O Mito da Doença Mental

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The Myth Of Mental Illness: Foundations of a Theory of Personal Conduct
Autor (es) Thomas Szasz
Lançamento 1961

The Myth Of Mental Illness: Foundations of a Theory of Personal Conduct (O Mito da Doença Mental em português) é um livro lançado por Thomas Szasz em 1961. Bastante influente no movimento de antipsiquiatria, argumenta que os transtornos mentais são uma espécie de construtivismo social criado pelos médicos.[1]

Resumo[editar | editar código-fonte]

Estritamente falando, a doença ou a enfermidade só podem afetar o corpo; portanto, não pode haver nenhuma doença mental.

"Doença mental" é uma metáfora. As mentes podem estar "doentes" apenas no sentido em que as brincadeiras estão "doentes" ou as economias estão "doentes".

Os diagnósticos psiquiátricos estigmatizam rótulos, construídos à semelhança dos diagnósticos médicos e aplicados a pessoas cujo comportamento incomoda e ofende a outros.

Os que sofrem e reclamam de seu próprio comportamento são em geral classificados como "neuróticos"; aqueles cujo comportamento faz com que outras pessoas sofram, e a respeito de quem outros reclamam, são em geral classificados como "psicóticos".

A doença mental não é algo que alguém tenha, mas algo que alguém faz ou é.

Se não existe doença mental, não pode existir tratamento, hospitalização ou cura para ela. Obviamente, as pessoas podem mudar seu comportamento ou personalidade, com ou sem intervenção psiquiátrica. Tal intervenção é atualmente chamada de "tratamento" e a mudança, quando se dá num sentido aprovado pela sociedade, é chamada de "recuperação" ou "cura".

A introdução de considerações psiquiátricas na administração das leis criminais - por exemplo, a insanidade mental como justificativa e veredito, os diagnósticos de incompetência mental para serem submetidos a julgamento e assim por diante - corrompe a lei e vitima o sujeito em favor de quem elas são ostensivamente empregadas.

A conduta pessoal é sempre padronizada, estratégica e significativa. Os padrões de relações sociais e interpessoais podem ser vistos e analisados como se fossem jogos onde o comportamento dos jogadores é governado por regras tácitas ou explícitas.

Na maior parte das psicoterapias voluntárias, o terapeuta tenta elucidar as regras inexplícitas do jogo através dos quais o cliente se comporta; e tenta ajudar o cliente a analisar os objetivos e valores dos jogos de vida que ele joga.

Não existe nenhuma justificação médica, moral ou legal para as intervenções psiquiátricas involuntárias. Elas são crimes contra a humanidade.

Referências

  1. Szasz, Thomas Stephen, The myth of mental illness; foundations of a theory of personal conduct, Nova York: Hoeber-Harper (1961)

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