O Encontro Marcado

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O Encontro Marcado
Autor (es) Fernando Sabino
Idioma português
País Brasil Brasil
Assunto o dia-a-dia
Género romance
Linha de tempo da história Segunda-feira
Editora Editora A Noite
Lançamento 1956
ISBN ISBN 850191200x
Cronologia
Último
Último
A Vida Real
O Homem Nu
Próximo
Próximo

O encontro marcado é um romance escrito por Fernando Sabino e publicado em 1956.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O livro conta a história do escritor Eduardo Marciano em sua busca existencial, sua vida e as mudanças de perspectiva que sofre ao longo da história.

O romance inicia-se na cidade de Belo Horizonte. Eduardo começa a narrar sua história a partir das memórias de infância, destacando a grande amizade por Hugo e Mauro. Ligados a arte literária, os garotos discutem questões relacionadas a grandes obras.

Com o passar dos anos, Eduardo se casa, porém o casamento não dá sentido a sua vida, e ele continua em uma busca desesperada por respostas.

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O encontro marcado, de Fernando Sabino

Em 1956, Fernando Sabino surpreendeu os leitores com a publicação de uma narrativa longa, O encontro marcado. A repercussão foi espetacular, tornando-se de imediato o livro de cabeceira de milhares de jovens que nele se reconheciam por verem expostos ficcionalmente os seus próprios dramas existenciais. A obra ganhou edições até no exterior, além de ser adaptada para o teatro. O encontro marcado seria assim um típico romance de geração, isto é, um relato centrado nos problemas específicos de um grupo etário/social de uma determinada época e cujo alcance esgota-se naquela geração.

A obra nos faz passear pelas ruas de Belo Horizonte conhecendo um pouco das gerações que por elas passaram e, de alguma forma, marcaram a cidade. A história se passa na década de quarenta e tem como protagonista Eduardo Marciano, alter ego de Sabino. Seu amigos de adolescência, Mauro e Hugo, correspondem a Hélio Pellegrino e Otto Lara Resende, respectivamente. Antonieta, mulher de Eduardo, é Helena Valladares. Toledo, um dos personagens mais importantes da história, mentor do jovem Eduardo (e do moço Eduardo, e do adulto Eduardo), corresponde a Guilhermino César.

Eduardo Marciano caminhará pelo romance tentando reencontrar o sentido da existência na medida em que transita das preocupações ideológicas e políticas para os anseios pessoais. Esses passam pela sexualidade mais ou menos satisfeita, pela procura incessante da felicidade e pelo desejo profundo de encontrar respostas para a grande pergunta existencial sobre a existência de Deus.

Essa busca será a marca registrada do personagem até o final do romance quando, mesmo diante de experiências e expectativas fracassadas, não cessa de investigar o sentido para a vida e chega à conclusão de que o sofrimento amadurece a pessoa e lhe abre novos caminhos para encontrar os mais verdadeiros valores humanos.

A Procura

Narrada em terceira pessoa, a história de Eduardo Marciano é contada por um narrador que parece ser muito próximo da personagem, pois acompanha passo a passo a sua trajetória e conta com o domínio de quem conhece tudo sobre o rapaz. Esse narrador abre a história propondo um pacto com o leitor, chamando-o a participar do que vai contar: "Que significava o quintal para Eduardo?". Mais do que depressa quer se saber a resposta e, conhecendo-a, quer se saber mais sobre o garoto que parecia ter toda a liberdade para ser feliz e, no entanto, não a tinha. Sua primeira derrota já aparece no início do relato: a galinha de estimação, Eduarda, vira o almoço de domingo.

Eduardo era filho único. Fazia de tudo para manter sempre seu lugar de destaque naquela família. era mimado, cheio de vontades e de atrevimentos, estava sempre a testar o limite das pessoas, como qualquer garoto de sua idade. Os pais não sabiam muito bem como lidar com as estranhezas temperamentais do filho, que amolava a empregada, esperneava para ir à escola, chantageava por qualquer coisa. Uma vez descobriu que arranhando o rosto deixava os pais atônitos. Pronto! Por qualquer bobagem machucava-se até sangrar. Era um desespero de menino mimado, prenúncio de um jovem sem limites.

