O Dia que Durou 21 Anos

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O Dia que Durou 21 Anos é um documentário brasileiro, dirigido por Camilo Galli Tavares (Cidade do México, 1971[1] ), sobre a participação do governo dos Estados Unidos na preparação, desde 1962,[2] do golpe de estado de 1964, no Brasil.[3]

O filme tem como ponto de partida a crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961, e prossegue até o ano de 1969, com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, por grupos armados. Em troca de sua libertação, 15 presos políticos são soltos e posteriormente banidos do país. Um deles, o jornalista Flávio Tavares, 27 meses depois de se radicar na Cidade do México, seria pai de Camilo, o cineasta cujo nome é uma homenagem ao padre católico e guerrilheiro colombiano Camilo Torres, morto em 1966.[1]

O Dia que Durou 21 Anos produzido pela PEQUI FILMES estreou nos cinemas brasileiros em 29 de março de 2013[4] [5] e teve também uma versão para televisão, exibida anteriormente, dividida em três episódios de 26 minutos cada.[6]

Concepção do filme e base documental[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, o filme fora concebido para contar a história do pai do diretor, o jornalista Flávio Tavares, militante da oposição ao regime militar de 1964. Porém, ao ter notícia da existência de um fabuloso acervo documental sobre a deposição do presidente João Goulart que os Estados Unidos vêm franqueando ao público desde os anos 1970, Camilo Tavares mudou seus planos e decidiu abordar a participação do governo norte-americano na conspiração que resultou em uma ditadura de 21 anos (1964 a 1985) no Brasil.

O diretor se beneficiou de três volumosos pacotes de documentos, com divulgação autorizada pelo governo dos Estados Unidos, sendo que uma parte fora obtida pelo repórter Marcos Sá Corrêa e condensada no seu livro 1964 Visto e Comentado pela Casa Branca, de 1977.[7] Havia também as gravações sonoras, liberadas para o público em 1999, pela Biblioteca Presidencial Lyndon Baines Johnson, e os papéis e áudios difundidos em 2004 pela organização não governamental The National Security Archive. Além disso, o cineasta buscou mais informações em outras bibliotecas que conservam a memória de dois presidentes norte-americanos – John Kennedy (1961-1963) e Lyndon Johnson (1963-1969) – e em emissoras de televisão dos Estados Unidos.[1]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • St Tropez International Film Festival (França) Melhor Documentário Estrangeiro[carece de fontes?]
  • 22° Arizona International Film Festival (EUA) Prêmio Especial do Júri[carece de fontes?]
  • 29° Long Island Film Festival (EUA) Prêmio Especial do Júri[carece de fontes?]
  • Melhor Documentário Brasileiro 2013 - APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte)

Ver também[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. a b c Autópsia de uma conspiração, co-produzido pela TV Publica federal, a TV Brasil.. Em O Dia que Durou 21 Anos, o cineasta Camilo Tavares reúne imagens e documentos que comprovam o apoio do governo norte-americano ao regime militar no Brasil. Por Mário MagalhãesBravo!, ed. 188, abril de 2013.
  2. Vídeo: Os jornalistas Flávio e Camilo Tavares falam sobre o filme O dia que durou 21 anos. Programa do Jô. TV Globo.
  3. O Dia que Durou 21 Anos: Crítica. Adoro Cinema.
  4. Camilo Tavares fala sobre o golpe militar de 64. Programa Metrópolis. TV Cultura, 19 de abril de 2013].
  5. "O Dia que Durou 21 Anos", que revisita o golpe militar, terá sessão especial. Zero Hora, 15 de abril de 2013
  6. Sobre - O Dia que Durou 21 Anos. TV Brasil.
  7. 1964 Visto e Comentado pela Casa Branca. L&PM Pocket.


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