O Declínio do Capitalismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde Dezembro de 2008).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

O Declínio do Capitalismo foi um livro escrito pelo economista russo bolchevique Ievguêni Preobrajenski em 1931. Consiste num estudo teórico sobre a crise capitalista de 1929 e da teoria marxista das crises capitalistas.

O método do livro[editar | editar código-fonte]

O livro O Declínio do Capitalismo pode ser considerado a melhor obra na perspectiva investigativa que Preobrajenski ao longo de sua trajetória intelectual sempre recorreu, o emprego analítico dos esquemas de reprodução, equações desenvolvidos como modelo por Karl Marx para explicar o funcionamento da acumulação e circulação do capital entre setores da economia.

Porém, Preobrajenski introduz nos modelos matemáticos dos esquemas os ciclos industriais, a economia artesanal, o oligopólio e a economia mista. O que permitiu observar simultaneamente no modelo as possibilidades de desequilíbrio inter-setorial, de crise de realização e de causa e manifestação da tendência de longo prazo à queda da taxa de lucro.

Assim procurou analisar as tendências recorrentes, cíclicas, crônicas e crescentes de crise do sistema capitalista. Como também identificar e entender o porquê do caráter progressivamente mais crítico que ganha essa sistema à medida que avança a configuração monopolística (monopólio) no capitalismo, investigando com base as elaborações apresentadas por Karl Marx no próprio O Capital sobre as causas da crise capitalista e suas formas de manifestação. A Crise de 1929, motivo instigador do livro, seria portanto o episódio mais dramático da manifestação do caráter crítico do sistema capitalismo, provocado pela etapa monopolista, em que a contradição entre o caráter privado das relações de produção com o caráter coletivo das forças produtivas torna-se cada vez mais explosivo.

Porém, na própria obra fica claro, nas conclusões do autor, que esse episódio (a Crise), apesar de gravíssimo, não seria um crise final ou terminal do sistema, como defendia a ala oficial de economistas do Partido Comunista da URSS.

Crise e demanda efetiva[editar | editar código-fonte]

Ao trabalhar com as equações dos esquema de reprodução, Preobrajenski, acaba resgatando a pista dada por Rosa Luxemburgo e antecipando-se a autores, que pela via marxiana, como Michael Kalecki (1933), ou da Economia Política Clássica, como Keynes (1936), desenvolve uma explicação sobre flutuações e ciclos econômicos em termos de princípio da demanda efetiva, como pode ser visto em seus artigos da década de 1920 e livros como A Nova Econômica (1926), em especial em O Declínio do Capitalismo, de 1931, sem cair nos problemas da identificação da causa das crise no capitalismo em explicações ligadas ao subconsumismo ou subinvestimento.

Crítica ao marxismo oficial[editar | editar código-fonte]

O livro é uma crítica ao tratamento oficial do marxismo soviético à Crise de 1929, a especialmente o colapsismo. Preobrajenski apesar de apontar a gravidade da Depressão, que então ainda se iniciava, sem cair numa visão de “colapsismo”, constante no marxismo, herdado de uma interpretação vulgar da Segunda Internacional, mas que se tornara na própria URSS visão dominante ou mesmo dogma sobre a questão (vide Evgueni Varga). A Crise de 1929 não seria uma "crise final" ou "terminal" do capitalismo, mas uma das cíclicas crise, muito embora uma das mais severas, senão a mais severa.

A publicação do livro, mais de um artigo não-publicado em que critica o I Plano Quinquenal soviético, levaram Preobrajenski a ser expulso do PCUS em 1932.

Continuação de A Nova Econômica?[editar | editar código-fonte]

O livro O Declínio do Capitalismo segundo especialistas pode ser considerado a continuação do livro A Nova Econômica de 1926. À medida que, embora tenha esse livro dito como mote a Crise de 1929, expressa uma análise da crise e reprodução do capitalismo enquanto sistema concreto, tema e tratamento que teve as suas características e método tanto antecedidas parcialmente como anunciadas no livro de 1926.

Preobrajenski ainda em A Nova Econômica anuncia uma continuação, que nunca foi publicado, onde deveria expor, o que em parte foi tratado em 1931, particularmente a questão da análise concreta do capitalismo.

Por sua vez, também o livro Crise da Industrialização Soviética, uma coletânea de artigos de Preobrajenski da década de 1920, que antecedem temporalmente a O Declínio do Capitalismo, pode ser considerado continuação, à medida que neste prosseguiu trabalhando no que anunciara em A Nova Econômica, especialmente naqueles artigos escritos entre 1926 a 1928.

Ícone de esboço Este artigo sobre economia é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.