Eduardo sempre precisava de um desafio para atingir alguma conquista. Certa vez, interessou-se por uma colega da escola que era ótima aluna. Foi o prenúncio da paixão, pela menina e pela vontade de ultrapassar seus limites. Estudou até conseguir o primeiro lugar na sala, ao lado de Lêda, a garota das notas boas. Alcançando assim o objetivo, Lêda deixa de ser o alvo de suas atenções. O episódio deu a Eduardo a medida exata de suas possibilidades. estava, então, com onze anos.

Tinha todas as curiosidades de sua época, como a descoberta de sua sexualidade, por exemplo. Estava sempre atento para as novidades, quem dormia com quem, quem tinha doença, com quem tinha pego...

Era um garoto precoce. Logo cedo destacou-se por seu talento na escrita; inscreveu-se numa maratona intelectual e ganhou o segundo lugar, um prêmio em dinheiro que foi buscar no Rio de Janeiro. Ficou por lá gastando o dinheiro do prêmio até acabar.

"Saiu pela rua, mão no bolso, sentindo que naquele momento começava a viver. Pobreza, fome, miséria_ tudo era preciso, para tornar-se escritor. Escrevera um conto em que dizia isso, mandara para um concurso de contos". Ganhou algum dinheiro como pemiação e tirou disto uma lição: "Na vida tudo seria assim, a solução se apresentando imediatamente, mal começasse a buscá-la, gozando assim as dificuldades do problema? Na vida tudo lhe seria assim." Assim foi que Eduardo enfrentou a vida, sempre achando que a solução se apresentaria a ele quando precisasse. A história, porém, vai mostrar o contrário. Eduardo consegue articular com certa facilidade seus interesses, mas nem sempre seu interior está em paz, a busca por esse momento será o fio com que o narrador tecerá a intriga. Um episódio marcante na vida de Eduardo foi o suícidio de um amigo, o Jadir. Esse rapaz tinha uma família complicada, o pai bebia, a mãe era meio desregrada, a irmã era saliente, o que bastava para que não fosse uma boa companhia aos olhos de dona Stefânia. Um dia antes, Eduardo comentava com Jadir que, às vezes, tinha vontade de morrer. Falaram sobre suicídio, cada um emitiu sua opinião. Eduardo dizia que era covardia, a menos que se fizesse um estrago louco antes, algo que o marcasse na História. Jadir dizia que "- quem quer morrer mesmo, não pensa em nada disso, só pensa em morrer."Acabou dando tiro no peito. Isso naturalmente tirou o sono de Eduardo por muito tempo.

Ao contar a história de Eduardo, o narrador fornece um retrato dos costumes de uma época, em especial o preconceito próprio de uma cidade ainda provinciana em que o sujeito está a mercê de julgamentos preestabelecidos, especialmente em relação ao comportamento de um determinado grupo social. É o que acontece com a interferência de Dona Stefânia no namoro de Eduardo com Letícia, por exemplo. Para ela a menina não é uma boa companhia ao filho. Isso certamente porque não se simpatizou com a liberdade que a mãe dava à garota.

Seu Marciano resolve ficar sócio de um clube, onde certamente o filho terá uma vida mais saudável. Eduardo decide fazer natação e em pouco tempo é um dos melhores em sua categoria. Sentia prazer com as vitórias, "Uma espécie diferente de emoção - a de poder contar consigo mesmo, e de saber-se, numa competição, antecipadamente vencedor." Foi um vitorioso, mas sua obstinação deixava o pai preocupado, sempre às voltas com o estudo de Eduardo. Formar-se era um valor para seu Marciano, uma promessa que Eduardo não cumpriu. No colégio, não foi bom aluno. Era questionador, rebelava-se contra a estrutura da instituição, acabou formando-se aos empurrões. Certa vez o monsenhor do colégio chama-lhe a atenção, após uma briga que teve com o colega Mauro. Eduardo foi atrevido, mas o seu argumento era forte. Não foi expulso, mas Monsenhor Tavares imprimiu-lhe uma ergunta que ele só pôde, de fato, responder muitos anos depois: "Você acredita em Deus?"

