O Egípcio (filme)

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The Egyptian
O Egípcio (PT/BR)
 Estados Unidos
1954 • cor • 139 min min 
Direção Michael Curtiz
Roteiro Philip Dunne
Casey Robinson
Elenco Edmond Purdom
Jean Simmons
Victor Mature
Peter Ustinov
Bella Darvi
Género drama épico
Idioma inglês
Música Bernard Herrmann
Alfred Newman
Página no IMDb (em inglês)

The Egyptian (pt/br: O Egípcio) é um filme estadunidense de 1954, do gênero drama épico, ambientado no Antigo Egito e baseado no romance homônimo de Mika Waltari.

No elenco do filme, os críticos destacaram apenas o desempenho do talentoso ator Peter Ustinov (que foi Nero em Quo Vadis/1951 e o lanista Batiato em Spartacus/1960), vivendo o papel de Kaptah, servo de Sinhue.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Para compor o personagem central de seu romance, Mika Waltari valeu-se de uma das obras mais populares da literatura do Antigo Egito, "Aventuras de Sinué", um funcionário da corte que teria vivido no tempo dos faraós da XII Dinastia, e cujos relatos de viagem nos fornecem a mais antiga descrição que possuímos sobre a Síria Palestina. Mas tanto o romance quanto o filme, transferem o enredo para a XVIII Dinastia, particularmente para a época do Faraó Amenófis IV.

Contada em flashback, a história do Sinuhe começa com uma criança dentro de um cesto posto à deriva nas águas do Nilo, sendo encontrada e criada por um médico pobre (Senmut). Seguindo os passos do pai adotivo, Sinuhe irá se tornar também um médico.

Anos mais tarde, o jovem, competente, idealista e pobre médico, esbarra em sua grande oportunidade: ele e seu atlético amigo, Horemheb, salvam a vida de um homem solitário, que contrito na adoração do sol, expunha-se ao ataque de um leão. O homem é, nada mais, nada menos, do que o recém-entronizado faraó do Egito, Amenhotep IV. O sacrilégio de terem tocado com suas mãos o corpo do "deus-vivo", poderia representar a morte para os dois amigos mas, para sua surpresa, eles são recompensados pelo monarca agradecido: Sinuhe torna-se médico da corte e Horemheb oficial dos exércitos reais.

É na boa vida palaciana que o médico conhece a babilônica Nefer - que gosta de ser chamada de "Nefer-Nefer-Nefer" (3 vezes bela) -, uma ardilosa cortesã de luxo, capaz de inspirar ardentes e desastrosas paixões nos homens a quem seduz. Para gozar de algumas poucas horas de prazer no leito de Nefer, Sinuhe mendiga, rasteja, e se desfaz de todos os bens que possui, incluindo a sepultura de seus pais (sem a qual, segundo a crença da religião egípcia, ao morrerem, não poderão ingressar na Eternidade). Também negligencia seus deveres médicos e acaba na sarjeta, quando já nada mais possui que possa oferecer à cortezã.

Sinuhe deixa o Egito e passa anos vagando por terras estrangeiras, onde seu talento de médico é reconhecido e ele extrai, de culturas diferentes da sua, muitas e proveitosas experiências. Esse tempo no exterior (inclusive na Síria-Palestina) constitui a maior parte do romance de Waltari, mas o filme de Curtis lhe dedica apenas alguns escassos minutos de projeção.

De volta à terra natal, Sinuhe encontra um Egito em pleno estado de Guerra Civil. O faraó Amenhotep IV, que agora se chama Aquenáton, promoveu uma revolução religiosa no país, implantando o culto monoteísta de veneração ao "disco solar" (Aton) e decretando a ilegalidade de todos os demais deuses. No meio desse conflito, o médico acaba perdendo a mulher que o ama, Merit, e seu filho, Toth, e acaba seus dias em uma ilha remota, exilado por ordem do ex-amigo, Horemheb, que se torna rei e sufoca o projeto monoteista.

Elenco principal[editar | editar código-fonte]

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