O Livro de Urântia

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O Livro de Urântia é uma obra literária que integra história, ciência, filosofia e religião, composta por 197 documentos escritos originalmente em inglês, e traduzido recentemente para mais idiomas, entre eles o português.

Nas suas páginas, o livro refere ter sido compilado por um corpo de seres supra-humanos das mais diversas ordens, o texto fornece uma surpreendente perspectiva das origens, história e destino humanos, constituindo uma nova revelação para a humanidade.

A identidade dos autores divinos é estabelecida no próprio livro, e a pessoa que serviu de intermediária não é identificada. O Livro refere que é assim para que nenhum humano possa ser proclamado "profeta" ou admirado de alguma forma por tal obra literária.

O Livro de Urântia é uma fonte de inspiração e conhecimento para muitas pessoas e muitos líderes religiosos e instituições estabelecidas, religiosas ou não, mas não promove a criação de uma religião institucional nos seus ensinamentos. Grupos de estudo, fundações, sociedades, continuam surgindo, pois o livro é uma inspiração a debates para todos aqueles que tomam conhecimento de seu conteúdo. O próprio livro ensina a religião espiritual pessoal, fomentando uma fé religiosa viva e pessoal.

Estrutura do livro[editar | editar código-fonte]

O Livro de Urântia possui 2097 páginas e divide-se em 4 partes, a saber:

  • Prefácio - apresenta-se como guia para as palavras e conceitos religiosos e filosóficos presentes ao longo da obra.
  • Parte I - O Universo Central e os Superuniversos
  • Parte II - O Universo Local
  • Parte III - A História de Urântia
  • Parte IV - A Vida e os Ensinamentos de Jesus

Parte I[editar | editar código-fonte]

São 31 documentos que descrevem a natureza da Deidade, a realidade do Paraíso e a organização astronômica-cosmológica e funcionamento do universo central e dos superuniversos, as personalidades do grande universo e o destino elevado dos mortais evolucionários. O Paraíso é descrito como o centro eterno do universo dos universos e a residência do Pai Universal, do Filho Eterno, do Espírito Infinito e dos seus associados e coordenados divinos. Descreve-se um universo de hierarquia organizada, e povoado por um número quase infinito de seres. O conjunto da criação é descrito como incluindo milhões de planetas, evolucionários em todas as etapas de evolução geológica, biológica, intelectual, social e espiritual, e esferas arquitetônicas – mundos feitos sob medida. Esses documentos foram promovidos, formulados e colocados em inglês por uma comissão constituída de vinte e quatro administradores de Orvônton, atuando por mandato dos Anciães dos Dias de Uversa, a capital do superuniverso de Orvônton.

Parte II[editar | editar código-fonte]

São 25 documentos autorizados por Gabriel de Sálvinton, que descrevem a evolução dos universos locais e o desenvolvimento progressivo das naturezas e capacidades físicas, intelectuais e espirituais das múltiplas criaturas que habitam as variadas ordens de esferas compreendidas em um universo local. Falam da fonte da matéria e da energia, do plano divino para a criação, o desenvolvimento e o governo dos universos locais, das constelações, dos Espíritos Ministrantes dos u niversos locais, das Hostes Seráficas, da rebelião de Lúcifer, dos problemas da rebelião, das esferas de Luz e Vida.

Parte III[editar | editar código-fonte]

Consta de 63 documentos que foram promovidos por um Corpo de Personalidades do Universo Local, atuando por mandato de Gabriel de Sálvington, os documentos tratam da origem de Urântia, o planeta Terra, que há 1 000 000 000 de anos atingiu aproximadamente o seu tamanho atual, em um universo local chamado Nébadon. Os documentos compreendem a história do desenvolvimento geológico da Terra, do estabelecimento da vida nele, do surgimento do homem, das civilizações, governos e instituições, dos níveis da realidade universal, da verdadeira natureza da religião, da outorga dos Ajustadores do Pensamento. O desenvolvimento da civilização, da cultura, do governo, da religião, da família e de outras instituições sociais é descrito a partir do ponto de vista dos observadores supra-humanos. A história é contada de tal maneira que os acontecimentos relacionados com a evolução religiosa humana ganham nova vida, estabelecendo as fundações sobre as quais um maior desenvolvimento espiritual, moral e cultural pode ocorrer. Descrevem o destino eterno do homem, os mundos que habitaremos imediatamente após a morte, ao sobreviver a alma por nossa escolha pessoal de fazer a vontade do Pai Universal.