Eduardo decide que será escritor. Seu Marciano o apresenta a Toledo, um escritor seu amigo, que será uma espécie de ídolo para o rapaz. por seu intermédio, Eduardo inicia-se na leitura de grandes escritores. Para Toledo, "A arte é uma maneira de ser dentro da vida. Há outras... É uma maneira de se vingar da vida. Assim como se você procurasse atingir o bem negativamente, esgotando todos os caminhos do mal. É preciso ter pulso, é preciso ter estômago." Por toda a trajetória de Eduardo e seus amigos, a voz narrativa evidencia o gosto de uma geração pela leitura e o interesse, em especial de Eduardo, pela palavra escrita e pelas descobertas que se podem fazer com o conhecimento literário. Apesar disso, a luta que Eduardo empreende para ser um escritor não se fetiva. ele não consegue escrever o romance que tanto quer.

Chega, afinal, o tempo da formatura do colégio. Uma nova etapa se descortina para Eduardo e seu grupo, um mundo que eles desconhecem está prestes a se impor. Na despedida, Eduardo, Mauro e Eugênio decidem marcar um encontro dali a quinze anos, naquele mesmo lugar. Cada um segue seu destino em busca do grande encontro consigo mesmo.

Eduardo leva uma vida boêmia, o que implica pouco estudo, pouco trabalho e muita aventura. Ele e os amigos estão sempre desafiando o perigo. O mundo está vivendo os reflexos da segunda guerra mundial. A ideologia dos oprimidos é a voz geral que permeia os discursos da rapaziada. Do grupo, Mauro é o rebelde mais entusiasmado. Discursa em lugares públicos, gera polêmicas, uma espécie mais de modismo que de luta política. Eduardo começa a escrever artigos para o jornal e a incorporar um novo grupo de amigos. Juntos, Eduardo, Mauro e Hugo têm uma vida mais ou menos desregrada e audaciosa. Bebem muito desafiam a cidade, buscam um destino. Hugo acaba sendo professor; Mauro, médico. Eduardo arranja um bom emprego público no Rio de Janeiro, por via dos auspícios de seu futuro sogro ministro.

Tudo começa quando conhece Antonieta, num baile no automóvel Clube. Apesar de todas as diferenças entre eles, iniciam um namoro que vai acabar em casamento.

O encontro

Eduardo não dá conta de nenhum tipo de relacionamento; nada que implique um convívio consegue tirar o rapaz de seu individualismo exagerado. A trajetória de seu casamento serve de pretexto para um questionamento sobre os padrões dessa instituição.Os casais se desagregam, sempre em busca de um conhecimento pessoal que está longe de se alcançar nesse romance. Conforme Eduardo caminha em busca desse encontro, outros desencontros se sucedem na narrativa. Sempre a bebida é o anestésico para os males de Eduardo. Há sempre um pretexto para estar longe do compromisso com Antonieta. Ora são os amigos do bar, ora é Neusa, a vizinha insinuante, ora são os encontros clandestinos com Gerlane, a nova namorada, tudo mostrando a incapacidade de assumir a vida como ela se apresenta. Até o filho com Antonieta lhes escapa. Eduardo parece estar sempre na contramão de seu destino.

