O Livro dos Médiuns

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O Livro dos Médiuns
Guia dos Médiuns e dos Evocadores (alternativo)
Le Livre des Médiums ou Guide des Médiums et des Évocateurs
Le Livre des Médiums.jpg
Publicação do Livro dos Médiuns de 1861 em Paris
Autor (es) Allan Kardec
Idioma francês
País  França
Assunto Doutrina Espírita
Género Filosofia Espiritualista
Série Obras básicas do espiritismo
Lançamento 1861
Edição portuguesa
Edição brasileira
Tradução Renata Barbosa da Silva
Simone T. Nakamura Bele da Silva
Editora Petit Editora
Cronologia
Último
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O Livro dos Espíritos
(1857)
O Evangelho Segundo o Espiritismo
(1864)
Próximo
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O Livro dos Médiuns, ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores (em língua francesa Le Livre des Médiums), é um livro espírita francês. De autoria de Allan Kardec, foi publicado em Paris em janeiro de 1861. É uma das obras básicas do espiritismo.

Versa sobre o caráter experimental e investigativo da doutrina espírita, visto como ferramenta teórico-metodológica para se compreender uma "nova ordem de fenômenos", até então jamais considerada pelo conhecimento científico: os fenômenos ditos espíritas ou mediúnicos, que teriam como causa a intervenção de espíritos na realidade física.

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras investigações de Kardec tinham por foco um fenômeno bastante comum em meados do século XIX, na Europa e nos Estados Unidos: o das chamadas mesas girantes ou dança das mesas, em que certa quantidade de pessoas se reuniam em torno de mesas para se entreter com deslocamentos insólitos e aparentemente involuntários realizados por esses móveis. Apesar do nome, era comum, segundo diversos relatos da época, a ocorrência de fenômenos semelhantes com objetos variados.

Após dois anos de investigação, Kardec se viu particularmente convencido da hipótese mediúnica como a forma mais consistente de explicar certas ocorrências de movimentação espontânea de objetos. Isso porque, para além dos simples deslocamentos aleatórios, perfeitamente atribuíveis a causas naturais, Kardec catalogou o que denominava manifestações inteligentes, ou seja, movimentos que recorriam a sistemas simbólicos para estabelecer um canal de comunicação com um entrevistador. Alguém fazia uma pergunta e estabelecia critérios como "uma batida para sim, duas para não", e, em certos casos, um interrogatório feito à exaustão obtinha sucessivas respostas corretas. Com o tempo esse método de comunicação foi sendo depurado, passando pelo uso de um lápis amarrado a um cesto em cuja borda um ou mais médiuns colocavam seus dedos, até chegar à moderna técnica da psicografia.

Assim, Kardec se empenhou em fazer um estudo analítico das diversas modalidades de comunicação estabelecidas entre homens e espíritos, que resultou em O Livro dos Médiuns.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]