O Flautista de Hamelin
O Flautista de Hamelin é um conto folclórico, reescrito pela primeira vez pelos Irmãos Grimm e que narra um desastre incomum acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha, em 26 de junho de 1284.
A história [editar]
Em 1282, a cidade de Hamelin estava sofrendo com uma infestação de ratos. Um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um "caçador de ratos" dizendo ter a solução para o problema. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos - uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no Rio Weser.
Apesar de obter sucesso, o povo da cidade abjurou a promessa feita e recusou-se a pagar o "caçador de ratos", afirmando que ele não havia apresentado as cabeças. O homem deixou a cidade, mas retornou várias semanas depois e, enquanto os habitantes estavam na igreja, tocou novamente sua flauta, atraindo desta vez as crianças de Hamelin. Cento e trinta meninos e meninas seguiram-no para fora da cidade, onde foram enfeitiçados e trancados em uma caverna. Na cidade, só ficaram opulentos habitantes e repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.
E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança.
Na versão original, que surgiu provavelmente na Idade Média, nos territórios que formariam a Alemanha, o final é diferente: após levar o calote, o flautista atrai as crianças para um rio, no qual elas morrem afogadas. Apenas trés crianças sobrevivem: uma cega, que não consegue seguir o flautista e se perde no caminho; uma surda, que não consegue ouvir a flauta, e uma deficiente, que usa muletas e cai no caminho.
Há várias teorias sobre o que o flautista de Hamelin simbolizaria nas narrativas orais antes de virar uma história para crianças. Para alguns, ele seria a representação de um serial killer, para outros uma metáfora para as epidemias que dizimavam populações, como a peste, e para muitos remetia ao processo de migração para colonizar outras regiões da Europa.
Televisão, Cinema, Teatro e musica [editar]
Walter Lantz fez uma versão, em que o prefeito se recusa a pagar o tocador de trombone que prendeu os ratos e o expulsa. Por vingança, o tocador faz todas as pessoas da cidade entrarem num barco e irem embora, deixando o prefeito à mercê dos ratos, que ele libertou.
O conto faz parte também de uma série televisiva chamada Contos de Fadas exibida pela TV Cultura de São Paulo nos anos 90.
O Flautista de Hamelin também foi retratado pela Trip Teatro de Animação - Companhia de Rio do Sul (SC). Nessa versão, dois artistas medievais saem pelas ruas empurrando uma pequena carroça, que aos poucos vai se transformando na cidade de Hamelin. Ela conta a clássica história do Flautista que livra a cidade de uma peste de ratos e ressalta a importância de se cumprir os tratos feitos. O espetáculo é resultado de uma parceria com a companhia espanhola "Los Titiriteros de Binéfar" e foi patrocinado pela Funarte / MinC por meio do prêmio Edital Myriam Muniz/ 2007. www.tripteatro.com.br
O conto foi representado também pelo cartoon Tom & Jerry; em uma aldeia Jerry interpreta um flautista que atrai outros ratos com "ataque de coceira" a um rio, achando a cura para essa agonia.
Recentemente, no filme "Shrek para Sempre", o flautista de Hamelin é parodiado; ele é contratado pelo vilão principal da trama, o qual quer se ver livre dos ogros. (A marca registrada dos filmes da saga "Shrek" é parodiar personagens de contos de fada e do folclore universal.)
A banda norte-americana de thrash metal Megadeth faz menção ao flautista em seu single Symphony of Destrution.
Recentemente o conto teve aparecimento no anime Mondaiji-tachi ga Isekai kara Kuru Sou Desu yo.
O conto em dança [editar]
- DVD O Flautista (2006) da CeDeCe - Companhia de Dança Contemporânea.
http://pessoas.hsw.uol.com.br/10-versoes-contos-de-fadas1.htm