O relacionamento do casal, desde o início, aponta para um desencontro. ela é uma moça rica, de pai influente na política. Ele é de uma família de classe média. Ela mora no Rio de Janeiro, a capital. Ele é de Belo Horizonte, uma cidade ainda marcada pelo provincianismo. ela sabe o que quer, ele se apresenta sempre em perspectivas. Não há entre eles brigas ou discussões acirradas, apesar do comportamento irreverente e descompromissado do rapaz; nesse relacionamento percebe-se que Antonieta é o elemento que tenta a harmonia do casamento. Procura compreender o temperamento depressivo de Eduardo e tenta ajudá-lo, mas ele sempre se mostra incapaz de qualquer reflexão. Nessa relação, evidencia-se o crescimento pessoal de Antonieta e a estagnação comportamental de Eduardo, um sujeito sem referências. Ela acaba desistindo da relação e parte para cuidar de sua vida. ele fica perdido em sua nova vida de solteiro e de desencontros.

A trajetória de Eduardo está sempre marcada por alguma perda. Além de sua galinha Eduarda e de seu amigo Jadir, morre seu Marciano, sem mesmo que ele pudesse estar presente. Rodrigo, um amigo do tempo da natação, morre afogado, preso às ferragens do avião que pilotava. Morre seu filho, ainda no ventre de Antonieta. Vítor, casado com Maria Elisa morre tragicamente atropelado. Essa perda também deixa Eduardo muito abalado, principalmente pelo inusitado dos fatos. Uma semana antes do acidente, Vítor esteve com Eduardo e contou-lhe sobre um exame médico que havia feito e que dera um resultado fatal, um câncer, mas que estava errado pois haviam trocado sua radiografia do pulmão com o de outra pessoa. Nesse interím, Vítor fez uma promessa, caso conseguisse sarar. Estavam discutindo exatamente se a promessa deveria ser cumprida, mesmo que sua "cura"se desse pela via do engano. Para Eduardo, a morte do amigo foi uma fatalidade. A própria trajetória de Eduardo evidencia uma morte lenta e gradual dos sentimentos e atitudes diante da vida.

Em O encontro marcado acompanhamos o crescimento de Eduardo, e com ele, o da cidade. No entanto, só, em sua volta a Belo Horizonte após a separação é que ele se dá conta disso:

"Encontrou a cidade diferente, mudada. Agitação pelas ruas, prédios novos, gente andando para lá e para cá, como se realmente tivesse urgência de ir a qualquer parte." Há na descoberta de Eduardo, um prenúncio de que seu olhar começa a se voltar para o exterior. Eduardo percebe a cidade diferente, sem talvez o encanto de sua juventude. encontra os amigos, Mauro está casado e Hugo parece feliz como professor. Continua um intelectual, cada vez mais se dedica ao estudo acadêmico, vive rodeado dos alunos. Eduardo comparece ao encontro marcado e encontra o ginásio em férias. Os dois amigos não compareceram. "Saiu da cidade como de um cemitério". Na volta, faz uma parada em Juiz de fora, revê lugares e pessoas que já não dizem mais nada para ele e segue de volta ao Rio. Começa sua peregrinação interior, na tentativa de se encontrar. aos poucos, vai filtrando a vida e reconstituindo o fio de sua identidade: "Agora via em volta que seu mundo era dos outros também, carregando cada qual a sua cruz _ pobres criaturas de Deus. E como eram simpáticas, essas criaturas. Nada de sordidez que via antes em cada olhar, da miséria em cada gesto, o cotidiano sem mistério, a surpresa adivinhada em cada corpo, o segredo assassinado em cada boca."

Reencontra-se com Eugênio, agora frei Domingos. Passa a visitá-lo no convento, onde parece sentir um pouco de alento. Perambula pela cidade, revê Neusa, que diz estar esperando um filho seu. Eduardo não consegue assumir essa nova situação e a moça decide não ter o filho. Aos poucos, Eduardo vai se desligando das relações com as pessoas e a cidade. Toma uma atitude, afinal, a seu favor. Desliga-se do emprego, deixando assim, a sua vaga para o colega Misael. Dá seus livros para o filho desse amigo, rapaz interessado em literatura e deslumbrado com Eduardo, como certa vez, ele o fora com Toledo. Desfaz-se do apartamento e empreende uma grande viagem... na busca e compreensão de si mesmo.