Parte IV[editar | editar código-fonte]

Os 77 documentos, com mais de 700 páginas que ocupam um terço do Livro, foram promovidos por doze intermediários de Urântia, atuando sob a supervisão de um diretor revelador Melquisedeque, o qual foi designado para essa tarefa por Gabriel de Sálvington. Nesses documentos relata-se a vida de Michael de Nébadon como Jesus de Nazaré, toda a sua infância, adolescência e vida adulta. É o relato mais completo sobre Jesus até hoje escrito. Os três primeiros capítulos apresentam a preparação de Michael (Jesus) para descer a Urântia na semelhança da carne mortal, e o clímax do Livro de Urântia é atingido, nessa última parte, com preceitos da vida religiosa ideal do Mestre, que instrue e edifica todo um universo, e é a inspiração para todas as vidas em todos os mundos e para todas as gerações futuras. Esta parte do livro é vista como uma nova Revelação, uma nova face descrita de maneira tocante, de um Deus feito Homem, que em um exemplo de Amor, e Serviço, sem dogmas, mostra à humanidade o caminho da evolução espiritual pessoal, o caminho do homem até Deus.

A fonte[editar | editar código-fonte]

O Livro de Urântia é composto por 197 documentos, que se diz terem sido entregues entre 1928 e 1934 a um grupo de 70 pessoas, em Chicago, Illinois. Os autores que escreveram esses documentos tem seus nomes indicados no livro, junto com seus respectivos escritos. Os seres humanos aos quais os escritos foram entregues em mãos já faleceram e o modo pelo qual os escritos foram materializados ainda não foi plenamente explicado, e dificilmente o será.

Descrição das revelações[editar | editar código-fonte]

Há uma explicação dentro de suas próprias páginas sobre sua origem e como foram entregues aos seres humanos esses documentos, que constituem a Quinta Revelação de Urantia. Diz o Livro de Urântia que a revelação foi entregue por um mandato emitido pelos Anciães dos Dias de Uversa, e foi redigida por numerosas personalidades supramortais. É chamada de "A Quinta Revelação de Época", pois houve outras quatro grandes revelações no planeta. São elas:

  • Dalamátia - O livro descreve com pormenor a chegada e o estabelecimento de um Príncipe Planetário em Urântia. Nesta altura fundou-se a cidade de Dalamátia, e suas escolas começaram a revelar ao mundo a verdade sobre o Pai Universal - O Deus Único. Foi a primeira revelação organizada da verdade, há cerca de 500 mil anos, e persistiu por mais de trezentos mil anos, até que foi subitamente interrompida pela secessão planetária e pela ruptura do regime de ensino.
  • Adão e Eva - Adão e Eva chegaram ao nosso mundo há quase 38 mil anos, e se estabeleceram no Jardim do Éden. Os ensinamentos de Adão e Eva constituem a segunda revelação do Pai Universal às raças humanas. A interrupção do primeiro Éden deteve o curso da revelação adâmica, antes que ela tivesse começado plenamente.
  • Melquisedeque de Salém - Maquiventa, um Filho da Ordem dos Melquisedeques, geralmente conhecidos como filhos emergenciais, que aceitou a missão de vir a esse mundo, pois a verdade revelada esteve ameaçada de extinção durante os milênios que seguiram ao malogro da missão adâmica em Urântia. Maquiventa outorgou-se nesse mundo no ano de 1973 a.C. durante o tempo de Abraão, e foi conhecido como Melquisedeque, o sábio de Salém. Ele ensinou a doutrina de um único Deus, uma Deidade universal, um Criador celeste, um Pai divino, o Pai de todos, e a quem ele representou para Abraão como um Deus que podia aceitar o homem nos termos da simples fé pessoal.
  • Jesus de Nazaré - O Filho Criador do nosso universo local nasceu em Belém no ano 7 a.C.. Viveu como um modelo para todos nós, dando o exemplo de vida, até chegar a sua hora de revelar ao mundo a grande verdade de que todos somos filhos de um único Pai, sem distinção de raça, cor, credo ou condição físico-social. Jesus apresentou a Urântia, pela quarta vez, o conceito de Deus como o Pai Universal, e esse ensinamento tem perdurado, em geral, desde então. Essa foi a quarta revelação da verdade em nosso mundo. Jesus é, agora, o Príncipe Planetário de Urântia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • O Livro de Urântia. Fundação Urântia, 2002
  • Elstrott, Kelly: La quinta revelación, la síntesis del libro de Urantia. Ed. Obelisco, Barcelona, 2001
  • Gardner, Martin: Urantia, revelación divina o negocio editorial. Ed. Susaeta, Madrid, 1997
  • Carrera Ibáñez, David: "Réplica al libro de Martin Gardner titulado "Urantia: ¿Revelación o negocio editorial?". Editora Bubok, 2002. revisado 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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