente voz de Mark Hamill) e Batman vs. Drácula (voz de Kevin Michael Richardson).

Cinema[editar | editar código-fonte]

O ator Jack Nicholson interpretou o personagem no filme de 1989.
  • Em Batman, de 1989, dirigido por Tim Burton, Jack Nicholson interpretou o Coringa, com grande aclamação crítica. O filme criou uma identidade, Jack Napier, colaborador do chefe da Máfia de Gotham, Carl Grissom. Eckhardt, um policial corrupto (como muitos em Gotham), a mando de Grissom, arma uma emboscada para Napier durante um assalto às Indústrias Axis. Enfurecido após descobrir a armação, Napier mata Eckhardt, mas, quando tenta atirar em Batman (que na ocasião ainda era desconhecido da polícia e da mídia de Gotham), a bala ricocheteia na armadura do Homem-Morcego e destroça o vidro do contador de um dos tanques, produzindo estilhaços que acertam em cheio as suas próprias bochechas. Gritando de dor e desorientado, ele cai acidentalmente em um tonel de resíduos químicos. Julgando-o morto, todos, inclusive Batman, deixam o local. Napier, porém, sobrevive, e após uma cirurgia improvisada para retirar os estilhaços de seu rosto, seus nervos faciais acabam seccionados, deixando sua fisionomia contorcida em um permanente e histérico sorriso. Transtornado e desequilibrado emocionalmente após ver seu reflexo no espelho(que revela também as consequências do banho de produtos químicos, ou seja, pele branca e cabelos verdes), adota o nome de Coringa, matando Grissom por sua traição e tomando posse da Máfia de Gotham. Porém, adota um estilo bem diferente do austero antecessor, chegando a distribuir dinheiro à população para ganhar a simpatia da mídia, e armando planos criminosos com características de piadas infames. Mais tarde é revelado que Napier matara os pais do Batman, Thomas e Martha Wayne, sendo assim o responsável pelo trauma de infância do então garoto, que o motivou a criar o herói (O que não acontece nos quadrinhos). Esta versão, possuia diversas características do personagem para a época. E foi o papel mais rentável de Jack Nicholson.
  • Em Batman Forever, de 1995, dirigido por Joel Schumacher, David Hodges U. interpretou o assassino dos pais de Bruce Wayne (Val Kilmer), em cenas de flashbacks, enquanto Bruce sofria pesadelos. Embora o nome do assassino nunca é citado, é bem estabelecido que Batman Forever é de fato uma continuação dos filmes de Burton, o que deixa bem claro que o mesmo assassino é Jack Napier (Coringa), como é revelado no filme de 89 que Jack foi quem matou os pais de Bruce.
O ator Heath Ledger interpretou o personagem no filme The Dark Knight.
  • Em The Dark Knight, de 2008, também dirigido por Nolan, é introduzida uma nova versão do personagem, interpretada por Heath Ledger (que faleceu com apenas 28 anos em Janeiro de 2008, vitimado por uma overdose de tranquilizantes, antes mesmo da estréia do filme).[6] [7] Este novo Coringa possui um visual mais realista, psicótico e sombrio, com apenas o rosto maquiado (ao contrário de todas as demais versões, nas quais toda a pele de seu corpo é branca), cabelos mais longos que os da versão "clássica", tingidos de verde, além de um sorriso construído com cicatrizes. A origem das mesmas não fica bem clara no filme, pois o próprio Coringa apresenta duas versões para o seu surgimento. Ao mafioso Gambol, afirma que seu pai, drogado e bêbado, cortara sua boca e bochechas. Porém, para Rachel Dawes, diz que ele próprio as produzira, para tentar consolar sua mulher, desfigurada por agiotas, o que acabou por provocar o fim de seu casamento. Ao contrário da interpretação de Jack Nicholson, que mostra um Coringa essencialmente debochado e cômico, Heath Ledger o interpreta de uma forma bem mais dramática e agressiva muitos fãs e críticos citam esse Coringa como a melhor representação de todas. Sua personalidade é alucinada e violenta, baseada mais em personalidades como Sid Vicious e personagens como Alexander DeLarge de "Laranja Mecânica".[carece de fontes?] do que do próprio Coringa. Segundo registro da revista Superinteressante, ele foi tão convincente em sua atuação que o consagrado ator Michael Caine, que interpreta o mordomo Alfred, disse que, sem ter conhecido Ledger antes do filme, ficou tão assustado ao contracenar com o novo Coringa que chegou a esquecer suas falas.[8] O marcante desempenho foi premiado pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que lhe concederam tanto o Globo de Ouro[9] como o Oscar[10] de Melhor Ator Coadjuvante, em 2009, prêmios recebidos postumamente.

Video Games[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Coringa é também o vilão principal do jogo Arkham Asylum. No jogo sua personalidade é mais próxima àquela dos quadrinhos, mostrando um vilão cruel e sádico, ao invés de sua representação mais amena dos desenhos animados. No final do jogo, o Coringa injeta em si mesmo a toxina Titan, uma toxina criada através do Venon do Bane, para matar Batman, porém o morcego derrota o Coringa, acabando com o caos no Asilo Arkham.

Na sequência do jogo, Arkham City, que se passa um ano depois, o Coringa está morrendo em consequência da toxina. Em certo momento do jogo, Batman invade o esconderijo do Coringa e é enganado com um Coringa falso morto (na qual se descobre ser o Cara de Barro mais tarde). Coringa injeta seu próprio sangue no Batman para que o detetive ache a cura. Caso contrário, os dois e centenas de pessoas nos hospitais de Gotham com o sangue do Coringa morrerão. Após Batman ir atrás do Mr. Freeze para conseguir a cura, e Harley Quinn roubá-la do cofre do Mr. Freeze no prédio do DPGC, Talia Al Ghul leva o Coringa para o Poço de Lázaro na promessa de mostrá-lo "o segredo da imortalidade". Batman, após salvar Gotham City, vai atrás de Talia, que está sendo feita refém do Coringa no Monarch Theatre. Lá, o Coringa revela o segredo dos dois Coringas (o verdadeiro e o Cara de Barro) e mata Talia, que roubou a cura de Harley. Batman trava uma batalha com Cara de Barro e bebe a cura, deixando um pouco para o Coringa. O Coringa esfaqueia Batman para conseguir o frasco. A cura cai no chão e Coringa culpa Batman por deixá-lo morrer. Batman o diz que mesmo depois de tudo que o Coringa fez, ele o salvaria. Rindo, o Palhaço do Crime morre. Batman carrega o corpo do arqui-inimigo para fora de Arkham City, onde encontra o Comissário Gordon. De luto, Batman sai calado, sem responder aos chamados de Gordon.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Também em 2011, o Coringa apareceu no jogo DC Universe Online.

Em todos os três jogos, ele foi dublado por Mark Hamill, o mesmo que o dublou em Batman The Animated Series.


Notas e Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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