Observações

É preciso prestar atenção ao capítulo "A geração Espontânea", pois vários discursos se entrelaçam marcando a fase agitada das grandes descobertas da rapaziada. Certamente isto poderá ser alvo das questões no vestibular: Observe:

Discurso existencialista: Tema habitual de Hugo; o efêmero da existência. Nada valia nada, tudo precário, equívoco, contraditório. vinha escrevendo um livro, uma espécie de ensaio poético, em que procurava traduzir este sentimento da inutilidade das coisas. era a palavra-chave; bastava dizer, a certa altura, com um suspiro de desalento: "mas que coooooisa!" e a angústia baixava logo as asas negras sobre os três."

Discurso Psicanalítico: "...subjugadas pelos preconceitos. A moral burguesa. As convenções sociais. O lugar-comum. essa coisa toda. Uma espécie de subconsciente coletivo, de que Freud não pensou, nem ele, nem ninguém".

Discurso político-ideológico: "abaixo os burgueses donos da vida. abaixo os exploradores do povo, abaixo os fascistas, abaixo a tirania, viva a liberdade!

Discurso Literário: "não ligavam: eram superiores. Juntos faziam suas descobertas literárias. Que literatura proletária! Verlaine, isso sim; Rimbaud e Valéri. Juntos choraram Baudelaire, Neruda, Garcia Lorca, Fernando Pessoa..."

- Mais do que um romance de geração, trata-se de um romance de formação, já que influiu na formação das cabeças de toda uma geração de jovens brasileiros e até hoje ainda é lido

- O personagem central e narrador, Eduardo Marciano, visivelmente autobiográfico como já foi citado, em sua trajetória que vai da infância à vida adulta, traduz os anseios de uma juventude que – do fim da II Guerra a meados da década de 1950 – transformara as angústias ideológicas e políticas em inquietações pessoais como a da sexualidade insatisfeita, a da existência de Deus e da luta pela felicidade pessoal.

- Tanto Eduardo Marciano quanto seus melhores amigos, Mauro e Hugo, realizam parte de sua formação numa sociedade já livre da guerra e da ditadura e também menos rígida na obediência aos valores patriarcais. Isso significa que já podem escolher livremente os seus destinos individuais. Porém esta liberdade de optar causa-lhes vertigens e dilaceramentos íntimos. Num plano mais singelo, estamos diante da experiência da náusea que Sartre espalhara pelo Ocidente, sobremodo em fins dos anos de 1930.

- As experiências amorosas e profissionais do personagem-narrador levam-no primeiro à exaltação e à euforia e em seguida à frustração. O fracasso de suas expectativas existenciais não o inibe na procura incessante de um sentido para a vida. O relato termina com a idéia de que a passagem pelo sofrimento amadurece o indivíduo e abre-lhe novos caminhos para que busque valores autênticos no mundo.

- O encontro marcado é um dos primeiros romances brasileiros da época em que os protagonistas não são originários nem possuem qualquer ligação com a zona rural. É uma narrativa totalmente urbana (a parte principal da mesma transcorre em Belo Horizonte, então capital pacata e modorrenta) o que acentua o contraste entre o provincianismo do meio e a ânsia cosmopolita dos jovens personagens que sonham com a literatura, com a grandeza e com a glória.

- Linguagem coloquial. Poucos relatos brasileiros apresentam uma tão bem sucedida simplicidade de estilo. Este tom espontâneo de narrar foge ao prosaísmo* e alcança diretamente o coração dos jovens, dando-lhes uma vigorosa impressão de autenticidade confessional.

  • Prosaísmo: redução da linguagem coloquial a uma espécie de trivialidade estilística. Muito comum a cronistas e jornalistas que produzem ficção.

Parte dos créditos: Profª Célia Flud Glaeser, Jornal "O Estado de Minas" http://www.passeiweb.com/estudos/livros/o_encontro_marcado